segunda-feira, 23 de março de 2009

Novas idéias


Voltei, depois de longo tempo em silêncio... Bem, fui ver o filme indiano que ganhou o Oscar, “Quem quer ser um milionário”. Gostei, mas parece uma espécie de novelão. Nada daquilo é muita novidade para quem lê e ouve notícias sobre a guerra do tráfico e os forninhos das favelas, onde se queimam pessoas vivas, condenadas por um tribunal informal.. Tudo isso é muito trash, é um pesadelo do qual a gente sabe que tão cedo não vai acordar.. Vendo esse tipo de filme saio sempre do cinema com vontade de fazer alguma coisa, mas nunca sei bem o quê... Escrever? É alguma coisa, ao menos...

Estou fazendo um curso de cinema brasileiro que simplesmente ando adorando. Vejo filmes do Cinema Novo e me encanto com aquela época de tanto engajamento, de tanta fé na transformação pela via estética, pela via política. No momento, escrevo morrendo de sono, mas cheia de fé e esperança que esses filmes, mesmo quando desesperançados, me fazem sentir.

Cada dia mais, me interesso menos pelas opiniões das pessoas, do que pelas atitudes. Mesmo uma pessoa com uma visão de mundo aparentemente conservadora, pode ser mais aberta à transformação do que uma outra, que aparentemente concorde com tudo o que digo mas que lá no fundo permanece imutável e enrijecida nas suas crenças, e não move uma palha na direção de suas próprias palavras. Ando encantada com atitudes. E com idéias, claro, sempre idéias, que possam se transformar em ação. Se você tem um bom argumento, eu vou certamente parar para te ouvir. Talvez porque esteja também em companhia de um livro sobre o filósofo Sócrates, que adorava, antes de tudo, perguntar, desconstruir. Sabia que a “verdade” não estava nas mãos de ninguém. A “verdade” está sempre em construção e depende do que se observa, e do observador, e de tantas outras coisas... Por isso gosto de pessoas que duvidam, e que se abrem para o que pode vir a ser.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Separar é preciso - parte II


Alan, meu amigo leitor, sempre me insufla a escrever mais e mais com seus comentários... Vamos lá! Lendo o seu comentário no post anterior, caríssimo Hallan's, e relendo meu post anterior, deu vontade de voltar ao tema. A separação, no meu ponto de vista, é um "eterno retorno". A gente se separa para se aproximar, eis o paradoxo. A escrita, por exemplo, que cá embaixo eu digo ser uma tentativa de se separar do "todo" ... não deixa de ser, ao mesmo tempo, uma tentativa de aproximação, de compreensão, de formar um elo.

O fato de "cortar o cordão umbilical" não significa que vamos deixar de estar, pelo resto de nossas existências, inexoravelmente ligados aos nossos pais, antepassados, etc. Mas, imagina se não houvesse este corte, imagina se a gente andasse por aí sendo arrastado mundo afora pela barriga da nossa mãe... Seriamos um com ela, e não seriamos ninguém...

Imagina um mundo onde todos sofram as mesmas dores, com a mesma intensidade... Quem poderia ter força para levar a marcha adiante, apontar outros caminhos, ou mesmo dar alento aos que mais precisam? Penso mais ou menos por aí... Se você tem depressão e eu me afogo na sua depressão, como poderei te ajudar? A gente só pode ir ao encontro do outro se tivermos equilíbrio interno e serenidade para ajudar o outro, sendo um com ele, e permanecendo, ao mesmo tempo, inteiro. Isso em certa medida, é claro. Tem vezes que a gente realmente não quer e não deve e não consegue se separar de nada.

O que digo vale não apenas para o sofrimento, mas para tudo: chatice alheia, felicidade que vem dos outros... Por exemplo: chatice... Se a gente absorve a alheia, cadê tolerância para lidar com "a" "o" chata(o)? Pode ser apenas um momento chato... É uma diferença sutil, mas como uma vez bem observou meu amigo Fabrício: “o sutil pode ser muito... opressor”.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Tempo doido


Tempestade de neve em Londres, como não se vê há 18 anos. No Rio, o verão alterna um mormaço de céu cinzento com outro azul, sempre imprevisível.

Não existem mais estações do ano, e a gente vai passando os dias com a impressão de que estamos sempre no mesmo momento. Na correria, a gente vai se consumindo sem prestar atenção na suscetibilidade do tempo. No máximo, paramos para reclamar: "nossa, que calor!" ou "humm.. é só chegar o final de semana que faz frio...!".

O fato é que sou muito ligada ao clima. Dependendo do aspecto do dia, meu humor e minha sensibilidade se modificam. Em um dia de sol, sou feliz com muito mais facilidade... Por que somos assim? Talvez eu não tenha concluído direito aquela etapa da vida, lá na mais "tenra infância", em que a gente precisa se "separar do todo". Na vida, acho que a gente tem que aprender a se "separar" de várias formas dos outros. Se não, ficamos levando pra casa sentimentos que não são nossos, tristezas que não são nossas, cores cinzentas ou azuladas que não vem da gente para o mundo, e sim do mundo para a gente. Isso faz parte, claro: somos humanos, viemos da terra, nos afetamos por tudo. Mas a cada dia, alimento a crença de que precisamos buscar a paz interior, independente do mundo que nos cerca. Só assim, movidos por essa paz, poderemos conseguir – quem sabe? - alguma coisa melhor para o futuro, que é sempre um "agora". Eu só acredito na revolução alcançada por uma legião de pessoas que encontram a sua paz e a sua autonomia interior. A grande maioria, vive acorrentada: ao passado, ao tempo, ao clima, aos outros.

Li um livro interessante, do Osho, em que ele diz que precisamos esquecer o futuro para então nos despregarmos do passado e vivermos efetivamente o "agora". Gostei disso. O agora a gente vive sempre por um triz... Em geral estamos pensando no que vamos fazer quando sairmos do trabalho, quando chegarmos em casa, quando sairmos com os amigos, formos naquele aniversário, naquela festa... andamos conectados no amanhã, no final de semana, na semana que vem. E desta forma, as coisas vão passando e o passado fica engordando, pesando nas costas.

Muitas vezes já me peguei escapando do "agora", seja porque ele está com aparência tediosa, seja porque me exige demais. O fato é que muitas vezes a gente foge para um futuro ou um passado como uma criança que fica imaginando seres fantásticos saindo de dentro do armário, em vez de abrir a porta e dar uma olhadinha atenta. Simples assim.

Fugindo do presente, a gente complica tudo, torna tudo meio sonho...

Experimentamos diversos partos ao longo da vida. Ao longo da vida, precisamos cortar o cordão que nos une ao tempo, aos outros, até mesmo para decidirmos, quando der vontade, nos unir novamente e buscar aconchego no útero da terra, no colo de tudo o que existe nesse mundo.

Já viu como é bom ficar olhando a lua e nos tornarmos, nós mesmos, a lua? Estagnados de pura admiração e deslumbramento, ficamos sem palavras, apenas sentindo...

O ator faz isso por profissão: em vez de se separar, ele se torna o outro. As palavras, desempenham papel contrário: muitas vezes, são formas da gente se separar das coisas. Ao nomear, estamos nos separando... Certamente é por isso que escrevo: para recortar algumas formas que tornam a vida menos absurda, mais palatável. Para modelar o caos. Separar é preciso. E tem momentos em que é preciso também o contrário: calar, totalizar, sermos todos um só.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Você é o lugar onde você mora?



Continuando as divagações sobre as nossas paisagens (é bom começar lendo o post abaixo)... infelizmente tem gente que discrimina certos locais e pré-julga as pessoas simplesmente tomando por base o bairro onde elas moram. "Hum... patricinha(o)"; "Hum... suburbana(o)", etc, etc.

Tem me chamado muita atenção hoje em dia a mentalidade estreita. Essa mentalidade não discrimina pessoas de nenhuma raça, credo ou região. Ela é democrática na forma de afetar os seres humanos.

Não há como negar que uma parte de mim está intrinsecamente ligada aos contornos da Lagoa Rodrigo de Freitas, ao bronzeado de Copacabana, Ipanema, ao intelectualismo "fashion" dos cinéfilos que freqüentam os cinemas de Botafogo. Fui criada ali, tudo isso faz parte de mim. Minha alegria física e mental, e mesmo meu conceito de uma "vida feliz", estão impregnados dessas paisagens. Inevitável. Bicicletas correndo ciclovias, o vento batendo no rosto, a sensação de liberdade de tomar um chope no meio da rua, ainda de biquíni, a ansiedade de querer conferir as últimas novidades do cenário cultural. Essa ânsia, essa inquietação, são minhas. Sou eu. Cresci cercada de livros, fazendo viagens (grande parte delas, puramente mentais), sendo estimulada a querer procurar o que existe do "lado de lá". Gosto do lugar onde eu nasci e onde ainda respiro. Reconheço em mim o cheiro e as cores do local onde eu moro. Mas felizmente, esse lugar não me condena.

Seja a paisagem externa "feia" ou "bonita", para mim o que conta mesmo é a paisagem que mora dentro da gente. E que embora, e sem dúvida, seja influenciada pelo local onde vivemos e pessoas com quem convivemos, não se nutre exclusivamente deles .

Por isso não entendo, por exemplo, quem reprova o gosto por funk, techno, forró, clássica, samba ou blues em certo tom pejorativo. Ou quem não coloca os pés nas areias da Zona Sul, da Zona Oeste, ou não respira o ar da Zona Norte. Acho que o valor não está nas coisas. Mas na nossa capacidade de enxergar com amplitude, profundidade, e relativizar.

Quais paisagens você enxerga? É isso o que me interessa.

Da sua janela, você enxerga o quê?







Já que estamos falando em mudar de paisagens... Ando pensando algumas "cositas.."

Nós somos nossa família, nossas vivências, nossos amigos. E também somos o lugar em que passamos a maior parte de nossas existências. Recentemente atentei para esta (aparentemente) evidente constatação. Uma vez ouvi falar que a Tati Quebra Barraco, autora de sucessos como "Fama de putona" e "Atoladinha", por mais que tenha faturado o suficiente para comprar um apê longe da Cidade de Deus, não larga sua comunidade natal por nada neste mundo. O meu interlocutor estava um pouco surpreso com a notícia que ele havia lido mas, sinceramente, a informação não me chocou nem um pouquinho. Eis que hoje, ao ter decidido escrever sobre o tema, preferi confirmar a informação e li a seguinte notícia no site "O Fuxico":

"Prestes a completar 27 anos (...) talvez este seja o melhor aniversário comemorado por Tati Quebra-Barraco (...) Apesar de não deixar a comunidade natal, Tati Quebra-Barraco passa boa parte de seu tempo fazendo shows pelo Brasil"

De acordo com a assessoria de imprensa da cantora, "os amigos da Tati já foram convidados e, para se ter uma idéia, serão 600 caixas de cerveja, que terão que ser geladas na piscina".

Hoje em dia, é senso comum pensar que dinheiro é sinônimo de mudança de apartamento, de bairro, de estilo de vida e se possível até de cidade. Pura arrogância. Nós somos também as ruas pelas quais passamos, as paisagens com as quais nos impregnamos, as raízes que criamos.

Se a paisagem que nos impregna não é lá essas coisas, isso poderia nos levar a pensar que o negócio é "sartar fora" assim que possível, para até mesmo nos tornarmos "seres humanos melhores". Mas beleza, minha gente, não é tudo. Vide o documentário "Sou feia mas tô na moda", que mapeia o funk carioca e cujo título é também o nome de um dos batidões da Tati. "Quem ama o feio, bonito lhe parece" já diz o ditado. Aceitar isso, e não se surpreender, é deixar de lado nossa arrogância e perceber que a felicidade não mora apenas nas areias de Ipanema; nos Cafés do Leblon ou ainda nos shoppings e lofts da Barra da Tijuca e afins.

Para mim, a maior pobreza e feiúra de todas, a única que é inaceitável e que me faz ter vontade de passar a vida bem longe, é a pobreza espiritual. Eu penso que vivemos uma época em que impera a feiúra. Mas não é a feiúra da falta de dinheiro e ou da falta de locais chiques e bacanas que me incomoda. Me incomoda mais a feiúra dos horizontes estreitos.

Vejam: a Tati pode querer passar a vida inteira na Cidade de Deus. Mas se a sua mente estiver conectada com o mundo, se a grana que ela ganha contribuir para que ela tenha outras referências, sonhe mais, aprecie outros estilos de vida e tenha a certeza de que sua comunidade NÃO é o centro do universo: OK!!. O dinheiro já terá cumprido algum papel importante na vida da Tati.

Para mim, quase tudo na vida é uma questão de relativizarmos: os nossos problemas, as nossas certezas, o nosso conceito de "beleza"; "pobreza"; "feiúra". Quando vivemos assim, ampliamos nossas mentes, conquistamos o mundo. Mesmo morando em pindamoiangaba.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Ano Novo Vida Nova



A sua vida precisa ser renovada?

Passei um ano achando que estava construindo alguma coisa especial. A construção começou a se mostrar meio periclitante, uma espécie de edificação "balança mais não cai". Mas o fato é que caiu. E que bom que caiu.

Eu aprendi muito com esta queda. Acho que amadureci cerca de dez anos de vida. Pena que foi preciso gastar tanto material de construção, tantas palavras, e água e sal.

Mas, enfim. Descobri que estava tentando edificar algo em terreno arenoso, sujeito à abalos sísmicos.

Uma coisa é verdade: se você não muda, não renova seus pensamentos, não transforma as suas atitudes, sua vida continua a mesma. Tenho aprendido que muitas vezes a verdadeira sabedoria consiste em aprendermos a dizer não. Eu sou partidária, quase sempre, do sim. “Sim, vamos tentar”. “Sim, por um mundo melhor”. “Sim, eu compreendo”. “Sim, pode ser uma boa”. Mas o “não” guarda poderes supremos, pode nos abrir novos caminhos. O “não” nem sempre é fracasso. Muitas vezes é defesa, proteção, e sabedoria. Na vida, precisamos dizer muitos “nãos” para que o “sim” tenha realmente sentido.

Desejo a todos que estão desejando “Ano Novo Vida Nova” uma reciclagem total. Eu já separei bem o que desejo “jogar fora” e o que desejo transformar na minha vida. E você? Sabe para o que vai dizer não?

Para você talvez o aprendizado seja outro. Talvez para você o aprendizado consista em ser mais afirmativo. Fazer sinal de “ok”, sorrir e cantar para a vida. Não interessa. O importante é se questionar, e modificar realmente o que estiver fora do lugar (ou já muito formatado).

Comecei esse “processo” decidindo mudar minhas paisagens. Não agüento mais dar vazão ao meu lado “patricinha” e ficar indo a boates lotadas, travando diálogos (?) com seres vazios que não tem quase nada a acrescentar. São espécies de clones que se reproduzem em série. Sempre a mesma musculatura corporal e flacidez cerebral. Em uma mão seguram um copo e na outra, por vezes, um cigarro. Por mais que esses seres possuam apenas dois braços, como todos nós mortais, eles têm o poder de criar ainda outro braço, e outra mão (no caso das duas estarem ocupadas) para te segurar e te enlaçar pela cintura.

Como de patricinha eu guardo tão simplesmente certo gosto musical, decidi renovar o terreno por onde tenho andado, em todos os sentidos. Quero mais samba e menos choro. Mais choro e menos techno. Mais baião e menos balada. Quero mais amizade e menos afeto sem tempero e sem gosto verdadeiro.

E você, já sabe o que vai querer? Está lançado o desafio.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

La Isla Bonita


Gente boa, depois de longo tempo me movimentando na incomunicabilidade, eis que retorno ao meu querido Balaio.

Embora com saudade, confesso que me fez bem este período em que estive desinteressada em me fazer compreensível. Estava de férias! Em um dos lugares mais paradisíacos do mundo. Uma ilha realmente muito, mas muito bonita. Depois vou colocar algumas fotos aqui para vocês verem.

Mas minhas férias não serão o tema desde post de reestréia. Eis que chegamos ao final deste 2008. Para mim, foi um ano esquisitinho à bessa. Não vai deixar saudades. Mas foi um ano de grande aprendizado. Hoje posso dizer que sou uma pessoa melhor. Mais ciente do que eu quero para mim, do que desejo para você, do que eu aceito vindo de você, e do que eu não aceito, em hipótese alguma.

Iniciei este ano em uma outra ilha, olhando para o céu e pedindo que só me acompanhasse o que realmente fosse me fazer bem. E eis que findo o ano na companhia do que tenho de melhor: o meu próprio silêncio. E agora, mais do que nunca, me (re)encontro: só. A melhor noticia é que esta sensação começa a me deixar bastante feliz.

Quero falar agora sabe de que?... Do show da Madonna, uma das coisas boas que me aconteceram este ano. Confesso que prefiro a Madonna de La Isla Bonita do que esta que aí se apresenta, super ultra mega hiper purpurinada vitaminada sarada e eletrônica. Mas... fazer o que? Vivemos hoje em um mundo de beats e aparências. O que realmente me chamou atenção no show foram as imagens do telão e todo o deslumbrante aparato tecnológico. Talvez até mais do que as músicas e coreografias. Eu preferia a Madonna daquela roupa estampada de bolinhas dançando Holiday e movimentando os bracinhos no ar. É verdade. Mas a Madonna de Sweet and Stick Tour continua tendo a sua graça.

Não apenas pela forma física e pelo fôlego impressionantes, mas por tentar dizer alguma coisa para uma massa humana que, aonde ela vai, a acompanha. A Madonna se recusa a ser fake. Os anos se passaram, se passam, e ela não se torna uma decadente e desbotada cópia de si mesma. Ao contrário de tantos cantores que ficam repetindo os mesmos sucessos a vida toda, lamentando os tempos de outrora que os anos não trazem mais, a Madonna é do tempo presente: ela é viva. Ela afeta e é afetada pelo que vivemos hoje. E se o que vivemos hoje é menos emocionante, autêntico, simples e/ou ingênuo do que o que vivemos algumas décadas atrás, a música da Madonna reflete isso.

Faster than the speeding light
She's flying
Trying to remember
Where it all began

Eu achei a platéia um pouco morna em alguns momentos, a expressão da Madonna um pouco triste em outros, mas também isso é super atual. Nada melhor do que encerrar este ano, neste mundo tomado por gente e notícias “fakes”, comentando um show desta loura morena ruiva heterohomobitranspanssexual que resiste em se enquadrar. Ela tinha tudo para ter virado uma caricatura de si mesma. Mas não virou. Foi muito bom ouvir de novo Boderline, agora em outro ritmo, e constatar que a música continua linda. Tudo à ver:

Something in the way you love me
Won't let me be
I don't want to be your prisoner so baby
Won't you set me free

Foi muito bom poder identificar, naquela Madonna de “ontem”, a atualidade que sempre esteve presente.

I want to be where the sun warms the sky
When it's time for siesta you can watch them go by
Beautiful faces no cares in this world
Where a girl loves a boy, and a boy loves a girl

Volto de férias desejando estar nesta La Isla Bonita. Mas não quero retornar aos tempos de outrora não! Fico torcendo para que, num futuro próximo, cada um redescubra dentro de si aquele pedacinho de terra where the sun warms the sky, when it’s time for siesta lalaialalaia....