<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681</id><updated>2012-01-27T02:38:13.177-08:00</updated><title type='text'>Balaio da Julia</title><subtitle type='html'>Convido você a dividir comigo os meus pensamentos. Pode discordar deles, falar mal, falar bem... Pode ser que eu mesma, renovada pelo tempo, passe a achá-los muito chatos, sem sentido, nada a ver... Mas e daí? O importante nessa vida é a gente se expressar.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>62</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-6406510792692001970</id><published>2012-01-25T04:21:00.000-08:00</published><updated>2012-01-27T02:38:13.189-08:00</updated><title type='text'>Luisa está no Brasil</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-4V0_nimH2oM/Tx_2vDEFwxI/AAAAAAAAANk/9VfPaoqe2Q0/s1600/brasil.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 318px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-4V0_nimH2oM/Tx_2vDEFwxI/AAAAAAAAANk/9VfPaoqe2Q0/s320/brasil.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701546941411083026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Minha irmã, Luisa, não está no Canadá. Está no Brasil. Com os dois pés bem fincados no chão, anda revoltada com a situação dos desalojados de Pinheirinho, localidade em São José dos Campos que pertence à massa falida da empresa de um investidor de nome árabe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À serviço da especulação, do lucro desgovernado, o terreno está sendo desapropriado pela polícia paulista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O destino dos moradores, na área desde 2004, é incerto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis mil pessoas sendo tratadas pela mídia como "vândalos" e "baderneiros". Uns marginais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terreno, finalmente, está sendo desocupado. Deu na tevê. É a Justiça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, Luisa, que está no Brasil, não aprovou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luisa se chateia, se irrita, chora. (Lá em casa, dizem que ela chorou).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que se importar com os moradores de Pinheirinho, se esta noite haverá transmissão do BBB e do fantástico reality show "Mulheres Ricas"? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luisa é boba... menina ainda.. !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabe de nada... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quer vender imóveis nem ver sua imagem estampada em algum outdoor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quer ser modelo, nem posar nua. Tampouco aparecer em propaganda de grandes empreendimentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moça quer, apenas, um pouco de justiça social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No terreno de Pinheirinho, havia  sido construída uma biblioteca comunitária. Totalmente incendiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas pra que ler, se o que vende é a fama? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luisa está no Brasil, escolhe este país e quer ser professora.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moça anda triste. (Lá em casa, dizem que ela chorou).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe a possibilidade de, quem sabe, embarcar para bem longe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas prefere os nossos ares daqui.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luisa não quer saber de pós-graduação em inglês, francês. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer mesmo é dar aula em escola pública. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moça acredita em política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente (sim, é verdade!) ainda existem Luisas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luisas, e muitas outras, e tantas delas, neste país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que saem às ruas, choram, brigam, protestam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso, ninguém me contou. Eu vi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não foi na tevê, twitter ou facebook. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luisa existe: está lá em casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No CEP 22061040.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Copacabana, no Rio de Janeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luisa está no Brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-6406510792692001970?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/6406510792692001970/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=6406510792692001970' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/6406510792692001970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/6406510792692001970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2012/01/luisa-esta-no-brasil.html' title='Luisa está no Brasil'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-4V0_nimH2oM/Tx_2vDEFwxI/AAAAAAAAANk/9VfPaoqe2Q0/s72-c/brasil.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-5863929550860296457</id><published>2011-10-28T06:08:00.000-07:00</published><updated>2011-10-28T10:25:11.651-07:00</updated><title type='text'>Caiu na rede? Cuidado, peixe!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Abarqv5mAsc/TqqqjzwU-mI/AAAAAAAAANY/-MySnOXwnqY/s1600/peixes-coloridos-2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 239px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Abarqv5mAsc/TqqqjzwU-mI/AAAAAAAAANY/-MySnOXwnqY/s320/peixes-coloridos-2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5668530613164243554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É possível fazer uma ideia do tamanho do ego de algumas pessoas somente avaliando o número de postagens (comentários, fotos) que inserem diariamente em redes sociais. Se a pessoa não faz parte de nenhuma rede social: parabéns! Que tal, antes de pensarmos neste ser humano como um deslocado sem assunto, imaginarmos que pode se tratar de um homem ou mulher bem resolvido(a), que não precisa alimentar seu ego divulgando aos quatro cantos o que ele ou ela anda pensando, ouvindo, assistindo... fazendo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a pessoa é dessas que insere um número de comentários, links, ou fotos razoável... talvez seu ego seja de um tamanho normal, razoável. Mas... e quando passa de um certo limite..? Pode ser um caso de carência crônica, de ego inflado ou falta mesmo de uma subjetividade mais criativa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que, tenho pensado, a vida real é tão mais bela, intensa e verdadeira do que algumas horas de interação por essas redes sociais... tão mais! A questão é que, agora, aqueles minutos de fama citados por Andy Warhol estão realmente acessíveis para qualquer um. Basta inserir a própria foto em uma página eletrônica, colecionar alguns “amigos”, fazer comentários mais ou menos constantes e tentar tornar a sua vida suficientemente atraente para despertar a atenção alheia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo as pessoas que não têm absolutamente nada a dizer sentem-se satisfeitas por serem vistas, “cutucadas”, “curtidas”, enfim, notadas. É uma celebração coletiva da carência – a nossa e a alheia. Tem gente que só falta anunciar o momento de ir ao banheiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comportamento humano também tem me surpreendido nos mais variados ambientes. Já notou no trabalho, como as pessoas agem? Existem aquelas que trabalham, aquelas que trabalham pouco e aquelas que simplesmente não trabalham. O que une todos esses grupos é a vontade cada vez mais constante de mostrar que se está trabalhando. Quanto mais alto as pessoas falam, produzem a sensação de que mais coisas estão fazendo. “Alô? Oi! A planilha eu te enviei. Mas não recebi ainda.. O que? Ah, semana que veeeem? Obrigadaaaa”.  Os outros são sempre os incompetentes. As pessoas que falam alto, em geral, trabalham bastante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também no trabalho, nota-se a vontade de aparecer, de parecer. Não basta produzir, é preciso ficar bem na foto. Neste ímpeto de ficar bem na foto, muitos se lançam nas chamadas “panelinhas”, movidas por um impulso semelhante ao dos participantes de reality show – não sentir o peso da exclusão. A velha história de entrar no jogo da maioria. Nestes ambientes, florescem as fofocas, os comentários sobre a vida ou o desempenho alheio... Ou seja, a atmosfera de bisbilhotice que originou as redes sociais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não precisa ser assim, claro que não. Mas sou contra a proliferação da mediocridade humana, seja em qual ambiente for. Se você caiu na rede, pode ser uma grande alegria. Quem sabe a celebração de um novo espaço coletivo, de um estranho novo comunismo onde todos são quase iguais no que diz respeito ao consumo de fatos e ideias. Mas... cuidado para não virar apenas mais um peixinho morto nesta maré de grandes "novidades".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-5863929550860296457?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/5863929550860296457/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=5863929550860296457' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/5863929550860296457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/5863929550860296457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2011/10/caiu-na-rede-cuidado-peixe.html' title='Caiu na rede? Cuidado, peixe!'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Abarqv5mAsc/TqqqjzwU-mI/AAAAAAAAANY/-MySnOXwnqY/s72-c/peixes-coloridos-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-6706994906722204820</id><published>2011-08-23T13:27:00.000-07:00</published><updated>2011-08-23T13:37:54.967-07:00</updated><title type='text'>Solteira(o) no Rio de Janeiro?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-TvfdN74JUUc/TlQPk-dgFTI/AAAAAAAAANE/ylqTT6P7Sgg/s1600/inteligencia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 281px; height: 291px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-TvfdN74JUUc/TlQPk-dgFTI/AAAAAAAAANE/ylqTT6P7Sgg/s320/inteligencia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644153360918517042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Inconstante, incoerente e superficial. A vida de solteira(o) por alguns momentos te parece assim ? Ouvi recentemente esta definição de uma amiga e fiquei pensando no quanto este aspecto da solteirice já me incomodou. Ser solteira, em alguns momentos, pode se parecer com o estado terminal de alguma doença grave (principalmente se você nasceu ainda na década de setenta, ou, vai lá, no comecinho dos oitenta...). É que nesta fase boa parte das mulheres começa a se encantar com bebês fofinhos que passam no meio da rua, a pensar em esquentar mamadeiras e viver, em família, algo próximo aos comerciais de margarina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver uma rotina feliz, com o homem e os filhos amados bem próximos, em uma casa simpática. Ter um trabalho legal. Poder, vez em quando, viajar pelo mundo, ou pelo país, ou mesmo pelo bairro. De mãos dadas. É ou não é o que boa parte das mulheres (ainda) procura? O mesmo vale para o sexo masculino, com as devidas adaptações. A questão é que esta felicidade nem sempre mora ao lado... Às vezes, acontece de não encontramos a tão sonhada realização por meio da história-margarina. O que fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começar... as pessoas não deveriam se definir como “solteiras” ou “casadas” ou “namoradas”. Tem tanta gente casada mais só do que tanta gente solteira. Tanta gente solteira que sabe namorar tão mais do que tantos casais de namorados... E por aí vai. O que agrava a vida de solteira, especialmente hoje em dia, é a superficialidade dos contatos travados entre os sexos. Ainda que seja só sexo, ainda que tenha sido apenas só por uma noite, as pessoas andam muito pouco... criativas, generosas, amigas, cuidadosas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quisermos particularizar a questão, existe um tipo específico de solteiro(a) que age como alguém da Idade da Pedra, puxando pelo braço, agarrando pelo pescoço, atacando na maior sem cerimônia. Sem o menor estilo. Esta espécie, que talvez encontre algum tipo de anabolizante perfeito para se proliferar nas condições climáticas do Rio de Janeiro, também existe, é claro, em todo o continente e por todo o planeta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas que dizem que vão ligar e não ligam, que demonstram um afeto falso, que desdenham da consideração e do sentimento das outras pelo simples prazer de alimentar o próprio ego e se envaidecer. Gente que cultiva diversas relações paralelas sabe-se lá para quê. Quando seres como esses topam com gente que, ao contrário, curte se relacionar (ainda que seja durante um simples chope, ou para uma boa transa...) a situação complica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sempre é fácil identificar esses “tipos” pelos músculos e pelo estilo easy going. Também podem usar óculos e ter cara de intelectual. Ou podem usar saias e ter cara de menina muito sensata. O fato é que pessoas que não sabem – ou não desejam – se relacionar afetivamente existem por toda a parte. Infelizmente, parecem encontrar hoje em dia mais força para reafirmar esta estranha identidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casada(o) ou solteira(o), não deixe que ninguém te defina com base em uma dessas condições que, sim, são passageiras. Não somos, mas estamos. E, estando, vamos sendo... O que importa é o movimento, a nossa busca pessoal, seja pelo que for. Momentos de alegria profunda e genuína experimentamos tendo ou não alguém do nosso lado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para escapar da superficialidade, da incoerência e da inconstância, não é preciso que a gente tente, com esforço, se agarrar a uma dessas cercas de fazendinha de comercial de margarina. A busca é mais profunda e, sim, exige algo que encontramos estando ou não solteiras: introspecção e solidão. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-6706994906722204820?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/6706994906722204820/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=6706994906722204820' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/6706994906722204820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/6706994906722204820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2011/08/solteirao-no-rio-de-janeiro.html' title='Solteira(o) no Rio de Janeiro?'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-TvfdN74JUUc/TlQPk-dgFTI/AAAAAAAAANE/ylqTT6P7Sgg/s72-c/inteligencia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-8275413505890889771</id><published>2011-06-12T21:13:00.000-07:00</published><updated>2011-06-13T05:51:46.651-07:00</updated><title type='text'>Dia do Beagle - 12 de junho - viva o Amor!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-DGz6_sXx8Dg/TfWRBp6u4sI/AAAAAAAAAM8/XItCRAi7q2I/s1600/454723-catherine-deneuve-dans-potiche-de-637x0-4.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-DGz6_sXx8Dg/TfWRBp6u4sI/AAAAAAAAAM8/XItCRAi7q2I/s320/454723-catherine-deneuve-dans-potiche-de-637x0-4.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5617555567832654530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito me alegra acabar de ler o artigo de um bem humorado colunista que nos informa ser hoje também o Dia do Beagle, o Dia da Rússia e o Dia de Santo Onofre, um eremita que viveu mais de 60 anos no deserto. O que importa neste 12 de junho é lembrar a importância do amor. Sim, por mais piegas e lugar comum que isso possa parecer, o amor ao Beagle, à Rússia, à solidão, devem ser celebrados, não apenas hoje, mas sempre. O amor é lindo, ele move o mundo, etc... Criaram um dia para comprarmos mercadorias em nome deste sentimento tão nobre. Dane-se a data, que ela nos faça valorizar e estimar ainda mais o Amor em seu sentido mais amplo – que anda a cada dia mais multifacetado e colorido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito, sobre o tema do amor multifacetado e colorido, assisti recentemente a uma entrevista do cartunista Laerte, que assumiu a porção mulher que até então se resguardara, como sendo a “porção melhor que guarda em si agora”.  Para quem não sabe, Laerte tem filhos, passou a maior parte de seu tempo nesta Terra como um homem e, recentemente, decidiu se travestir de mulher, num gesto de extrema coragem e ousadia. Ponto para ele – que está redescobrindo o Amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda “a propósito”, um filme interessante em cartaz, que tematiza o lugar do feminino e do masculino por meio de uma deliciosa ironia, é “Potiche: Esposa Troféu”, protagonizado pela  Catherine Deneuve. Embora ambientado na década de 70/80, o filme traz à tona uma reflexão bastante atual. Sobre o amor em seu sentido mais abrangente, como descoberta do mundo, da política, de si (nós) mesmo(s). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto vejo muita gente reclamando da falta de amor, ando em um momento oposto. Como o ser humano é interessante! Como a vida é interessante! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você não teve a quem dar um presente, compre-o para si mesmo. Ou para o seu cão. Compre um mapa-mundi, localize a Rússia - ou qualquer outro país - e pendure-o na parede da sua casa. Isso nos ajuda a ter a dimensão da amplitude da vida, do espaço, e da pequenez de nossas angústias cotidianas. Enamorar-se é ver a vida de outra forma. E por que precisamos de alguém do sexo oposto – ou do mesmo sexo – para nos provocar esta sensação de maravilhamento diante do mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você não (re)descobriu o Amor, faça como a personagem de Deneuve no filme: por mais estranha que possa andar a vida, preste bastante atenção no que te faz cantar: “C’est beau la vie!”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, a vida é bela! Neste "Dia do Beagle", acredite: não é preciso ninguém em  especial para que possamos nos lembrar disso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-8275413505890889771?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/8275413505890889771/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=8275413505890889771' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/8275413505890889771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/8275413505890889771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2011/06/dia-do-beagle-12-de-junho-viva-o-amor.html' title='Dia do Beagle - 12 de junho - viva o Amor!'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-DGz6_sXx8Dg/TfWRBp6u4sI/AAAAAAAAAM8/XItCRAi7q2I/s72-c/454723-catherine-deneuve-dans-potiche-de-637x0-4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-7101884365984259144</id><published>2011-05-25T06:03:00.000-07:00</published><updated>2011-05-25T20:03:06.480-07:00</updated><title type='text'>Paul para presidente!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-P6jogE3gqtQ/Tdz-mQeHXJI/AAAAAAAAAMw/7k8-sF-kRXg/s1600/paul-mccartney-picture-1_1303795701.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 246px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-P6jogE3gqtQ/Tdz-mQeHXJI/AAAAAAAAAMw/7k8-sF-kRXg/s320/paul-mccartney-picture-1_1303795701.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5610639169006558354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ele sorri para o povo, faz questão de chamar os integrantes de seu eleitorado pelo nome, agradece a todos que participaram da campanha, não poupa esforços para oferecer aos outros o melhor de si, sua a camisa e parece incansável. No rosto, a gente ainda enxerga o mesmo menino que, há algumas décadas, representava o sonho de uma multidão de jovens e adolescentes. Como Paul MacCartney “manda bem”! E faz isso tudo acreditando, profundamente acreditando. Talvez por isso, nos faça acreditar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comanda, hipnotiza, com uma suavidade e espontaneidade que faz velhinhos e crianças erguerem os braços, entoando: “I wanna hold your hand”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não era fã de Paul. Sempre gostei dos Beatles, mas ele, particularmente, me passava uma impressão de ser muito politicamente correto, comportadinho. Que nada. No Engenhão, me rendi ao bom comportamento, ao humor e à receptividade deste eterno garoto de Liverpool. Guiados pelas mãos e pela voz dele, a gente viaja no tempo, e percebe como são raras - e preciosas - as estranhas combinações do acaso - ou destino? - que nos brindam vez em quando com talentos como os Beatles, e o MacCartney. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero que Paul administre meu condomínio, faça parte da minha associação de bairro, governe a minha cidade, tome conta do meu estado, presida o meu país. As credenciais que o habilitam ao cargo não têm a ver com o fato de advogar em favor dos direitos dos animais, ser contra minas terrestres ou adepto da comida vegetariana e da educação musical. Nem com o fato de empunhar nossa bandeira e dizer, em quase bom português, "eu sou carioca".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero tudo isso talvez porque Paul ainda nos faça - no melhor sentido da palavra - cantar. Com ele, cantamos e cremos, de coração e em coro com Lennon: "All we are saying is give peace a chance" e "All you (we) need is love"... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paul sabe reger, compor, (nos) tocar, ser. Por meio da música, nos faz vislumbrar outras tantas realidades, em que acordes tristes viram coisas tão belas. Hey Paul... Fenômenos como este a gente nem tenta explicar: apenas reverencia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-7101884365984259144?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/7101884365984259144/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=7101884365984259144' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/7101884365984259144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/7101884365984259144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2011/05/paul-para-presidente.html' title='Paul para presidente!'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-P6jogE3gqtQ/Tdz-mQeHXJI/AAAAAAAAAMw/7k8-sF-kRXg/s72-c/paul-mccartney-picture-1_1303795701.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-6533839497340009019</id><published>2011-05-06T18:24:00.000-07:00</published><updated>2011-05-06T20:18:38.280-07:00</updated><title type='text'>Eu te amo eu te adoro - sobre as manifestações do Amor (?)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-LGOzWsy6fBQ/TcShOu7_oMI/AAAAAAAAAMo/GceDD4IVi5I/s1600/1214517283469_f.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 271px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-LGOzWsy6fBQ/TcShOu7_oMI/AAAAAAAAAMo/GceDD4IVi5I/s320/1214517283469_f.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603781110845644994" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Acabo de ler um livro curioso, indicado por um amigo. Chama-se "A felicidade, desesperadamente" - apesar do nome, o livro não pretende ser de auto-ajuda. É um livro de filosofia. Ao contrário do que muitos possam imaginar, o tal do desespero do título não tem aquele cunho negativo. O termo é relativo à ausência de espera. A felicidade aqui e agora: sem esperas projetadas para o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro nos fala do modo platônico de ser e de viver, sempre calcado no desejo como ânsia por alguma coisa que nos falta, como esperança de um vir a ter/ser algo. No entanto, essa forma platônica de viver, diz o autor, não traz felicidade. A felicidade seria construída a partir de uma relação de “gozo, de saber e de poder”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não se trata de se impedir de esperar: trata-se de aprender a pensar, a querer e a amar". A felicidade consistiria em nos ocuparmos daquilo que depende exclusivamente de nós, da nossa vontade, da nossa capacidade de imprimir a nossa marca no mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas.. isso é tão relativo - não é? Porque antes da vontade de modificar as coisas, e da capacidade agir nesta direção - não existiria então ela: a esperança? O sonho, a fantasia, e – por que não - a espera? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é possível e o que é impossível? O que depende e o que não depende de nós? É meio incerto... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é que muita gente se contenta em "ter" ou "não ter" esperança. De um lado, os sonhadores, os "lunáticos", os que esperam, sem agir. De outro, os pragmáticos, ou "realistas". Aqueles que tudo fazem, sem esperar. Mas essa dicotomia só confunde, já que o barato da vida é justamente essa fusão de sonho com "realidade", das "esperas" com a ação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro também fala de amor, e a propósito deste tema, fui ver o filme - Amor ? - de João Jardim. No filme, os atores estão excelentes, embora nem todas as histórias sejam tão intrigantes quando o questionamento que o título faz supor. O filme apresenta um amor (?) em sua vertente mais primitiva, e egoísta também. Coloca em cena um certo amor humano, nem sempre tão elevado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do filme, e do livro, penso que a felicidade talvez repouse na tentativa de acolher e equilibrar nossos instintos mais primitivos - que, SIM, são calcados no desejo como  falta – e também na busca de certa transcendência dessa nossa natureza humana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro, o autor interroga se amor seria mesmo isso que nos leva a dizer "te amo", "te adoro" ou "te quero". Essas formas de declarar nosso querer carregariam, nelas mesmas, o desejo de posse, que faz naufragar tantos e tantos encontros amorosos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bebê quer possuir o peito da mãe, a criança quer o brinquedo da vitrine... Uma criança não olha a boneca e pensa "fico feliz por você existir, boneca". A criança quer a boneca, para ela! O menino quer a bola, para ele! E isso já vem com a gente. O desejo como necessidade daquilo que falta, necessidade de possuir, de tornar nosso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Acho que a felicidade talvez esteja mais próxima de um equilíbrio entre essas forças complementares e até mesmo opostas. Entre o amor "desesperado" e a necessidade de acolher esta espera, esta falta – dizendo, sim!, "te amo, te adoro, sinto a sua falta”... Gostar envolve uma falta. E qualquer tentativa de negá-la me parece uma forma de tentar refutar o que nos é mais elementar. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta (e, com ela, a esperança) movem a humanidade: não apenas paralisam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me parece que alguns livros e filosofias giram em torno da tentativa de minimizar toda uma espécie desconforto que (também) é da vida, e do amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a sabedoria do desespero possa ser incorporada à nossa espécie que (felizmente) espera e se desespera. Não para reforçar um modo de vida pragmático e sem vigor, mas para tornar mais rica, bela e perturbadora esta falta que nos impulsiona.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-6533839497340009019?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/6533839497340009019/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=6533839497340009019' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/6533839497340009019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/6533839497340009019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2011/05/eu-te-amo-eu-te-adoro-sobre-as.html' title='Eu te amo eu te adoro - sobre as manifestações do Amor (?)'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-LGOzWsy6fBQ/TcShOu7_oMI/AAAAAAAAAMo/GceDD4IVi5I/s72-c/1214517283469_f.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-1915826883117417977</id><published>2011-04-06T10:09:00.000-07:00</published><updated>2011-04-06T11:38:35.388-07:00</updated><title type='text'>Salve Salvador: da mortalha ao império do abadá</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6-qPT4UmYkQ/TZyfcpvTJwI/AAAAAAAAAMg/3c8xFoFSbYg/s1600/salvador.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-6-qPT4UmYkQ/TZyfcpvTJwI/AAAAAAAAAMg/3c8xFoFSbYg/s320/salvador.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592520151876708098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O “bloco” do Obama passou pelo Rio, estamos quase no período de Páscoa – festa que condena a carne... e o carnaval já faz tempo acabou. Acabou? Este ano, estive em Salvador. Há cerca de 35 anos¸ meu pai também passou por lá. Hoje, um abadá para assistir ao trio da Ivete, conhecido como Coruja, custa cerca de R$ 800. Naqueles outros tempos, meu pai se divertia dentro de um pano chamado de mortalha, adquirido por uma ninharia, e que dava uma espécie de passe livre pela folia baiana. A mortalha era apenas um charme, um toque, e não um pré-requisito para pular o carnaval. Entre a mortalha e o abadá rolaram, portanto, algumas décadas, muito dinheiro e grande parte da espontaneidade de uma festa que há tempos não é do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia, entre o povo e os que pagam – caro – para acompanhar de perto seus trios, existe uma corda. A corda demarca uma espécie de sesmarias conquistadas pelas camadas mais abastadas que desfrutam do carnaval. A corda simplesmente torna mais caro o metro quadrado que existe ao redor do trio. Quem pula carnaval dentro da corda, conquista uma remota sensação de segurança, e de alegria. Mas a chamada “pipoca” – nome pelo qual é  conhecido o espaço povoado pelos desprovidos de abadá - me ofereceu na Bahia alguns dos melhores momentos do carnaval. Andando ao lado dos “filhos de Gandhi”, acompanhando as pessoas na mais contagiante “muvuca”, pude migrar de um bloco a outro, ainda que com alguma dificuldade, e curtir o carnaval de outro ponto de vista. Muito mais democrático. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os que dizem ser “perigoso”, alego que Salvador está muito bem policiada, ao menos durante o carnaval. Volta e meia passavam filas de policiais marchando, e o baiano parece se orgulhar muito da festa, e curtir também. O que fez falta foram latas de lixo e banheiros químicos. Ao que parece, quem não tem abadá também não tem espaço para descartar seus resíduos.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bahia é uma espécie de parque temático do carnaval. Ou, poderia dizer, a indústria do carnaval é uma espécie de “Disney” baiana. Nesta época do ano, Salvador se transforma para abrigar pessoas das mais variadas partes do mundo, com toda uma infra-estrutura que torna seguro o processo de compra, venda, recebimento e também customização (!) de abadás. Só para pegar o meu, eu levei cerca de 20 minutos para ir e 20 para voltar de um centro de convenções. No local onde pegamos o abadá, passamos por pelo menos quatro guichês,  protegidos por seguranças munidos de walk talks, trajeto que eles chamam de “Check in de abadá”. Com este paninho em mãos, que nada mais é do que uma blusa com o nome do seu trio ou camarote, você atravessa um corredor cheio de lojinhas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem disse que só o Mickey tem sua linha de produtos, levando o desenho daquelas características orelhinhas? O Chiclete com Banana também deixa sua marca, no caso, uma patinha símbolo do bloco Camaleão, em bolsas, blusas, carteiras... Enormes pôsteres estampam a cara dos integrantes do Asa de Águia e seus colegas de folia, todos cultuados como reis e rainhas da festa de Momo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impressionante, nos comerciais de tevê, aparecem Ivete, Cláudia Leite e demais divas do carnaval passando recados de utilidade pública e reforçando mensagens sobre a importância do uso da camisinha e do aleitamento materno. Nos camarotes, e mesmo nos trios, rola solto o patrocínio.  O carnaval é das marcas de cerveja, refrigerante, banco ... Tudo parece convergir para o merchandising. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do meu abadá, tive que disputar espaço no trio com mulheres caracterizadas como cheerleaders. Balões de gás em punho, elas faziam coreografias em nome de uma marca de celular.  Os trios, bastante sofisticados, com letreiros luminosos e até bichos e personagens infláveis, até se assemelham a carros alegóricos, ou mesmo aos símbolos dos parques temáticos americanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a verdade é que não posso reclamar... Pude acompanhar Daniela Mercury de dentro de um taxi, enquanto chegava ao circuito praiano do carnaval, intitulado Barra-Ondina. O rádio me trouxe certa sensação de nostalgia. Salve salvador/me bato me quebro todo por amor/eu sou do Pelô / o negro é raça é fruto do amor... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a lembrança foi embora de táxi. Já no chamado circuito, pude observar que do alto dos trios elétricos personalidades como Hebe Camargo hoje fazem a festa. A mídia atribui a essas pessoas alguns dos “pontos altos” do carnaval (talvez pela altura que de fato separa as estrelas do restante da população). Não posso lamentar: as músicas mais antigas são reprisadas, se não pelo artista original, certamente pelo seu cover, ou clone. Cheguei a tirar foto de uma mulher e um homem, com a voz parecidíssima com Mercury e Brown, mas logo me informaram que não eram os originais. Eram as cópias. Uma coisa é certa: sob o ponto de vista de quem comanda alguns dos trios, o carnaval baiano é uma riqueza só.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-1915826883117417977?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/1915826883117417977/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=1915826883117417977' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/1915826883117417977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/1915826883117417977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2011/04/salve-salvador-da-mortalha-ao-imperio.html' title='Salve Salvador: da mortalha ao império do abadá'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-6-qPT4UmYkQ/TZyfcpvTJwI/AAAAAAAAAMg/3c8xFoFSbYg/s72-c/salvador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-5978708097642477702</id><published>2011-02-24T06:38:00.000-08:00</published><updated>2011-02-24T09:49:54.841-08:00</updated><title type='text'>Para além da implicância</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-iQkxFrDTtGI/TWZtomO3IPI/AAAAAAAAAMY/QmLVx2WbiFs/s1600/6704962G1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 250px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-iQkxFrDTtGI/TWZtomO3IPI/AAAAAAAAAMY/QmLVx2WbiFs/s320/6704962G1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5577265732770013426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Os holandeses têm por cultura implicar. Detesto gente implicante", ouvi recentemente de uma amiga na praia, comentando a respeito de um ex-ficante. Minha amiga falava sobre uma implicância cultural, reforçada e repassada geração após geração. Nunca tinha parado para refletir sobre a gaiatice dos holandeses, mas este comentário me fez pensar naquela implicância cotidiana, corriqueira, que por vezes apimenta, e por outras mina as nossas relações mundo afora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalista Artur Xexéu é mestre no estilo implicante. Gosto dele. Acho debochado na medida certa. Mas por conta disso, claro, deve colecionar muitos desafetos. E quando a implicância transborda o campo profissional e passa a inundar a nossa vida pessoal, quero dizer, a relação entre amigos, namorados, maridos e mulheres? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já parou para pensar se você é um ser dotado do germe da implicância? Eu sou. Mas tento manter a minha em um nível saudável. Em geral, esse filhotinho de alfinete - que também pode ser traduzido como alfinetada, pinimba, picuinha - é acionado por motivos totalmente passionais. Implicância costuma ser ativada de maneira automática, impulsiva, quando nos deparamos com ideias, comportamentos ou valores que colidem com os nossos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já parou para pensar? Quem pára para refletir no meio do ímpeto de alfinetar, acaba não implicando. A verdade é que existem muitas formas de manifestar discordância diferentes da provocação e do deboche (que nada mais são do que vertentes da implicância). Implicância, dependendo da situação em que é acionada, pode beirar a falta de respeito, de capacidade de ouvir o outro. Em algumas situações, se impõe como uma forma de poder. Quem implica demais, desqualifica. E talvez esteja apenas camuflando a sua própria insegurança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas relações entre casais, defendo a implicância do bem - aquela leve, que é na verdade um afago - em doses homeopáticas. Se ela vem a serviço do humor (esse sim saudável, pacífico e brejeiro), bendita seja a implicância! Às vezes, a gente se leva demais a sério - e quando o outro nos lembra do lado bobo da vida, com uma implicanciazinha bem humorada, tá valendo! Também é comum aparecer esta implicância, que é carinho, quando algo nos diverte ou surpreende. Mas em diversos outros casos, ela só nos afasta dos amigos, e enclausura em uma pretensa torre de "sabedoria". É comum a implicância se disfarçar, revestindo-se de muitas boas intenções para ficar parecendo bacana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu caso, implico por puro carinho, ou ainda com pessoas/comportamentos pedantes, por exemplo. Tenho implicância com quem se acha dono(a) da verdade, ou mais esperto  e sabichão do que os outros. O indivíduo pode até "se achar", mas tendo a antipatizar com ele se for avesso ao debate, ao diálogo - ou seja, se não souber ouvir, relativizar, ponderar. Sou pela simplicidade, pelas ideias inacabadas, por vezes até mal expressadas, mas que transmitem uma verdade, uma reflexão genuína. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo isso tudo também a propósito de uma crítica que li sobre o filme Bruna Surfistinha, estrelado por Debora Secco, e que foi alvo de muitos comentários implicantes. No caso da (bem escrita e fundamentada) crítica em questão, de Rodrigo Fonseca, fiquei com vontade de ver o filme (por pura implicância, talvez eu não visse, se não tivesse lido o texto). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que eu, virginiana implicante por natureza, fique com pinimba deste post, finalizo com a provisória conclusão de que muito mais interessante é descobrir o ser humano existente para além da implicância. Digo isso porque tem gente que vira a própria implicância e torna-se um verdadeiro personagem (aquele que talvez esteja apenas disfarçando uma timidez, desconforto ou insegurança). Eu gosto da implicância do bem, que serve para aproximar, quebrar o gelo, apimentar os debates, fazer rir e refletir. Uma, favorece a existência, a outra, é nociva à convivência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-5978708097642477702?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/5978708097642477702/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=5978708097642477702' title='10 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/5978708097642477702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/5978708097642477702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2011/02/para-alem-da-implicancia.html' title='Para além da implicância'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-iQkxFrDTtGI/TWZtomO3IPI/AAAAAAAAAMY/QmLVx2WbiFs/s72-c/6704962G1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-2592125437239681295</id><published>2011-01-23T09:16:00.000-08:00</published><updated>2011-01-24T03:43:46.350-08:00</updated><title type='text'>A doçura de Chaplin, Amy e a agenda</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TTxjRqpsoXI/AAAAAAAAAMM/fRZ2H5bK9pk/s1600/Amy-Winehouse11.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TTxjRqpsoXI/AAAAAAAAAMM/fRZ2H5bK9pk/s320/Amy-Winehouse11.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5565432394681196914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TTxjNgcXIbI/AAAAAAAAAME/tT3w68SoNX0/s1600/chaplinvale.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 238px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TTxjNgcXIbI/AAAAAAAAAME/tT3w68SoNX0/s320/chaplinvale.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5565432323221430706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soube que o pai da Amy aparece em um documentário filmando a própria filha. Ela é pega de surpresa e fica incomodada por estar sendo flagrada, sem permissão, pelo seu progenitor. Pensei então que “ninguém merece” um pai desses. Putz.  Igual  ao pai de Michael Jackson. Cara de pau ficar dando entrevistas como se fosse o melhor amigo do filho, tirando casquinha da estrela pop. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conheço quase nada sobre o pai da inglesinha . Mas ele aparece na letra de Rehab “And if my daddy thinks I'm fine / He's tried to make me go to rehab / But I won't go-go-go”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será um caso de birra infantil a moça não querer se tratar? Estou brincando, claro... Mas vejam na foto como Amy, se deixasse de ser birrenta, poderia ser tão bela mulher. E quando digo que ela deveria dizer “sim”, eu me refiro ao retumbante “sim” que devemos diariamente dizer à doçura de nós mesmos. A reabilitação seria apenas uma conseqüência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo uma linha de "análise" mais pragmática, talvez a reabilitação de Amy como artista dependesse também de posturas mais agressivas da platéia. Em vez de risos e aplausos, oferecer limites à moça. Quem sabe uma poderosa vaia? Para o amadurecimento artístico, talvez fosse um caminho. Um público mais rebelde para que a menina fique menos, digamos, "mimada".     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar em mimo e doçura, faço agora uma singela homenagem a Chaplin (os passinhos da cantora me fizeram também lembrar dele). Em certas situações, o silêncio vale mais que mil palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, eu estava doida por uma agendinha, dessas que tem frases e poesias espalhadas pelas páginas, mas não encontrava em lugar algum. Minha irmã, militante de esquerda, vende dessas agendas, para arrecadar fundos para o partido. Mas eu queria uma com a capa do Chaplin, e não tinha mais. Tristeza... Estava com uma estranha sensação de que meu ano ainda não havia começado, sem aquela agenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que de repente, não mais que de repente, ganho de presente a tal da agenda, justamente com Chaplin na capa... A pessoa que docemente me presenteou não tinha como adivinhar este meu tão secreto anseio. Mistérios da vida. Fiquei sem palavras...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-2592125437239681295?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/2592125437239681295/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=2592125437239681295' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/2592125437239681295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/2592125437239681295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2011/01/docura-de-chaplin-amy-e-agenda.html' title='A doçura de Chaplin, Amy e a agenda'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TTxjRqpsoXI/AAAAAAAAAMM/fRZ2H5bK9pk/s72-c/Amy-Winehouse11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-4108528722125793312</id><published>2011-01-23T08:44:00.000-08:00</published><updated>2011-01-23T08:52:15.170-08:00</updated><title type='text'>Deixa a menina crescer!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TTxctrsHV9I/AAAAAAAAAL8/XFcOtoMWZLE/s1600/AMY%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 305px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TTxctrsHV9I/AAAAAAAAAL8/XFcOtoMWZLE/s320/AMY%2B2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5565425179414714322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fui ao show da Amy Winehouse. Gosto da moça porque ela manda às favas as boas maneiras, não quer ser exemplo de nada, tem algo de autêntico e indomado. Tudo isso sem contar, é claro, com o vigor da sua voz. Mas é Amy quem leva o show ou o show que leva ela? Marco a segunda opção. Triste ver uma cantora tão refém da própria imagem. Claro que é ela a maior responsável pelo seu estágio de alcoolismo e entorpecimento. Mas fica a sensação de que a platéia e o show business aplaudem e jogam amendoim justamente para a moçoila largadona, ferradona, como se toda aquela bagaceira fizesse parte do show. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que será que ela vai aprontar agora?", concentrava-se, apreensiva, a platéia. Alguns achavam muita graça, vibravam até. Então Amy retorna de sua jornada rumo aos subterrâneos do palco com uma garrafa na mão, e um caminhar à la Charles Chaplin embriagado. Dando pulinhos como uma criança serelepe, meio perdida no meio daquela cena, a inglesa agarrava os amigos da banda pelo pescoço, visivelmente fora de si. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amy delegou aos amigos um pedaço do show, esqueceu trechos das letras, se distraiu com as luzes do palco e, mesmo assim, o público de modo geral parece se sentir recompensado. "Ufa! Ela não abandonou o palco antes da hora!!". "Qualquer quinze minutos de Amy já vale à pena", eu li num jornal. Triste o povo que precisa de shows como este. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fui, me diverti, mas não posso dizer que Amy mandou bem. Ela poderia ser tão mais... Amy. Pena que não ajudem a menina a crescer. Pena que Amy ainda não tenha se apoderado de si e da pujança da própria voz. Numa espécie de irreverência às avessas, encorajada talvez pela legião que a acompanha, ela segue bradando no and no and no.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-4108528722125793312?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/4108528722125793312/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=4108528722125793312' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/4108528722125793312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/4108528722125793312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2011/01/deixa-menina-crescer.html' title='Deixa a menina crescer!'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TTxctrsHV9I/AAAAAAAAAL8/XFcOtoMWZLE/s72-c/AMY%2B2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-4810413186287036312</id><published>2010-12-26T15:16:00.000-08:00</published><updated>2010-12-27T02:08:21.646-08:00</updated><title type='text'>Se chorei ou se sorri o importante é que emoções...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TRfdPdj2fyI/AAAAAAAAAL0/bv-448-FRWk/s1600/images.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555151923087572770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 259px; CURSOR: hand; HEIGHT: 194px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TRfdPdj2fyI/AAAAAAAAAL0/bv-448-FRWk/s320/images.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Assistir ao Rei Roberto Carlos cantando, sentadinho na sua cadeirinha no palco fincado nas areias de Copacabana, iluminou minha alma com aquela sensação gostosa de que o que vale mesmo nesta vida fica marcado na gente. Nem adianta... O que vale mesmo nesta vida segue nos acompanhando, não importa o perrengue, a rotina, a violência urbana, os maltratos ao coração... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Final de ano... época boa para fazermos uma retrospectiva das nossas vidas, separando o que foi bom do que não foi tão bom assim. O meu ano passou com muita correria, muito trabalho, muitas horas de sono e cansaço acumulado. Tentei seguir para um lado, a vida me empurrou para outro, e quando procurava trilhar certo caminho, esbarrei numa onda que me fez ficar por mais tempo deitada na areia, mirando o horizonte. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Final de ano, época para a gente reafirmar nossos desejos. O meu desejo para 2011 é bastante singelo: eu quero paz de espírito. Quero estar a cada dia mais próxima do meu próprio ser, ouvindo os meus murmúrios como barulhinho de riacho, sentindo a minha alma tão viva como água gelada de cachoeira. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O desejo é singelo porque só depende de mim. Do meu esforço pessoal para me dar as mãos e não me deixar esmorecer, jamais. Mas não disse que será fácil. A tal da onda vem e teima em nos tirar de nosso próprio eixo e controle. Portanto, o desejo por paz de espírito é extremamente desafiante. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O meu desejo é fazer escolhas que me deixem plena, sem angústia no peito e a sensação de estar trancada em casa estranha com os meus mais queridos pertences jogados na rua, lá do lado de fora. Desejo não perder tempo com tolices, bobagens. Com gente superficial que não curte se doar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que 2011 traga muitas experiências divertidas - algumas eu vou narrar neste blog. E que você, meu querido leitor ou leitora, também se encontre consigo mesmo e aperte muito suas próprias mãos. Caminhe bem pertinho de si, sorrindo para as dificuldades, porque elas passam, claro que passam!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que fica, sempre, é o Rei. O Rei é o que há de melhor em nós mesmos. Não me refiro ao Roberto, de quem nem sou tão fã assim. Refiro-me ao nosso próprio Rei, ops!, eu interior. Àquela criança lambuzada de picolé, embriagada de água salgada do mar, que está sempre seguindo suas próprias vontades, gargalhando sincera para o que ama, e saindo correndo daquilo que não aprecia. Que esta criança, na sua porção saudável e majestosa, possa nos guiar em nossas escolhas, em 2011. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Agora voltando ao Roberto ... qual o segredo que reafirma, entra ano e sai ano, a sua realeza? Ele fala de amor, do modo mais simples, com toda aquela aura de dignidade, sabedoria e franqueza. O Rei tem um tom brejeiro, a voz mansa e pausada. Já sofreu por amor e não tem vergonha de cantar essa experiência, que é dele e de todos aqueles que lotaram as areias de Copacabana. Isso porque, claro, o lema do Rei é "se chorei ou se sorri o importante é que emoções eu vivi".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Rei Roberto, e os Reis interiores que habitam nossos seres.... eles se importam. Alguém duvida? Eles se afetam, se comovem, se alegram, enfim, eles desejam. Em nada lembram certa atmosfera blasé que impregna por vezes esta nossa rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que 2011 traga para todos muitas, e boas, e fortes, serenas e profundas, emoções. Isso porque "o que fica", como disse outro dia, em uma mesa de bar, o meu amigo Felipe... é o amor. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-4810413186287036312?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/4810413186287036312/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=4810413186287036312' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/4810413186287036312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/4810413186287036312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2010/12/se-chorei-ou-se-sorri-o-importante-e.html' title='Se chorei ou se sorri o importante é que emoções...'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TRfdPdj2fyI/AAAAAAAAAL0/bv-448-FRWk/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-790995760038795427</id><published>2010-11-27T13:42:00.000-08:00</published><updated>2010-11-27T14:57:04.831-08:00</updated><title type='text'>Violência no Rio: o bem, o mal, os ovos e o carioca da gema</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TPF95fudw3I/AAAAAAAAALo/XqY8iDDQIas/s1600/GALINHA.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5544351042992194418" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TPF95fudw3I/AAAAAAAAALo/XqY8iDDQIas/s320/GALINHA.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esta semana o governador do Rio declarou que "não se faz omelete sem quebrar ovos", em referência à reação incendiária ao cerco ao tráfico nas favelas. Imagens de carros e ônibus em chamas tomaram conta da tevê, das páginas do jornal, e do imaginário dos cariocas. Para desanuviar a minha manhã, divertindo-me um pouco a caminho do trabalho, um locutor de rádio disparou, diante da fala do governador: "de quais ovos Cabral está falando? Os dele? Da família dele?". Certamente não. Nem o de Cabral, tampouco o de Colombo (que, aliás, teve que ser quebrado para ficar em pé, como nos diz a célebre anedota).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fato, como indica a metáfora do ovo de Colombo, que depois de solucionados os desafios até se parecem fáceis. Mas a verdade é que livrar tantas favelas do tráfico é quase tão complexo quanto manter ovos em pé, sem grandes estragos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando em tudo isso, tenho enfiado nos pés, nessas últimas manhãs periclitantes, minha super bota de cano longo de borracha. Sentindo-me tal qual a Mulher Maravilha, viajo no coletivo rumo ao incerto (e longínquo) território onde fica o meu trabalho. Chego a hesitar ao refletir que as botas, perante um súbito ataque inimigo, facilmente se derreteriam em chamas. Mas, felizmente, embarco nesta reflexão sobre ovos, esperança, o bem, o mal, e a sobrevivência dos cariocas da gema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bacana, e bonito, ver toda essa mobilização no Rio de Janeiro em torno da ocupação de favelas como Vila Cruzeiro e Complexo do Alemão pela polícia. Ainda que parte desse esforço tenha sido impulsionada pela necessidade de se colocar alguma ordem neste "purgatório da beleza e do caos" por conta da Copa do Mundo e das Olimpíadas. Ainda que possa ser (mais um) lance de marketing do governo do estado para responder às classes mais facorecidas, que também estão tendo seus carros queimados pelas vias públicas, e suas famílias amedrontadas por seres com galões de gasolina em punho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bacana, e bonito, ver esta cidade que parece às vezes ter brotado, sem pai nem mãe, da gema de um ovo, se unindo em torno de uma preocupação em comum, que é o restabelecimento do controle de seu próprio território, de seu próprio destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carioca, de maneira geral, é pouco politizado e mobilizado pelas questões da cidade, com exceção das eternas juras de amor à beleza natural de nossa geografia. Mais eis que, subitamente, todos parecem se preocupar com o que se passa em nossos relevos, para além da acolhedora imagem que paira, braços abertos, sobre a Guanabara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta semana em que o badalado "Tropa de Elite 2" caminha para ser o filme nacional mais visto de todos os tempos - recorde creditado a "Dona Flor e seus Dois Maridos" - nada mais simbólico do que a repentina euforia da população em torno da nossa polícia, de nossos capitães Nascimento. Em torno da força quase redentora dos poderosos caveiras do Bope.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento, no entanto, precisamos ter cautela para lembrar que não se trata de uma luta do "bem" contra o "mal", como tem sido veiculado em alguns veículos de imprensa. A população destas comunidades está apoiando a ação? Que bom. Mas não sejamos tolos: a eficácia de uma ação como esta depende de uma visão bem menos pueril do que uma divisão tão primária dos seres humanos entre dois times. Quer dizer então agora que a polícia se tornou a personificação do bem? Hum... quase todos sabemos que não é (tão) bem assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imagem do bem contra o mal é bastante sedutora, e se ela está servindo para aglutinar as forças cariocas da gema em torno de uma "torcida" em comum, ok, tem lá o seu lugar. Mas que a gente possa identificar o bem não apenas com alguns bravos policiais (que certamente existem por aí), como também com a justiça social. Com a libertação dessas pessoas para a verdadeira cidadania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a favela possa ser ocupada pela atenção da gente, aqui do asfalto, não somente quando ameaça esfumaçar nossos destinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bacana, e bonito, ver a solidariedade do povo das favelas. Que mesmo com tão pouco a oferecer, não raro procura compartilhar o pouco que tem com estranhos. Na favela, vemos gente que fala com os vizinhos de porta, que manda o filho para a escola e que rebola, dia a dia, para a criança não virar traficante. Essas pessoas estão agora, mais do que quaisquer outras, no meio do fogo cruzado, muitas sem casa, e sem luz. Que o Estado possa, realmente, se ocupar desses territórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo nos intervalos dos anúncios da tevê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um belo momento para todos nós, cariocas, repensarmos a cultura da nossa cidade, saindo da casca do ovo, e recriando essa parte da nossa história tão partida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-790995760038795427?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/790995760038795427/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=790995760038795427' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/790995760038795427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/790995760038795427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2010/11/violencia-no-rio-o-bem-o-mal-os-ovos-e.html' title='Violência no Rio: o bem, o mal, os ovos e o carioca da gema'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TPF95fudw3I/AAAAAAAAALo/XqY8iDDQIas/s72-c/GALINHA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-2091614537039045756</id><published>2010-11-05T10:17:00.000-07:00</published><updated>2010-11-05T14:56:50.144-07:00</updated><title type='text'>Os homens são de “morte” – e é pra lá que eu vou! – comendo, rezando, amando...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TNQ-eTPkyOI/AAAAAAAAALg/sVvqrIQeWQA/s1600/IMAGEM+2+BALAIO.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 115px; DISPLAY: block; HEIGHT: 112px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5536118532227778786" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TNQ-eTPkyOI/AAAAAAAAALg/sVvqrIQeWQA/s320/IMAGEM+2+BALAIO.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TNQ9mRGj_jI/AAAAAAAAALY/xu8rBXiwKbk/s1600/imagem+BALAIO.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5536117569580432946" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TNQ9mRGj_jI/AAAAAAAAALY/xu8rBXiwKbk/s320/imagem+BALAIO.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Com alguns anos de atraso, finalmente fui assistir à peça “Os homens são de marte... e é pra lá que eu vou”. Que felicidade descobrir a excelente e hilária atriz Mônica Martelli. Enorme no palco, em altura e sagacidade, a Mônica transformou a angústia feminina em motivo de sorriso, gargalhada, e muito bom humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atriz está em cartaz agora na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Para quem é meio “ET” como eu (resiste em ver as coisas no auge da badalação e até hoje não assistiu ao espetáculo) recomendo muitíssimo. Bom programa para o final de semana – inclusive se você tem namorado(a) ou é casado(a), já que a peça é uma reflexão divertida e generosa sobre a eterna busca do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espetáculo tematiza esta procura incansável por parte de uma mulher que não tem medo de se lançar, como “kamikaze”, nos braços dos seus “marcianos”. A personagem Fernanda se envolve com os mais variados tipos de homem. Sempre pensando: “finalmente, agora eu en-con-trei o caaarraaaa!”. Mas o que ela coleciona são alguns punhados de desilusão que tornam a sua vida ainda mais inquietante e desafiadora. Vejam só um trecho da resenha da peça:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“O tempo que ela gasta com os homens daria para ter dado uma volta ao mundo e ainda ter estudado a história de todas as civilizações.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Você já refletiu sobre isso? Eu já. Às vezes penso que poderia ter lido a obra toda de Proust, em busca do tempo perdido com desencontros de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez de Proust, tenho lido – também com algum proposital atraso e relutância – o best seller “Comer Rezar Amar – a busca de uma mulher por todas as coisas da vida na Itália, na Índia e na Indonésia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;strong&gt;O que une a americana Elizabeth Gilbert, autora do livro, e a brasileira Mônica Martelli, atriz e autora da peça? Uma temática “mulherzinha” que encara o homem como a força motriz do universo? Claro que não! O que ambas colocam em foco é a busca do amor como a procura por algo mais verdadeiro em si próprias.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Aí está a força dessas mulheres, que souberam universalizar os seus “dramas” transformando-se em sucesso de crítica e de público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um lado, o livro, contando as vivências de uma americaninha balzaquiana que decide romper com um casamento “bem-sucedido” aos olhares externos, em busca do “coração selvagem da vida”. Gilbert se lança pelo mundo à procura de seus prazeres mais autênticos, sejam eles degustativos, ligados à espiritualidade e ao amor, em amplo sentido. Essa aposta não se faz sem dor. Nasce do desamparo, e da solidão, comum a todos os seres humanos. Nasce daquilo que tentamos negar ao longo da vida, por meio de um casamento, um bom emprego, e de filhos bem situados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado, a peça. Uma atriz que tematiza a solteirice como momento, igualmente, de grandes descobertas. Martelli e Gilbert são mulheres espirituosas, que me fazem sorrir.&lt;br /&gt;Que este post seja agora uma homenagem às duas. E às Marinas, Virgínias, Clarices...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ambas tematizam é a força existente no desamparo e na solidão comum a todos nós, homens e mulheres. (Comum, inclusive, aos homens de morte – ops! de marte).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sentido, afirmo feliz: habitamos o mesmo planeta. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-2091614537039045756?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/2091614537039045756/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=2091614537039045756' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/2091614537039045756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/2091614537039045756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2010/11/os-homens-sao-de-morte-e-e-pra-la-que.html' title='Os homens são de “morte” – e é pra lá que eu vou! – comendo, rezando, amando...'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TNQ-eTPkyOI/AAAAAAAAALg/sVvqrIQeWQA/s72-c/IMAGEM+2+BALAIO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-6431437240395163238</id><published>2010-10-27T16:37:00.000-07:00</published><updated>2010-10-28T08:55:12.927-07:00</updated><title type='text'>Anjo tonto</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TMi5ZrEykrI/AAAAAAAAALQ/xsZJ-9hBEAM/s1600/anjo+dois.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532875992935338674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 215px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TMi5ZrEykrI/AAAAAAAAALQ/xsZJ-9hBEAM/s320/anjo+dois.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quando eu nasci, um anjo tonto - desses que vivem na sombra - soprou no meu ouvido: vai lá, Julia, agir sem defesas na vida! Ama a teu próximo como a ti mesma. Se o próximo for querido, tente acolher suas falhas, seus tropeços. Seja amorosa, franca, afetiva. Não sinta raiva, porque a raiva corrói a alma, e o coração. Exponha os seus sentimentos e salte de cabeça, se achar que vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que o anjo nem sempre tem razão. Faz bem a gente sentir o coração batendo mais forte. Mas se a afetividade do outro “ser” não corresponde à sua, saia correndo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Experimente fazer como o personagem de Tom Hanks em "Forrest Gump": simplesmente, corra. Ainda que, a princípio, sem direção. Encha os pulmões de ar, reze uma novena, medite enquanto corre. E siga correndo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulheres têm por vezes um estranho gosto pelo papel de psicóloga. Mas, francamente: a profissão é desgastante e, fora do consultório, não traz qualquer recompensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro tipo de encruzilhada é a que se trava entre um ser humano comunicativo, que gosta de falar sobre o que sente, e outro que não sabe sequer o que sente, que muda a cada segundo, e não tem interesse em se fazer compreender (nem mesmo em se compreender). Para onde vai este diálogo? Existe diálogo? Ruído permanente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta. Antes de se perguntar quem é o “outro” que te acompanha, pergunte a si mesma: quem é você? Com que tipo de “outro” deseja andar? E para onde deseja andar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu aprecio as verdadeiras relações. Adoro trocar, me comunicar, me fazer entender. Buscar compreender. Portanto, se o barato da “figura” não é esse... fuja! E exercite o que um ex namorado meu (já que estávamos falando deles no post abaixo) me recomendou outro dia: emitir o famoso f.....da-se!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentir raiva faz muito bem. Em certos momentos é libertador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anjos no fundo sabem que o nosso afeto a gente só deve endereçar a quem realmente merece. E se o mundo carece de afeto (&lt;em&gt;ah, tão pouco afeto no mundo...)&lt;/em&gt; problema dele! Para merecer o seu, é preciso continuar merecendo. Diariamente. Constantemente. Permanentemente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-6431437240395163238?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/6431437240395163238/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=6431437240395163238' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/6431437240395163238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/6431437240395163238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2010/10/anjo-tonto.html' title='Anjo tonto'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TMi5ZrEykrI/AAAAAAAAALQ/xsZJ-9hBEAM/s72-c/anjo+dois.gif' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-9126106995584880932</id><published>2010-10-10T20:36:00.001-07:00</published><updated>2010-10-14T16:56:16.044-07:00</updated><title type='text'>Amizade entre ex namorados - é possível?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TLKHRGCfhbI/AAAAAAAAAK4/xql8MQkvFVY/s1600/pinguim+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5526628420485612978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TLKHRGCfhbI/AAAAAAAAAK4/xql8MQkvFVY/s400/pinguim+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Haviam se separado há mais de uma década. Às vezes, ao meio dia, ele telefonava. Dizia para ela sintonizar no “canal X” – já que a tevê transmitia uma entrevista imperdível. Outras vezes, de noite (e mesmo à meia noite) ele ligava. Anunciava que iria escovar os dentes e depois dormir. Então trabalhavam, tomavam chope, e até café da manhã degustavam, juntos. Contando, ninguém acredita. Entre este ex casal, nada mais existe além de uma bela, verdadeira e profunda, amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem acredite em vida após a morte, vida além da Terra, em político honesto e em amizade entre ex namorados. Pois eu declaro, sem qualquer vestígio de vergonha, que faço parte deste grupo de pessoas. Ainda mais depois de ter ouvido, há pouco, a história relatada acima. Credulidade? Digamos que eu seja uma pessoa esperançosa. Dessas que procuram ver a vida do modo mais improvável, de ângulos inusitados. Sempre com boa dose de fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E amizade é o que de melhor levamos – alguém duvida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, confesso que sou um ser teimoso, “com a lua, regendo os afetos, no signo de touro”, observaria um astrólogo. O que torna qualquer tentativa de preservar algo de bom... tentadora. Mas, muita calma nesta hora! Para que a amizade floresça é preciso tempo. É preciso superar as mágoas do final do relacionamento e, sobretudo, não fazer da amizade aquela desculpa para outro tipo de reaproximação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ex namorados são os caras que em geral melhor nos conhecem. Se a relação acabou, quem sabe não dá mais certo em outro “formato”? Mas – novamente - atenção! Amizade boa entre ex simplesmente acontece. Só mesmo o bendito tempo nos indica quem veio para passar, ou para ficar. Como diz Mario Quintana... “Amizade é um amor que nunca morre”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando digo “amigo” não me refiro necessariamente àquele que te liga quase toda semana, para quem falamos sobre os novos pretendentes ou com quem compartilhamos os melhores filmes em cartaz. Um ex namorado não suportaria tudo isso assim, de uma vez só. E nem você da parte dele! Aqui o que eu chamo de amizade é aquela doçura, o acolhimento de quem já teve você nos braços e sabe do seu valor e importância no mundo. Isso é possível entre ex namorados, ficantes, amantes, mulheres e maridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho um amigo - ex namorado - que já me deu um empurrãozinho para um belo emprego. Quando preciso, ele surge como um anjo, em diversas situações. Tem outro que sempre liga no dia do meu aniversário – e eu, no dele. Quando nos encontramos é aquela alegria. Tão boas as lembranças. Outros, não ligam. Mas a gente sabe que se importam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem ex que rende ainda alguns beijos. Que vale um abraço gostoso. Mas lá no fundo - você sabe – não pode oferecer algo mais. Tem ex que ganha sobrevida, ex que toma chope em boteco, conta sobre as atuais, apresenta a noiva, e tenta te dar beijo com gosto de língua. É a melhor das sensações. Afinal, beijo com gosto de língua indica que a atração realmente se foi. Ficou a amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, existem aqueles caras que te deixam tão somente com uma “baba” de ódio no canto da boca, tamanha falta de amizade e compreensão. Mas esses são mais fáceis de abrir mão. E também esses, abençoados pela amnésia cumulativa que vem com o tempo... estão sujeitos à dádiva do perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que nunca, acredito que a amizade seja o verdadeiro amor - bem-sucedido. E que o verdadeiro amor só existe quando fundado na mais profunda amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este post é uma homenagem aos “ex”. Que mesmo quando mortos, seguem vivos. Nos tornando melhores, piores, melhores... mais espertas, e maduras. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-9126106995584880932?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/9126106995584880932/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=9126106995584880932' title='11 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/9126106995584880932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/9126106995584880932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2010/10/amizade-entre-ex-namorado-e-possivel.html' title='Amizade entre ex namorados - é possível?'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TLKHRGCfhbI/AAAAAAAAAK4/xql8MQkvFVY/s72-c/pinguim+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-3262817894159008762</id><published>2010-10-10T19:28:00.000-07:00</published><updated>2010-10-11T04:18:42.387-07:00</updated><title type='text'>Sobre homens e mulheres</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TLJ4rEF8kBI/AAAAAAAAAKg/RoT2liJcGSA/s1600/las_viudas_de_los_jueves_02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5526612373965410322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TLJ4rEF8kBI/AAAAAAAAAKg/RoT2liJcGSA/s320/las_viudas_de_los_jueves_02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Festival do Rio se despede da cidade, e para quem tiver oportunidade de assistir, recomendo enfaticamente “Las viudas de los jueves”. O filme me instigou já desde o título – “Viúvas sempre às quintas”. A exibição se manteve à altura: as imagens são de uma beleza plástica, envolvente, irretocável. E os atores e atrizes, igualmente irretocáveis. Já na primeira cena somos sugados pela trama ao ver corpos de homens que mais parecem estátuas gregas submersos em uma piscina igualmente - e dramaticamente - bela. Parece até uma pintura, um ballet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou narrar a história, baseada no livro de Cláudia Piñeiro. Deixo para cada um a surpresa da descoberta. Escrevo apenas sobre algumas de minhas impressões. O cenário me fez lembrar “Match Point”, de Woody Allen. Em vez da aristocracia londrina, no filme de Marcelo Piñeyro quem desfruta de mansões, jardins verdejantes e intermináveis quadras de tênis é a elite de Altos de la Cascada, bairro fechado de Buenos Aires, espécie de grande condomínio. O pano de fundo é a Argentina dos anos 2000, mergulhada em uma crise não menos dramática do que o imenso vazio no qual afundam aqueles corpos sublimes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Viúvas sempre às quintas” me pareceu, sobretudo, um filme sobre a relação entre homens e mulheres, com uma temática bastante atual. Crise econômica, de valores, dos sentidos - total falência de vidas dominadas pela ostentação do consumo e pela sedução do dinheiro. Sempre às quintas-feiras, aproveitando a ausência dos respectivos maridos que se reunem para jogar, as mulheres - por este motivo chamadas de ‘viúvas’ – se encontram também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme faz pensar nos papéis ainda hoje – não raramente - assumidos pelos casais. De um lado, homens provedores, esportistas e descolados. De outro, futeis e delicadas mulheres que projetam suas vidas nas costas desses maridos igualmente frágeis, embora cheios de músculos. Se você olhar à sua volta, inevitavelmente encontrará casais assim. Homens e mulheres, casados ou solteiros, que se comportam deste modo: um como anteparo e espelho do outro. Revelando e sustentando imagens difíceis de se carregar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vidas das ‘viúvas’ daquele condomínio parecem girar em torno desse ideal masculino de solidez, firmeza, poder, virilidade. Pouco espaço para dúvidas, reflexões, questionamentos, trocas verdadeiras. Tudo parece feito de papel, artifícios, vaidades, invejas. Além dos maridos, que outros cadáveres aquelas mulheres velam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, mesmo no condomínio de Buenos Aires, emergem forças de vida menos pusilânimes, que deixam o espectador com uma sensação gostosa, de verdade invadindo a alma. O filme é desconsertante e faz pensar. Sobretudo para quem, como eu, pouco tempo depois do cinema, acaba esbarrando em nichos de vida bem parecidos com os de Altos de la Cascada logo aqui, após o Morro Dois Irmãos. Vez ou outra, a realidade carioca assombra ao invadir limites debilmente traçados. Mas essa já é outra história, que renderia muitos outros capítulos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-3262817894159008762?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/3262817894159008762/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=3262817894159008762' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/3262817894159008762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/3262817894159008762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2010/10/sobre-homens-e-mulheres.html' title='Sobre homens e mulheres'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TLJ4rEF8kBI/AAAAAAAAAKg/RoT2liJcGSA/s72-c/las_viudas_de_los_jueves_02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-7468077167154672751</id><published>2010-08-10T11:06:00.000-07:00</published><updated>2010-08-10T17:24:51.158-07:00</updated><title type='text'>Você quer se casar?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TGGYwOB-dUI/AAAAAAAAAJw/Pbw0Xyb5_gQ/s1600/casamento1.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 366px; DISPLAY: block; HEIGHT: 389px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503848173790983490" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TGGYwOB-dUI/AAAAAAAAAJw/Pbw0Xyb5_gQ/s400/casamento1.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TGGX-7U8KqI/AAAAAAAAAJo/cGck3oTXGjU/s1600/casamento.bmp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Final de semana passado fui a uma festa de casamento - daquelas tradicionais. Acordei no dia seguinte com a sensação de ter ido a várias festas e, ao mesmo tempo, não ter ido a nenhuma. O motivo? São todas muitíssimo parecidas. Claro, as pessoas que se casam são diferentes, existem os laços afetivos, etc e tal. Mas o casamento, em si, é de fato um ritual, repetitivo, que vai se estendendo pela festa. O ritual começa, para as mulheres, principalmente, horas antes da cerimônia. Uma maratona que se inicia no cabelereiro: hidratação, corte, escova, mão e pé, depilação. Antes ainda, você se preocupa com a "questão" do vestido. Vai usar aquele mesmo centenário, que já foi ao aniversário de oitenta anos da sua avó, e ao casamento das suas três melhores amigas? Ou vai dar uma variada e pegar emprestado o da sua prima?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, o sapato você pode usar aquele meio surradinho porque ninguém vai perceber. De todo modo, você faz a unha, para não pegar mal caso alguém repare. Depois de perder horas do seu dia nos preparativos para o casamento, e separar aquela bolsa guardada faz uns quinze anos para ocasiões especiais, você percebe (eu sempre percebo) que aquele par de brincos e cordão não estão mais guardados no mesmo local. Simplesmente sumiram. E o perfume? É comum só lembrar dele quando já fincamos os saltos na rua. Mas... tudo bem. Você dá o seu jeito, afinal, não é nenhuma patricinha de Beverly Hills. É uma mulher descolada do século XXI que não precisa seguir essas regrinhas todas da etiqueta social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra parte do ritual se inicia quando chegamos no templo do casório. Os "anjinhos do mal" entram em ação na sua mente, sussurando uma série de pensamentos irrelevantes. As mulheres se olham, examinam detalhadamente os vestidos umas das outras. Comprou onde? Que lindo! Perguntamos qual foi a loja e, por segundos, chegamos mesmo a acreditar que no dia seguinte, cedo, passaremos lá para comprar um igual, se estiver em liquidação. Os homens que não costumam usar gravatas são também alvo de comentários. Hum... gostei de ver heim! Embebidas em pensamentos deste estilo, sentamos nos bancos da Igreja. Olhamos a imagem de Cristo. Reparamos na maquiagem das mulheres, das mais jovens às mais velhas. A pintura vai ficando carregada e os vestidos, mais largos. Até que viram um amontoado de panos e tiras, que deixam as formas bem escondidas, nas velhinhas de noventa, cem anos. Têm aquelas sem noção, sempre têm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A missa começa, você torce para o padre ser breve, os olhos das almas emotivas quase se enchem de lágrimas, e embora você considere aquilo tudo um pouco cafona, uma partezinha sua, perdida nos confins do inconsciente, lembra dos finais felizes das novelas de sua infância, e - pasmem - quase pede a Deus para se casar de uma forma parecida. As músicas, as crianças correndo com alianças, quanto mais pequeninhas e fofas, mais angelicais, melhor. Em geral os pequeninos com alianças não seguem o caminho até o altar, empacam no meio do percurso, gerando certa tensão - logo dissipada pelas mãos de um adulto, que vai puxando os bracinhos do(a) fofinho(a) em direção ao casal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se rola empatia entre o casal, você torce para que tudo siga bem na vida dos dois. Em geral, faz parte da cerimônia os noivos sorrirem um para o outro. Se olharem nos olhos e se beijarem. Na festa, o noivo é levantado pelos amigos, sofrendo uma espécie de influência das cerimônias judaicas (essas, sim, bastante divertidas). A trilha sonora começa com músicas ao estilo New York, New York, embalos de sábado a noite, coisas dos tempos da brilhantina. Dos anos 70, o tempo corre para os anos 2010, e o pessoal de meia idade começa a dar o fora da pista. Então começam as músicas de boate tipo Nuth, Hip Hop, Funk, e depois algumas dos anos 80, bandas nacionais. Os caras te olham com olhar interessado e meio cerimonioso. Você emite o seu "u-hú" bastante adequado ao ambiente e levanta os braços em direção aos céus. Festa de casamento é o maior zero a zero. Afinal, você não deseja ficar se atracando com ninguém na frente da sua tia avó. Nem macular o clima de pureza angelical à lá vestido da noiva. A noite é toda dela. Ou melhor, deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá pelas tantas, após ter ingerido algumas caipifrutas, pensado na beleza do matrimônio e acenado freneticamente para os seus familiares te acompanharem com Claudinho e Bochecha na pista... você começa a sentir sono. A decoração, os vestidos, os sorrisos, a música, o local, por mais lindos que sejam... Todos tão parecidos. Tudo se passando como uma grande reprise de "sessão da tarde". Às vezes surgem aquelas fotos dos noivos em um telão, tem as sandálias havaianas, em geral de número bem maiores ou menores que os seus pés. Tem também as anteninhas coloridas para botar na cabeça e bancar o maluco beleza. Mas de maluco beleza, festa de casamento não tem definitivamente nada. Muito pasteurizadas e caretas. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-7468077167154672751?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/7468077167154672751/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=7468077167154672751' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/7468077167154672751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/7468077167154672751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2010/08/voce-quer-se-casar.html' title='Você quer se casar?'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TGGYwOB-dUI/AAAAAAAAAJw/Pbw0Xyb5_gQ/s72-c/casamento1.gif' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-7774173619561595208</id><published>2010-08-02T11:33:00.000-07:00</published><updated>2010-08-03T07:01:14.887-07:00</updated><title type='text'>A pequena grande força do acaso</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TFcXQUvTXzI/AAAAAAAAAJg/gy1TwRJ8iLE/s1600/o-protagonista-centro-de-o-pequeno-nicolau-filme-frances-baseado-em-obra-infanto-juvenil-1275952216590_560x400.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5500891039068806962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 286px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TFcXQUvTXzI/AAAAAAAAAJg/gy1TwRJ8iLE/s400/o-protagonista-centro-de-o-pequeno-nicolau-filme-frances-baseado-em-obra-infanto-juvenil-1275952216590_560x400.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Uma das melhores descobertas dos últimos dias foi o filme O Pequeno Nicolau, baseado na história do ícone francês que tem carisma equivalente ao do personagem "Menino Maluquinho" brasileiro. À princípio, achei a história leve, divertida e sensível. Mas conforme o tempo foi passando, passei a gostar ainda mais deste filme despretensioso, e que por isso mesmo é de uma simplicidade especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é interessante por conseguir transportar o expectador para a perspectiva infantil. É como se por duas horas passassemos a ver o mundo pelos olhos do menino, e de forma bastante próxima daquele olhar da nossa própria infância. Nicolau é uma criança bastante sonhadora, imaginativa, que tem alguns amigos com personalidades igualmente marcantes. Algumas passagens do filme são tão bonitas justamente porque bastante singelas. A narrativa é marcada por uma naturalidade que nos faz rir com os personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O imponderável me pareceu o aspecto mais interessante do roteiro do filme. Toda a história é apoiada na imaginação do garoto, que fantasia a chegada de um irmãozinho e acaba se envolvendo nas maiores confusões, por acreditar que será abandonado pelos pais e trocado pelo irmão. Enquanto isso, o pai da criança procura de toda forma ser promovido no trabalho, tentando oferecer ao chefe um jantar, impressioná-lo de alguma maneira, o que se mostra estéril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O casal não anda bem, briga por qualquer besteira, e a atmosfera da casa é tensa. Mas, de repente, quando menos se espera, o pai de Nicolau evita que o chefe seja atropelado, de forma bastante banal e espontânea, sem qualquer intenção de "impressionar". Um gesto aparentemente bobo acaba fazendo com que ele obtenha a confiança do patrão, e tudo ao redor de Nicolau começa, como que magicamente, a melhorar. O que ficou para mim, do filme, é a idéia de que todos querem controlar seus destinos, mas alguma coisa que escapa, essa força do imponderável, é o que acaba construindo a história real do pequeno Nicolau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bacana pensar, já muito distante do cinema, como a gente às vezes se empenha tanto para alcançar, ou evitar, alguma coisa, e de repente, "magicamente", a vida dá um jeito de resolver o que parecia nebuloso. Mesmo as frustrações, que no mundo infantil são ainda mais intensas, têm o seu lugar. Quem não viu, veja. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-7774173619561595208?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/7774173619561595208/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=7774173619561595208' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/7774173619561595208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/7774173619561595208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2010/08/uma-das-melhores-descobertas-dos.html' title='A pequena grande força do acaso'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TFcXQUvTXzI/AAAAAAAAAJg/gy1TwRJ8iLE/s72-c/o-protagonista-centro-de-o-pequeno-nicolau-filme-frances-baseado-em-obra-infanto-juvenil-1275952216590_560x400.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-3842679105092044545</id><published>2010-08-02T11:27:00.000-07:00</published><updated>2010-08-02T11:32:00.980-07:00</updated><title type='text'>Como os nossos pais</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TFcO_ecFgZI/AAAAAAAAAJY/aEOAU25OzDw/s1600/manequimDOISCMP05.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5500881953521762706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 349px; CURSOR: hand; HEIGHT: 349px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TFcO_ecFgZI/AAAAAAAAAJY/aEOAU25OzDw/s400/manequimDOISCMP05.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ouviu um carinha com quem se relaciona dizendo: "serei sempre assim, é de família, meu avô também era assim"? Então saia correndo. Pessoas que se negam a evoluir espiritualmente merecem "apodrecer no mármore do inferno".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me acho perfeita, mas minhas imprefeições não se devem à recusa em tentar modificá-las. Ouço as críticas, quando elas são construtivas, e acho que já mudei muito ao longo da vida graças às críticas construtivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já ouvi essa frase por duas vezes ao longo da vida. Em geral, vem de pessoas que preferem não enxergar as próprias mazelas à fundo, e que de certa forma (pasmem) orgulham-se delas. Certa arrogância pode vir travestida de (pretensa) sagacidade. Ou um bloqueio (sério) afetivo de independência emocional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhor definição desses tipos que desfilam por aí se gabando de suas imperfeições partiu há alguns anos de um astrólogo: "manequim de velório". Imagem triste, não? Contraditória. Ninguém imagina um manequim em um velório. Mas é que a beleza desses seres quase imutáveis esconde uma certa tristeza, petrificada na ausente possibilidade de mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já me afoguei diversas vezes pedindo a mão de quem não deseja mergulhar. Há quem prefira viver na superfície. Direito de cada um. Mas cansei também de um certo papel messiânico de desejar levar luz às trevas. Quero levar luz a quem me iluminar, claro. Pessoas que se acham muito sagazes, críticas, ou acima da maioria dos mortais não merecem mais minha energia, empenho e dedicação. Inteligência sem sensibilidade não leva a lugar algum. Nada de manequins de velório!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-3842679105092044545?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/3842679105092044545/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=3842679105092044545' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/3842679105092044545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/3842679105092044545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2010/08/como-os-nossos-pais.html' title='Como os nossos pais'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/TFcO_ecFgZI/AAAAAAAAAJY/aEOAU25OzDw/s72-c/manequimDOISCMP05.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-750011156320797139</id><published>2009-12-12T16:26:00.000-08:00</published><updated>2009-12-13T13:39:30.620-08:00</updated><title type='text'>Back to the night - tendências no cancioneiro carioca</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SyQ3MYhJ5aI/AAAAAAAAAJM/mlINmgNVkq8/s1600-h/chants-789290.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414513337885648290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 258px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SyQ3MYhJ5aI/AAAAAAAAAJM/mlINmgNVkq8/s400/chants-789290.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dançando forró no Democráticos constato que as cantadas agora também se aprimoram na tendência da especialização e da segmentação de mercado:. "Jornalista? Hum... você poderá então fazer um furo de reportagem com uma notícia que eu te darei como biólogo: a descoberta de uma nova jazida de..". Tentou a especialização pela via profissional, não foi feliz. Em seguida, explicando o passo de dança: "Esse passo chama-se volta ao mundo, cole sua testa na minha, agora a bochecha, agora o queixo" (o pior é que cheguei a acreditar que se tratava de um dos três novos passos que acabava de aprender) até que ... "agora gire a cabeça 360 graus" .. "Ops! Não conheço esse passo não!". Gente boa, as cantadas mais generalistas nesses casos ainda são melhores.. E independente desses rompantes de "criatividade" o Demo às quartas é bacaninha mesmo. Outra modalidade que parece estar em voga no quesito cantadas é ligar para a casa da pessoa em horários improváveis como 22h da noite ou às 6h da matina. Comigo ocorreu o primeiro caso, com uma amiga, o segundo. Será que esse povo não dorme? ...&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-750011156320797139?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/750011156320797139/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=750011156320797139' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/750011156320797139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/750011156320797139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2009/12/back-to-night-tendencias-no-cancioneiro.html' title='Back to the night - tendências no cancioneiro carioca'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SyQ3MYhJ5aI/AAAAAAAAAJM/mlINmgNVkq8/s72-c/chants-789290.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-1569488416860029675</id><published>2009-12-05T09:23:00.000-08:00</published><updated>2009-12-07T05:38:28.081-08:00</updated><title type='text'>Tá na moda ser bobo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SxqcdoeT_rI/AAAAAAAAAJE/XFtv1u1v1YE/s1600-h/sergio_malandro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411809935133769394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 321px; CURSOR: hand; HEIGHT: 369px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SxqcdoeT_rI/AAAAAAAAAJE/XFtv1u1v1YE/s400/sergio_malandro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SxqcWZxpPPI/AAAAAAAAAI8/-7JOAN7vSNI/s1600-h/cqc-foto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411809810929237234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 323px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SxqcWZxpPPI/AAAAAAAAAI8/-7JOAN7vSNI/s400/cqc-foto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Depois de dedicar um post exclusivamente ao mané, escrevo este em homenagem ao... bobo. Se há tempos o bacana era ser sério, hoje em dia está na moda ser bobo. A palavrinha já é por si interessante. Duas letrinhas iguais duplicadas. Bêó-bêó. O bobo, dependendo da capa de “genialidade” que vista nas suas baboseiras, pode se tornar alguém interessante. Em geral, são caras meio desajeitados, sem aquela gentileza dos malandros autênticos, desprovidos da sensibilidade dos românticos ou da capacidade argumentativa dos inteligentes. Claro que não existem rótulos rígios para nenhum desses tipos. Aliás, sou contra os tipos. Mas bobo que se preze não é passível de relativização. Na época da adolescência, fazem a alegria dos amigos. E seguem proporcionando aos amigos o mesmo tipo de alegria juvenil, por toda a vida. Junto à mulherada, o bobo tem essa vantagem do frescor juvenil. Ele te faz rir de um palito, de uma caixa de sapatos, de coisas aparente banais. As piadas do bobo em geral são banais. Mas de tão banais, ficam divertidas. Existe por aí todo tipo de bobo: o bobo playboy, o bobo pseudo-intelectual, o bobo alternativo e descolado, entre outros. Hoje em dia um tipo muito específico de bobo – a ser pormenorizado neste post - está na moda, e por estar “in”, tende a provocar confusão na capacidade de discernimento humana. Esses bobos querem passar por “autênticos”, o que de fato, não o são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos como identificar um bobo. Aquele cara que não tem limite, que faz graça de tudo, recorrendo ao humor negro, humor arco-íris, e todos os tipos (em geral manjados) de humor. É fácil imaginar a piada que vem de um bobo. É aquela que ninguém tem coragem de fazer, e o bobo vai lá e.. faz! Acho muito saudável a existência de bobos na Terra, e reconheço algum charme em meio à banalidade nesses seres tão... serelepes. Mas creio que o tema mereça análise mais cuidadosa, em nome de certa tendência que aponta certo tipo de bobo se legitimando na sociedade como verdadeiro mané. Vejamos o "bobo descolado", que é o que está na moda. Muito legal eles sacanearem, por exemplo, os políticos, como fazem os bobos do CQC. Mas a questão é que ficou tão fácil ser bobo (vide a proliferação de grupos de comédia em pé – alguns deles realmente bons - e de programas de TV como Pânico e Cia) que a qualidade da bobeira tende a se degradar mais e mais, tornando-se, sim, nociva à sensibilidade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando dizem que o Pânico está tomando a audiência do Fantástico, não estranho. Trata-se daquele fenômeno já anunciado por gente boa (e não boba) de plantão, que alerta há tempos quanto à tendência (perversa) da informação virar entretenimento, perdendo seu verdadeiro foco e sentido. Isso somado ao fato de o Fantástico ser um programa em geral chato, deixando-o em desvantagem em relação à bobeira fácil do Pânico. Mas quando jornalistas se dedicam com afinco a debater histórias como por exemplo aquela da aluna da Uniban, como se fosse uma Leila Diniz contemporânea ... fico à beira da depressão. Brincar, por exemplo, com o suicídio dessa moça, a atriz que fez a professorinha na tevê, é de um tremendo mau gosto. O suicídio cometido por ela não merece ser alvo de piadas grosseiras, como a do pessoal do CQC, que disse que ela se matou “porque teria que contracenar com Alexandre Frota”, ou porque “quem não se mataria, no lugar dela?”. Agora eu pergunto: bobeira ou babaquice? A questão é que esses caras, como são bobos, estão na moda e tem fama, se acham no direito e no dever de fazer uma graça muitas vezes baixa, apelativa e desrespeitosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconfio que certo tipo de bobo em voga atualmente esteja muito próximo do cínico. Não apresenta compromisso com nada, em nada acredita, a não ser na própria ... fama. O bobo não acredita nem na (pretensa) graça da própria bobeira. Quando legitimado, seja por um pequeno grupo de amigos ou pelo público da tevê, acha que paira alguns níveis acima dos outros mortais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defendo a ética e o mínimo de bom gosto na bobeira. Aprecio os bobos inteligentes e talentosos, como o pessoal da finada TV Pirata, como o ótimo Marcelo Adnet, o Arthur Xexéo, entre outros diversos que se dedicam à bobeira com classe e conteúdo. Nesta era do Twitter, ficou fácil ser bobo. O pessoal usa da ferramenta até para anunciar que fez cocô, achando que pode ficar engraçado. A bobeira fácil despreza a informação, a cultura, o conhecimento. Ela é oportunista, vai em cima do que é obvio, reforça os preconceitos, privilegia o mau gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bobeira fácil é afeita à fofoca, apequena as pessoas e a vida. Eu particularmente desprezo este tipo de (mau) humor. Acredito no poder da inteligência, da bobeira criativa e transformadora. Que sobrevivam os bons bobos. E ponto final aqui nesta baboseira!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-1569488416860029675?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/1569488416860029675/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=1569488416860029675' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/1569488416860029675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/1569488416860029675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2009/12/ta-na-moda-ser-bobo.html' title='Tá na moda ser bobo'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SxqcdoeT_rI/AAAAAAAAAJE/XFtv1u1v1YE/s72-c/sergio_malandro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-2378848647265852736</id><published>2009-12-04T17:39:00.000-08:00</published><updated>2009-12-06T17:38:02.031-08:00</updated><title type='text'>Viver sem tempos mortos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/Sxm7ZEqyIBI/AAAAAAAAAI0/Y4IoCMNahPo/s1600-h/simonefernanda.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411562466686672914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/Sxm7ZEqyIBI/AAAAAAAAAI0/Y4IoCMNahPo/s400/simonefernanda.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A opção de assistir ao especial sobre Claudinho e Bochecha na televisão, confesso, quase me arrebatou, pelo que há de inocência e até pureza nas baladinhas só love só love dos rapazes. Mas pela graça do destino (e do ingresso ponto com) acabei indo ver a peça Viver sem tempos mortos, com a belíssima (no melhor amplo sentido da palavra) Fernanda Montenegro. Que mulher linda. Que sensibilidade e emoção ela passa para platéia a cada palavra dita. E que vida cheia de ideais, de idéias, de vontade de construir, desconstruir, reconstruir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver a Fernanda em cena é oferecer a si mesmo uma deliciosa dose de intensidade contra a atmosfera cínica-blasé destes nossos tempos. A gente anda pelo fashion mall, observa aquelas vitrines cheias de belezas inalcançáveis, aquela gente bem tratada, mas quando entra no teatro é que percebe: quantas coisas deixamos fora de nossa vida, não por falta de dinheiro ou vontade, mas frequentemente por acomodação, cansaço, solidão. O que a gente deixa de fora da nossa vida não é (do mesmo modo) facilmente alcançável pelas nossas mãos. Mas tão mais recompensante...! E Fernanda nos lembra disso da forma mais simples, despojada, apenas contando com um banquinho, iluminação exata, e seu talento de atriz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na peça tudo é simples, direto, claro. Pensei então que a vida deve ser assim: simples, direta, clara. A partir da peça, penso que conectar-se na vida é arrumar nosso verdadeiro lugar: buscar estar perto de pessoas que se alegram com nossa sensibilidade, que se movem e se alimentam de "matéria" parecida, procurar frequentar lugares e paisagens que nos alimentem e estimulem. Simone de Beauvoir, vivida por Fernanda, encontrou seus verdadeiros "pares" no universo de Sartre. Nem mesmo uma paixão arrebatadora, como a que ela viveu com o americano Nelson Algren, foi capaz de fazê-la desistir desta sua primeira verdadeira escolha, tão fundamental. Não me refiro à escolha por Sartre, mas à escolha pelo que alicerçava sua vida: seu ambiente cultural, suas crenças, ideais, seus amigos, sua cidade, forma e estilo de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Viver sem tempos mortos, gozar a vida sem entraves" é um slogan de maio de 1968 que deveria se perpetuar por todas as vidas de todos os tempos. Simone de Beauvoir na pele da Fernanda é um pouco de todos nós que não queremos deixar a vida nos levar, que não nos sentimos plenos nesta era líquida de mensagens com números de toques contados. A peça nos provoca de maneira intensa, e sem máscaras. Em cena, Simone (Fernanda) se entrega, se revela, acolhe a própria ambiguidade (inclusive sexual), sem no entanto fazer apologia da frivolidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claudinho e Bochecha têm seu lugar, mas a escolha pela peça tornou o tempo mais vivo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-2378848647265852736?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/2378848647265852736/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=2378848647265852736' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/2378848647265852736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/2378848647265852736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2009/12/viver-sem-tempos-mortos.html' title='Viver sem tempos mortos'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/Sxm7ZEqyIBI/AAAAAAAAAI0/Y4IoCMNahPo/s72-c/simonefernanda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-1943237605413937158</id><published>2009-06-26T16:09:00.000-07:00</published><updated>2009-06-27T19:11:47.329-07:00</updated><title type='text'>Ainda sobre o fim</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SkVYZ00nIQI/AAAAAAAAAIs/adPVv8cpm-w/s1600-h/cinema.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351780932898988290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 81px; CURSOR: hand; HEIGHT: 129px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SkVYZ00nIQI/AAAAAAAAAIs/adPVv8cpm-w/s400/cinema.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Talvez por tudo o que escrevi no post abaixo, o filme "Apenas o fim", que me pareceu razoável, tenha uma força bastante... delicada. Descobri em algum ponto do filme uma beleza que dessacraliza este momento - o fim - temido por tanta gente e, curiosamente, eternizado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, seja por puro medo, apego, ou, no caso, por amor, nós imortalizamos o fim, o que é certamente um paradoxo. O fim acaba durando muito mais do que deveria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Apenas o fim" foi sentido por mim como uma homenagem a tudo o que acontece antes do fim. E depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E depois.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E depois.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-1943237605413937158?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/1943237605413937158/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=1943237605413937158' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/1943237605413937158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/1943237605413937158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2009/06/ainda-sobre-o-fim.html' title='Ainda sobre o fim'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SkVYZ00nIQI/AAAAAAAAAIs/adPVv8cpm-w/s72-c/cinema.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-2634808450625668519</id><published>2009-06-26T15:35:00.000-07:00</published><updated>2009-06-26T16:09:13.447-07:00</updated><title type='text'>Apenas o fim</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SkVOv_bsaLI/AAAAAAAAAIc/h9ue4Exr5rU/s1600-h/michael.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351770318588111026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 127px; CURSOR: hand; HEIGHT: 99px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SkVOv_bsaLI/AAAAAAAAAIc/h9ue4Exr5rU/s400/michael.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esta semana foi marcada por fatos que me fizeram pensar no fim. Pensar no fim de todas as coisas: dos momentos, dos relacionamentos, da vida. A reflexão teve início quando fui ver o filme “Apenas o fim”. O próprio nome foi, por si só, bastante sugestivo: o fim não é tudo. O fim é... apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim é, apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre o começo e o meio e entre o meio e elezinho ali, se estendendo ao infinito, muita coisa se passa. Agora eu te faço uma pergunta: Quem é Michael Jackson, o cantor de cara quase transparente e olhos tristes, ou aquele que dançava Billie Jean de luvas brancas e chapéu inclinado na cabeça, com nariz (ainda) mais pra bolachudo, pele quase negra e cabelo quase black power, sem escova progressiva? Para mim, Michael Jackson não é a figura envolvida em polêmicas, que sacudiu o filho da sacada do edifício, e que morreu solitário de algum problema do coração. Este foi ele no fim, foi apenas o seu fim. Mas ele “aconteceu” na trajetória entre o começo e o meio da sua existência, e em algum espaço contido entre o meio e o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que esquece de si mesmo em algum lugar do passado - e fica tentando se “copiar” a vida toda, repetindo uma batida monocórdia. Essas pessoas viram máscaras enrijecidas, sem vigor ou expressão. Tem gente que passa toda uma existência sem que talvez nunca chegue a “ser” de verdade. Porque “ser”, eu acho, requer grande liberdade e ousadia. E tem gente que escolhe alguns caminhos... que apequenam, e não correspondem talvez à sua verdadeira estatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim, nem sempre, está à altura do que (se) foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michael se imortalizou para mim (e para muitos) quando, entre outros milhares de momentos, em pleno estádio do Morumbi lotado, eu pude vê-lo – a olho nú!! – com o corpo inclinado formando 45 graus com o chão. E depois deslizando aqueles pés ao embalo de gritos histéricos de uma admiração transbordante e deslumbrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em algum momento da vida, quando ainda não era um retrato desbotado de si mesmo, Michael inventou um jeito próprio de ser, de se mover e sentir o som, que vai pulsar ainda por muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, este fato que estampa as capas dos jornais de hoje, foi o fim, apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto final que me fez pensar na beleza de tudo o que transborda, e se eterniza. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-2634808450625668519?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/2634808450625668519/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=2634808450625668519' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/2634808450625668519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/2634808450625668519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2009/06/apenas-o-fim.html' title='Apenas o fim'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SkVOv_bsaLI/AAAAAAAAAIc/h9ue4Exr5rU/s72-c/michael.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-6439854661328078810</id><published>2009-05-20T14:35:00.000-07:00</published><updated>2009-05-20T16:35:16.604-07:00</updated><title type='text'>Caminhando e cantando: Relacionamento Já!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/ShR4PyimY5I/AAAAAAAAAIU/Hqy-1vEwCQ8/s1600-h/BALAIO.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338023671001146258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 143px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/ShR4PyimY5I/AAAAAAAAAIU/Hqy-1vEwCQ8/s400/BALAIO.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Aconteceu outro dia na Avenida Rio Branco a “Passeata dos sem namorado”, que reuniu cerca de 400 pessoas, de todos os credos, raças e idades. No discurso dos manifestantes, nota-se a ânsia por encontrar aquela delicada serenidade experimentada quando nos sentimos amorosamente ligados a outro individuo. Algumas amigas minhas “tacaram pedras” na manifestação: “coisa de gente que não tem o que fazer”, “o fim da picada”. Já eu não vejo problema no fato dessas pessoas terem se juntado e feito uma caminhada pelo centro da cidade em plena luz do dia. Ao menos se reuniram para dividir publicamente certa aflição que vejo presente aqui e acolá, no discurso de muitas mulheres e de alguns homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quaisquer que tenham sido as reais motivações para o surgimento daquela aglomeração - credulidade, falta do que fazer, pobreza de espírito, vontade de aparecer, ou genuína curtição – eu aprovo. Achei a idéia uma farra. Aprecio movimentos e manifestações, embora seja um pouco triste o cenário que os motiva a existir. Não estou "em busca de um namorado", e acho engraçado quando acontece de algumas pessoas se dirigirem à categoria dos “solteiros” como se tudo o que precisassem na vida fosse de um “par”. Não acho, no fundo, que a passeata seja por namorados(as). Talvez, um manifesto em prol dos relacionamentos. Amizade, para mim, é a espécie de relação mais importante de todas. Se tivéssemos hoje em dia, em lugar dessas “ficadas, rolos e pegações” a velha e boa amizade colorida.. Vejam que diferença! Na década de 60/70, usavam esta bela palavra, e ela ainda vinha seguida de “colorida”.. Hoje em dia... Cadê a amizade? Cadê colorida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo homens e mulheres se achando super contemporâneos quando na verdade o que fazem é seguir normas de um padrão que diz: tenho pavor de compromisso, tenho horror à relação, não se aproxime demais que eu te deleto! Gostaria de saber quando foi que a palavra compromisso deixou de significar afeto, cuidado com o outro, para significar apenas um manto de obrigações chatas e e cobranças. Compromisso a gente tem com quem a gente gosta, não apenas com marido e mulher, namorado e namorada. É sair um pouco de si e pensar: será que fui sincera(o) quando disse aquilo? Será que agindo assim estarei sendo mané? Relacionamento para mim é troca, é soma. Não tem simplesmente aquele sentido de "comecei um relacionamento". Portanto eu decreto, em alto e bom som, sem medo de ser piegas e deixando de lado a hipocrisia: Eu quero me relacionar! Eis meu manifesto singelo e individual, mas não menos barulhento. Claro, não é qualquer um ou qualquer uma que terá o privilégio da minha emoção. Para alguns, a amizade, para outros, um olhar de empatia, ou ainda minha reprovação. Mas não passo a vida indiferente. E acho que muito mais importante do que um(a) namorado(a) nessa vida é a gente não perder jamais o frescor de sair por aí sem eira nem beira, deliberando seja o que for em movimentos e caminhadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes, um namorado até atrapalha...Mas relação de verdade, nunca é demais. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-6439854661328078810?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/6439854661328078810/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=6439854661328078810' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/6439854661328078810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/6439854661328078810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2009/05/caminhando-e-cantando-relacionamento-ja.html' title='Caminhando e cantando: Relacionamento Já!'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/ShR4PyimY5I/AAAAAAAAAIU/Hqy-1vEwCQ8/s72-c/BALAIO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-693775652205304948</id><published>2009-05-17T17:09:00.000-07:00</published><updated>2009-05-17T17:21:19.355-07:00</updated><title type='text'>Revolução verdadeira é a que muda o coração</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/ShCpr8Ia0kI/AAAAAAAAAIM/ItJUD9p76po/s1600-h/coraÃ§ao+images.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336952130774946370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 105px; CURSOR: hand; HEIGHT: 120px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/ShCpr8Ia0kI/AAAAAAAAAIM/ItJUD9p76po/s400/cora%C3%A7ao+images.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Recomendo o filme: "Entre os muros da escola". A princípio, me pareceu não trazer grandes novidades. Cheguei a achar meio cansativo. Mas, vejam que surpresa, quando cheguei em casa, e já no caminho de volta da sala de cinema para o meu quarto, o filme surtiu bom efeito. Aparentemente chovendo no molhado, ele é sutil e delicado. Quebra estereótipos. O professor bem que tenta alcançar, se comunicar com os alunos, mas não consegue. Acho que devia ser exibido em todas as escolas e universidades. Repito uma frase linda de um forró cantado por um ex eterno amor meu: "Revolução verdadeira é a que muda o coração". Acho que a verdadeira revolução, se vier, virá pela educação. E qual o tipo de educação que nós queremos? Da minha parte, aquela que fala ao afeto e ao coração. Não dá para ficar defendendo um ensino que só fala do cateto da hipotenusa. Ensinar é conflitante, então é preciso abrir espaço para o conflito, acolher o conflito e aprender com ele. Ninguém tem a voz da verdade. Nem os alunos, nem o professor. É preciso muito mais humildade nesta Terra, para que a verdadeira aprendizagem possa florescer por aí.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-693775652205304948?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/693775652205304948/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=693775652205304948' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/693775652205304948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/693775652205304948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2009/05/revolucao-verdadeira-e-que-muda-o.html' title='Revolução verdadeira é a que muda o coração'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/ShCpr8Ia0kI/AAAAAAAAAIM/ItJUD9p76po/s72-c/cora%C3%A7ao+images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-5386075349878437908</id><published>2009-05-17T16:42:00.000-07:00</published><updated>2009-05-18T05:42:25.530-07:00</updated><title type='text'>Sobre sorrir e chorar</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/ShCjp88xM8I/AAAAAAAAAIE/llWMJ7XHtqY/s1600-h/ATgAAADX4EY7SPIVfMufALd9iBFVQL26GeHTbXsP4nUy1L2NvTw4QIWhg__yrFwEmww9i3pyYC3EVjo2eWAu7HeXmSVuAJtU9VDhq3VC4DZuMYDKX_Tvnw09frQxQA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336945499565011906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/ShCjp88xM8I/AAAAAAAAAIE/llWMJ7XHtqY/s400/ATgAAADX4EY7SPIVfMufALd9iBFVQL26GeHTbXsP4nUy1L2NvTw4QIWhg__yrFwEmww9i3pyYC3EVjo2eWAu7HeXmSVuAJtU9VDhq3VC4DZuMYDKX_Tvnw09frQxQA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tenho andado sumida, talvez porque ande mais ocupada com a vida do que com reflexões sobre a vida. Bom mesmo é se ocupar das duas coisas ao mesmo tempo: eis o meu atual desafio. Incrível que depois de ter caído, chorado, sofrido, pareço ter ficado mais bem humorada. Às vezes um sorriso brota do canto da minha boca, quando as situações me parecem as mais inusitadas. Um sorriso que vem de um fracasso, mas também, de uma ponta de esperança. E não é que li, na Revista de Domingo, uma frase da Marisa Orth, a atriz, dizendo: "As melhores piadas começam quando a maçaneta sai na mão. É quando a fé acaba que você começa a ficar engraçada". Concordo plenamente. O que seria do humor sem a tristeza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje consigo sorrir ao ver a dificuldade alheia, sem achar que ela é minha. Hoje consigo sorrir vendo minha própria dificuldade, e penso que um dia, terei outras, não mais essa(s). Experimento outras paixões. Me apaixono a cada dia. A vida é muito curta para ficarmos para sempre chorando. A propósito: a foto não tem relação direta com o post. Eu ia inserir outra, mas veio essa, então deixei o destino agir... e deixei, já que tem o dom da leveza e da graça.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-5386075349878437908?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/5386075349878437908/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=5386075349878437908' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/5386075349878437908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/5386075349878437908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2009/05/sobre-sorrir-e-chorar.html' title='Sobre sorrir e chorar'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/ShCjp88xM8I/AAAAAAAAAIE/llWMJ7XHtqY/s72-c/ATgAAADX4EY7SPIVfMufALd9iBFVQL26GeHTbXsP4nUy1L2NvTw4QIWhg__yrFwEmww9i3pyYC3EVjo2eWAu7HeXmSVuAJtU9VDhq3VC4DZuMYDKX_Tvnw09frQxQA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-6257193718504625528</id><published>2009-03-23T18:53:00.000-07:00</published><updated>2009-03-23T18:58:49.821-07:00</updated><title type='text'>Novas idéias</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/Scg-R1DcJuI/AAAAAAAAAHc/5p7_X-Pu_C0/s1600-h/cinema+novo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316567836131075810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 125px; CURSOR: hand; HEIGHT: 89px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/Scg-R1DcJuI/AAAAAAAAAHc/5p7_X-Pu_C0/s400/cinema+novo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Voltei, depois de longo tempo em silêncio... Bem, fui ver o filme indiano que ganhou o Oscar, “Quem quer ser um milionário”. Gostei, mas parece uma espécie de novelão. Nada daquilo é muita novidade para quem lê e ouve notícias sobre a guerra do tráfico e os forninhos das favelas, onde se queimam pessoas vivas, condenadas por um tribunal informal.. Tudo isso é muito trash, é um pesadelo do qual a gente sabe que tão cedo não vai acordar.. Vendo esse tipo de filme saio sempre do cinema com vontade de fazer alguma coisa, mas nunca sei bem o quê... Escrever? É alguma coisa, ao menos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou fazendo um curso de cinema brasileiro que simplesmente ando adorando. Vejo filmes do Cinema Novo e me encanto com aquela época de tanto engajamento, de tanta fé na transformação pela via estética, pela via política. No momento, escrevo morrendo de sono, mas cheia de fé e esperança que esses filmes, mesmo quando desesperançados, me fazem sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada dia mais, me interesso menos pelas opiniões das pessoas, do que pelas atitudes. Mesmo uma pessoa com uma visão de mundo aparentemente conservadora, pode ser mais aberta à transformação do que uma outra, que aparentemente concorde com tudo o que digo mas que lá no fundo permanece imutável e enrijecida nas suas crenças, e não move uma palha na direção de suas próprias palavras. Ando encantada com atitudes. E com idéias, claro, sempre idéias, que possam se transformar em ação. Se você tem um bom argumento, eu vou certamente parar para te ouvir. Talvez porque esteja também em companhia de um livro sobre o filósofo Sócrates, que adorava, antes de tudo, perguntar, desconstruir. Sabia que a “verdade” não estava nas mãos de ninguém. A “verdade” está sempre em construção e depende do que se observa, e do observador, e de tantas outras coisas... Por isso gosto de pessoas que duvidam, e que se abrem para o que pode vir a ser. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-6257193718504625528?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/6257193718504625528/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=6257193718504625528' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/6257193718504625528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/6257193718504625528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2009/03/novas-ideias.html' title='Novas idéias'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/Scg-R1DcJuI/AAAAAAAAAHc/5p7_X-Pu_C0/s72-c/cinema+novo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-5783672952614140416</id><published>2009-02-05T14:14:00.000-08:00</published><updated>2009-02-05T14:48:37.548-08:00</updated><title type='text'>Separar é preciso - parte II</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SYtqT3uqL2I/AAAAAAAAAHU/_Uyp4N5YH74/s1600-h/antibadluckmirror.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299446276141231970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 310px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SYtqT3uqL2I/AAAAAAAAAHU/_Uyp4N5YH74/s400/antibadluckmirror.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Alan, meu amigo leitor, sempre me insufla a escrever mais e mais com seus comentários... Vamos lá! Lendo o seu comentário no post anterior, caríssimo Hallan's, e relendo meu post anterior, deu vontade de voltar ao tema. A separação, no meu ponto de vista, é um "eterno retorno". A gente se separa para se aproximar, eis o paradoxo. A escrita, por exemplo, que cá embaixo eu digo ser uma tentativa de se separar do "todo" ... não deixa de ser, ao mesmo tempo, uma tentativa de aproximação, de compreensão, de formar um elo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de "cortar o cordão umbilical" não significa que vamos deixar de estar, pelo resto de nossas existências, inexoravelmente ligados aos nossos pais, antepassados, etc. Mas, imagina se não houvesse este corte, imagina se a gente andasse por aí sendo arrastado mundo afora pela barriga da nossa mãe... Seriamos um com ela, e não seriamos ninguém...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagina um mundo onde todos sofram as mesmas dores, com a mesma intensidade... Quem poderia ter força para levar a marcha adiante, apontar outros caminhos, ou mesmo dar alento aos que mais precisam? Penso mais ou menos por aí... Se você tem depressão e eu me afogo na sua depressão, como poderei te ajudar? A gente só pode ir ao encontro do outro se tivermos equilíbrio interno e serenidade para ajudar o outro, sendo um com ele, e permanecendo, ao mesmo tempo, inteiro. Isso em certa medida, é claro. Tem vezes que a gente realmente não quer e não deve e não consegue se separar de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que digo vale não apenas para o sofrimento, mas para tudo: chatice alheia, felicidade que vem dos outros... Por exemplo: chatice... Se a gente absorve a alheia, cadê tolerância para lidar com "a" "o" chata(o)? Pode ser apenas um momento chato... É uma diferença sutil, mas como uma vez bem observou meu amigo Fabrício: “o sutil pode ser muito... opressor”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-5783672952614140416?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/5783672952614140416/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=5783672952614140416' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/5783672952614140416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/5783672952614140416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2009/02/separar-e-preciso-parte-ii.html' title='Separar é preciso - parte II'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SYtqT3uqL2I/AAAAAAAAAHU/_Uyp4N5YH74/s72-c/antibadluckmirror.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-956112728315732933</id><published>2009-02-03T10:14:00.000-08:00</published><updated>2009-02-04T04:56:15.464-08:00</updated><title type='text'>Tempo doido</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SYiK_kdORHI/AAAAAAAAAHM/mHxVvYKHGHY/s1600-h/images+lua+dois.jpeg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298637786324026482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 140px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SYiK_kdORHI/AAAAAAAAAHM/mHxVvYKHGHY/s400/images+lua+dois.jpeg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Tempestade de neve em Londres, como não se vê há 18 anos. No Rio, o verão alterna um mormaço de céu cinzento com outro azul, sempre imprevisível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existem mais estações do ano, e a gente vai passando os dias com a impressão de que estamos sempre no mesmo momento. Na correria, a gente vai se consumindo sem prestar atenção na suscetibilidade do tempo. No máximo, paramos para reclamar: "nossa, que calor!" ou "humm.. é só chegar o final de semana que faz frio...!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que sou muito ligada ao clima. Dependendo do aspecto do dia, meu humor e minha sensibilidade se modificam. Em um dia de sol, sou feliz com muito mais facilidade... Por que somos assim? Talvez eu não tenha concluído direito aquela etapa da vida, lá na mais "tenra infância", em que a gente precisa se "separar do todo". Na vida, acho que a gente tem que aprender a se "separar" de várias formas dos outros. Se não, ficamos levando pra casa sentimentos que não são nossos, tristezas que não são nossas, cores cinzentas ou azuladas que não vem da gente para o mundo, e sim do mundo para a gente. Isso faz parte, claro: somos humanos, viemos da terra, nos afetamos por tudo. Mas a cada dia, alimento a crença de que precisamos buscar a paz interior, independente do mundo que nos cerca. Só assim, movidos por essa paz, poderemos conseguir – quem sabe? - alguma coisa melhor para o futuro, que é sempre um "agora". Eu só acredito na revolução alcançada por uma legião de pessoas que encontram a sua paz e a sua autonomia interior. A grande maioria, vive acorrentada: ao passado, ao tempo, ao clima, aos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li um livro interessante, do Osho, em que ele diz que precisamos esquecer o futuro para então nos despregarmos do passado e vivermos efetivamente o "agora". Gostei disso. O agora a gente vive sempre por um triz... Em geral estamos pensando no que vamos fazer quando sairmos do trabalho, quando chegarmos em casa, quando sairmos com os amigos, formos naquele aniversário, naquela festa... andamos conectados no amanhã, no final de semana, na semana que vem. E desta forma, as coisas vão passando e o passado fica engordando, pesando nas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes já me peguei escapando do "agora", seja porque ele está com aparência tediosa, seja porque me exige demais. O fato é que muitas vezes a gente foge para um futuro ou um passado como uma criança que fica imaginando seres fantásticos saindo de dentro do armário, em vez de abrir a porta e dar uma olhadinha atenta. Simples assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fugindo do presente, a gente complica tudo, torna tudo meio sonho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Experimentamos diversos partos ao longo da vida. Ao longo da vida, precisamos cortar o cordão que nos une ao tempo, aos outros, até mesmo para decidirmos, quando der vontade, nos unir novamente e buscar aconchego no útero da terra, no colo de tudo o que existe nesse mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já viu como é bom ficar olhando a lua e nos tornarmos, nós mesmos, a lua? Estagnados de pura admiração e deslumbramento, ficamos sem palavras, apenas sentindo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ator faz isso por profissão: em vez de se separar, ele se torna o outro. As palavras, desempenham papel contrário: muitas vezes, são formas da gente se separar das coisas. Ao nomear, estamos nos separando... Certamente é por isso que escrevo: para recortar algumas formas que tornam a vida menos absurda, mais palatável. Para modelar o caos. Separar é preciso. E tem momentos em que é preciso também o contrário: calar, totalizar, sermos todos um só. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-956112728315732933?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/956112728315732933/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=956112728315732933' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/956112728315732933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/956112728315732933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2009/02/tempo-doido.html' title='Tempo doido'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SYiK_kdORHI/AAAAAAAAAHM/mHxVvYKHGHY/s72-c/images+lua+dois.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-6017020072213850716</id><published>2009-01-13T05:36:00.000-08:00</published><updated>2009-01-13T08:10:32.908-08:00</updated><title type='text'>Você é o lugar onde você mora?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SWyaNdqUEzI/AAAAAAAAAGk/9ixLzWG2rjw/s1600-h/janela_p4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290773218344571698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 286px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SWyaNdqUEzI/AAAAAAAAAGk/9ixLzWG2rjw/s400/janela_p4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Continuando as divagações sobre as nossas paisagens (é bom começar lendo o post abaixo)... infelizmente tem gente que discrimina certos locais e pré-julga as pessoas simplesmente tomando por base o bairro onde elas moram. "Hum... patricinha(o)"; "Hum... suburbana(o)", etc, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem me chamado muita atenção hoje em dia a mentalidade estreita. Essa mentalidade não discrimina pessoas de nenhuma raça, credo ou região. Ela é democrática na forma de afetar os seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há como negar que uma parte de mim está intrinsecamente ligada aos contornos da Lagoa Rodrigo de Freitas, ao bronzeado de Copacabana, Ipanema, ao intelectualismo "fashion" dos cinéfilos que freqüentam os cinemas de Botafogo. Fui criada ali, tudo isso faz parte de mim. Minha alegria física e mental, e mesmo meu conceito de uma "vida feliz", estão impregnados dessas paisagens. Inevitável. Bicicletas correndo ciclovias, o vento batendo no rosto, a sensação de liberdade de tomar um chope no meio da rua, ainda de biquíni, a ansiedade de querer conferir as últimas novidades do cenário cultural. Essa ânsia, essa inquietação, são minhas. Sou eu. Cresci cercada de livros, fazendo viagens (grande parte delas, puramente mentais), sendo estimulada a querer procurar o que existe do "lado de lá". Gosto do lugar onde eu nasci e onde ainda respiro. Reconheço em mim o cheiro e as cores do local onde eu moro. Mas felizmente, esse lugar não me condena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja a paisagem externa "feia" ou "bonita", para mim o que conta mesmo é a paisagem que mora dentro da gente. E que embora, e sem dúvida, seja influenciada pelo local onde vivemos e pessoas com quem convivemos, não se nutre exclusivamente deles .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso não entendo, por exemplo, quem reprova o gosto por funk, techno, forró, clássica, samba ou blues em certo tom pejorativo. Ou quem não coloca os pés nas areias da Zona Sul, da Zona Oeste, ou não respira o ar da Zona Norte. Acho que o valor não está nas coisas. Mas na nossa capacidade de enxergar com amplitude, profundidade, e relativizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais paisagens você enxerga? É isso o que me interessa. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-6017020072213850716?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/6017020072213850716/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=6017020072213850716' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/6017020072213850716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/6017020072213850716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2009/01/voc-o-lugar-onde-voc-mora.html' title='Você é o lugar onde você mora?'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SWyaNdqUEzI/AAAAAAAAAGk/9ixLzWG2rjw/s72-c/janela_p4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-8907283494295223030</id><published>2009-01-13T05:27:00.000-08:00</published><updated>2009-01-13T05:56:55.547-08:00</updated><title type='text'>Da sua janela, você enxerga o quê?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SWydoyvxhuI/AAAAAAAAAG0/lc4i9GOJCXo/s1600-h/sou-feia-mas-to-na-moda-poster02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290776986395969250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SWydoyvxhuI/AAAAAAAAAG0/lc4i9GOJCXo/s320/sou-feia-mas-to-na-moda-poster02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SWydVUCmyiI/AAAAAAAAAGs/sS6ELi2jz84/s1600-h/sou-feia-mas-to-na-moda-poster02.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SWyY1Yyt-_I/AAAAAAAAAGc/J2M-MTI9B5o/s1600-h/5700_im_grande.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290771705209158642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 325px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SWyY1Yyt-_I/AAAAAAAAAGc/J2M-MTI9B5o/s400/5700_im_grande.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Já que estamos falando em mudar de paisagens... Ando pensando algumas "cositas.."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós somos nossa família, nossas vivências, nossos amigos. E também somos o lugar em que passamos a maior parte de nossas existências. Recentemente atentei para esta (aparentemente) evidente constatação. Uma vez ouvi falar que a Tati Quebra Barraco, autora de sucessos como "Fama de putona" e "Atoladinha", por mais que tenha faturado o suficiente para comprar um apê longe da Cidade de Deus, não larga sua comunidade natal por nada neste mundo. O meu interlocutor estava um pouco surpreso com a notícia que ele havia lido mas, sinceramente, a informação não me chocou nem um pouquinho. Eis que hoje, ao ter decidido escrever sobre o tema, preferi confirmar a informação e li a seguinte notícia no site "O Fuxico":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Prestes a completar 27 anos (...) talvez este seja o melhor aniversário comemorado por Tati Quebra-Barraco (...) Apesar de não deixar a comunidade natal, Tati Quebra-Barraco passa boa parte de seu tempo fazendo shows pelo Brasil"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a assessoria de imprensa da cantora, "os amigos da Tati já foram convidados e, para se ter uma idéia, serão 600 caixas de cerveja, que terão que ser geladas na piscina".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia, é senso comum pensar que dinheiro é sinônimo de mudança de apartamento, de bairro, de estilo de vida e se possível até de cidade. Pura arrogância. Nós somos também as ruas pelas quais passamos, as paisagens com as quais nos impregnamos, as raízes que criamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a paisagem que nos impregna não é lá essas coisas, isso poderia nos levar a pensar que o negócio é "sartar fora" assim que possível, para até mesmo nos tornarmos "seres humanos melhores". Mas beleza, minha gente, não é tudo. Vide o documentário "Sou feia mas tô na moda", que mapeia o funk carioca e cujo título é também o nome de um dos batidões da Tati. "Quem ama o feio, bonito lhe parece" já diz o ditado. Aceitar isso, e não se surpreender, é deixar de lado nossa arrogância e perceber que a felicidade não mora apenas nas areias de Ipanema; nos Cafés do Leblon ou ainda nos shoppings e lofts da Barra da Tijuca e afins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, a maior pobreza e feiúra de todas, a única que é inaceitável e que me faz ter vontade de passar a vida bem longe, é a pobreza espiritual. Eu penso que vivemos uma época em que impera a feiúra. Mas não é a feiúra da falta de dinheiro e ou da falta de locais chiques e bacanas que me incomoda. Me incomoda mais a feiúra dos horizontes estreitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam: a Tati pode querer passar a vida inteira na Cidade de Deus. Mas se a sua mente estiver conectada com o mundo, se a grana que ela ganha contribuir para que ela tenha outras referências, sonhe mais, aprecie outros estilos de vida e tenha a certeza de que sua comunidade NÃO é o centro do universo: OK!!. O dinheiro já terá cumprido algum papel importante na vida da Tati.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, quase tudo na vida é uma questão de relativizarmos: os nossos problemas, as nossas certezas, o nosso conceito de "beleza"; "pobreza"; "feiúra". Quando vivemos assim, ampliamos nossas mentes, conquistamos o mundo. Mesmo morando em pindamoiangaba. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-8907283494295223030?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/8907283494295223030/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=8907283494295223030' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/8907283494295223030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/8907283494295223030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2009/01/da-sua-janela-voc-enxerga-o-qu.html' title='Da sua janela, você enxerga o quê?'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SWydoyvxhuI/AAAAAAAAAG0/lc4i9GOJCXo/s72-c/sou-feia-mas-to-na-moda-poster02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-7226677382089277390</id><published>2009-01-07T08:38:00.000-08:00</published><updated>2009-01-07T09:21:40.065-08:00</updated><title type='text'>Ano Novo Vida Nova</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SWTbf5wcHCI/AAAAAAAAAGU/PIFfAk9WS-0/s1600-h/images.jpeg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288593203566222370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 124px; CURSOR: hand; HEIGHT: 124px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SWTbf5wcHCI/AAAAAAAAAGU/PIFfAk9WS-0/s400/images.jpeg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A sua vida precisa ser renovada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei um ano achando que estava construindo alguma coisa especial. A construção começou a se mostrar meio periclitante, uma espécie de edificação "balança mais não cai". Mas o fato é que caiu. E que bom que caiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu aprendi muito com esta queda. Acho que amadureci cerca de dez anos de vida. Pena que foi preciso gastar tanto material de construção, tantas palavras, e água e sal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, enfim. Descobri que estava tentando edificar algo em terreno arenoso, sujeito à abalos sísmicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa é verdade: se você não muda, não renova seus pensamentos, não transforma as suas atitudes, sua vida continua a mesma. Tenho aprendido que muitas vezes a verdadeira sabedoria consiste em aprendermos a dizer não. Eu sou partidária, quase sempre, do sim. “Sim, vamos tentar”. “Sim, por um mundo melhor”. “Sim, eu compreendo”. “Sim, pode ser uma boa”. Mas o “não” guarda poderes supremos, pode nos abrir novos caminhos. O “não” nem sempre é fracasso. Muitas vezes é defesa, proteção, e sabedoria. Na vida, precisamos dizer muitos “nãos” para que o “sim” tenha realmente sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejo a todos que estão desejando “Ano Novo Vida Nova” uma reciclagem total. Eu já separei bem o que desejo “jogar fora” e o que desejo transformar na minha vida. E você? Sabe para o que vai dizer não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para você talvez o aprendizado seja outro. Talvez para você o aprendizado consista em ser mais afirmativo. Fazer sinal de “ok”, sorrir e cantar para a vida. Não interessa. O importante é se questionar, e modificar realmente o que estiver fora do lugar (ou já muito formatado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei esse “processo” decidindo mudar minhas paisagens. Não agüento mais dar vazão ao meu lado “patricinha” e ficar indo a boates lotadas, travando diálogos (?) com seres vazios que não tem quase nada a acrescentar. São espécies de clones que se reproduzem em série. Sempre a mesma musculatura corporal e flacidez cerebral. Em uma mão seguram um copo e na outra, por vezes, um cigarro. Por mais que esses seres possuam apenas dois braços, como todos nós mortais, eles têm o poder de criar ainda outro braço, e outra mão (no caso das duas estarem ocupadas) para te segurar e te enlaçar pela cintura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como de patricinha eu guardo tão simplesmente certo gosto musical, decidi renovar o terreno por onde tenho andado, em todos os sentidos. Quero mais samba e menos choro. Mais choro e menos techno. Mais baião e menos balada. Quero mais amizade e menos afeto sem tempero e sem gosto verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você, já sabe o que vai querer? Está lançado o desafio. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-7226677382089277390?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/7226677382089277390/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=7226677382089277390' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/7226677382089277390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/7226677382089277390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2009/01/ano-novo-vida-nova.html' title='Ano Novo Vida Nova'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SWTbf5wcHCI/AAAAAAAAAGU/PIFfAk9WS-0/s72-c/images.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-6084467364917081040</id><published>2008-12-22T19:26:00.000-08:00</published><updated>2008-12-22T19:48:24.516-08:00</updated><title type='text'>La Isla Bonita</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SVBbLyrZDwI/AAAAAAAAAGE/f0IBjbt9YOA/s1600-h/150468.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5282822621046050562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 283px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SVBbLyrZDwI/AAAAAAAAAGE/f0IBjbt9YOA/s320/150468.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Gente boa, depois de longo tempo me movimentando na incomunicabilidade, eis que retorno ao meu querido Balaio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora com saudade, confesso que me fez bem este período em que estive desinteressada em me fazer compreensível. Estava de férias! Em um dos lugares mais paradisíacos do mundo. Uma ilha realmente muito, mas muito bonita. Depois vou colocar algumas fotos aqui para vocês verem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas minhas férias não serão o tema desde post de reestréia. Eis que chegamos ao final deste 2008. Para mim, foi um ano esquisitinho à bessa. Não vai deixar saudades. Mas foi um ano de grande aprendizado. Hoje posso dizer que sou uma pessoa melhor. Mais ciente do que eu quero para mim, do que desejo para você, do que eu aceito vindo de você, e do que eu não aceito, em hipótese alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciei este ano em uma outra ilha, olhando para o céu e pedindo que só me acompanhasse o que realmente fosse me fazer bem. E eis que findo o ano na companhia do que tenho de melhor: o meu próprio silêncio. E agora, mais do que nunca, me (re)encontro: só. A melhor noticia é que esta sensação começa a me deixar bastante feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero falar agora sabe de que?... Do show da Madonna, uma das coisas boas que me aconteceram este ano. Confesso que prefiro a Madonna de La Isla Bonita do que esta que aí se apresenta, super ultra mega hiper purpurinada vitaminada sarada e eletrônica. Mas... fazer o que? Vivemos hoje em um mundo de beats e aparências. O que realmente me chamou atenção no show foram as imagens do telão e todo o deslumbrante aparato tecnológico. Talvez até mais do que as músicas e coreografias. Eu preferia a Madonna daquela roupa estampada de bolinhas dançando Holiday e movimentando os bracinhos no ar. É verdade. Mas a Madonna de Sweet and Stick Tour continua tendo a sua graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não apenas pela forma física e pelo fôlego impressionantes, mas por tentar dizer alguma coisa para uma massa humana que, aonde ela vai, a acompanha. A Madonna se recusa a ser fake. Os anos se passaram, se passam, e ela não se torna uma decadente e desbotada cópia de si mesma. Ao contrário de tantos cantores que ficam repetindo os mesmos sucessos a vida toda, lamentando os tempos de outrora que os anos não trazem mais, a Madonna é do tempo presente: ela é viva. Ela afeta e é afetada pelo que vivemos hoje. E se o que vivemos hoje é menos emocionante, autêntico, simples e/ou ingênuo do que o que vivemos algumas décadas atrás, a música da Madonna reflete isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faster than the speeding light&lt;br /&gt;She's flying&lt;br /&gt;Trying to remember&lt;br /&gt;Where it all began&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu achei a platéia um pouco morna em alguns momentos, a expressão da Madonna um pouco triste em outros, mas também isso é super atual. Nada melhor do que encerrar este ano, neste mundo tomado por gente e notícias “fakes”, comentando um show desta loura morena ruiva heterohomobitranspanssexual que resiste em se enquadrar. Ela tinha tudo para ter virado uma caricatura de si mesma. Mas não virou. Foi muito bom ouvir de novo Boderline, agora em outro ritmo, e constatar que a música continua linda. Tudo à ver:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Something in the way you love me&lt;br /&gt;Won't let me be&lt;br /&gt;I don't want to be your prisoner so baby&lt;br /&gt;Won't you set me free&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi muito bom poder identificar, naquela Madonna de “ontem”, a atualidade que sempre esteve presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I want to be where the sun warms the sky&lt;br /&gt;When it's time for siesta you can watch them go by&lt;br /&gt;Beautiful faces no cares in this world&lt;br /&gt;Where a girl loves a boy, and a boy loves a girl&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto de férias desejando estar nesta La Isla Bonita. Mas não quero retornar aos tempos de outrora não! Fico torcendo para que, num futuro próximo, cada um redescubra dentro de si aquele pedacinho de terra where the sun warms the sky, when it’s time for siesta lalaialalaia.... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-6084467364917081040?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/6084467364917081040/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=6084467364917081040' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/6084467364917081040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/6084467364917081040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/12/la-isla-bonita.html' title='La Isla Bonita'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SVBbLyrZDwI/AAAAAAAAAGE/f0IBjbt9YOA/s72-c/150468.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-1164646840384480797</id><published>2008-10-12T17:53:00.001-07:00</published><updated>2008-10-14T04:43:28.587-07:00</updated><title type='text'>Mudando de estação: a humana natureza</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SPOQR5KVEZI/AAAAAAAAAF0/6jtTbiov73I/s1600-h/estacao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256703827147821458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SPOQR5KVEZI/AAAAAAAAAF0/6jtTbiov73I/s320/estacao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Entre as coisas bonitas que ouvi nos últimos tempos, destaco a observação de que cada etapa da vida poderia ser comparada a uma das estações do ano. A infância, com todas as suas cores e descobertas, seria a primavera. A juventude, com a explosão de energia e de força, seria o verão. A maturidade alcançada na vida adulta seguiria pelo outono até chegar ao inverno, tempo em que a gente precisa se abrigar no outro, em tudo o que construímos, e buscar amparo no que nos cerca para preservar o calor. A princípio, isso pode parecer comercial piegas de tevê ou mensagem dessas manjadas, que a gente recebe pela internet. Mas esta aproximação da vida com as estações me fez pensar em algumas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, todos envelhecem. E todos precisarão da mão de quem está ao lado para, talvez, atravessar uma rua, subir em um ônibus, enfim, seguir em frente. Interessante é que, quando aprendemos a andar com nossos próprios pés, encontramos nessa suposta “auto-suficiência”, a nossa força. Alguns acreditam tanto nessa “auto-suficiência”, que se tornam extremamente individualistas. Mas assim como acontece lá no começo, com os bebês, a passagem do tempo torna a nos defrontar com a necessidade da mão do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam: a perfeição da existência faz com que todos, um dia, tenham que se curvar aos outros, e ao tempo. E voltar a sentir na própria pele a majestade de tudo o que nos rodeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudando agora apenas um pouco “de estação”, em tempos de eleição (ainda que tão desgastada eleição) é mais do que tempo de pensar nesses nossos "outros", que andam por aí e às vezes a gente nem repara. A julgar por esta reflexão, os valores do individualismo não são compatíveis com a nossa própria humana natureza.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-1164646840384480797?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/1164646840384480797/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=1164646840384480797' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/1164646840384480797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/1164646840384480797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/10/mudando-de-estao-humana-natureza.html' title='Mudando de estação: a humana natureza'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SPOQR5KVEZI/AAAAAAAAAF0/6jtTbiov73I/s72-c/estacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-436600013756249947</id><published>2008-10-08T07:44:00.000-07:00</published><updated>2008-10-08T07:52:54.115-07:00</updated><title type='text'>Intimidade Indecente</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SOzH8f0wMCI/AAAAAAAAAFc/61KJzZgiWEw/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254794707383365666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SOzH8f0wMCI/AAAAAAAAAFc/61KJzZgiWEw/s320/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A revolução sexual deixou as mulheres, sem dúvida, em situação muito mais confortável do que nos tempos de vovó mocinha. É muito bom saber que hoje em dia estamos em pé de igualdade com os homens quando o tema é sexo. Não há mais tabus, sutiãs e calcinhas para serem queimadas em praça pública. A Rainha está nua. No entanto... acho que tem mulher aí ficando com a auto-estima no pé por não saber usufruir de toda essa "liberdade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem me taxar de retrógrada, conservadora, fora de moda (mané não.. rs). Mas é a verdade. Nem toda mulher, eu diria que talvez a minoria das mulheres, está preparada para agir "igual a homem" quando busca satisfazer seu desejo sexual. Até porque, não é igual. Nesses casos, se aplica a música dos Titãs: "Desejo, necessidade, vontade... a gente não quer só comer, a gente quer comer e quer fazer amor". Mesmo a mais prática, contemporânea e pós-moderna das mulheres acaba esperando algo mais do que um orgasmo quando vai para a cama com um cara. Ainda que seja uma ligação no dia seguinte dizendo o quanto ela é linda, especial, e espetacular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando isso não acontece? Bem, quando não acontece, considerável fatia do público feminino fica se sentindo meio mal, com vontade de devorar dez barras de chocolate, procurando mergulhar no trabalho ou se enfurnar na academia. Tem aquelas que se convencem de que não é nem um pouco importante o cara ligar. Afinal, também nós podemos ter o gosto de dizer o quanto eles foram e são lindos, másculos e pimpões (hahaha, adoro esta palavra , tão velhinha...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas vão além. Não sabendo lidar com a ausência de carinho daqueles que não são seus maridos ou namorados (que talvez não sejam nada além de meros des-conhecidos) vão ficando neuróticas, impregnam o homem de mensagens, torpedos, sinais de fumaça. E acabam se sentindo incapazes de se relacionar. Existem ainda outras, que simplesmente “diversificam o foco”, entram em uma roda viva de transas e mais transas e, em vez de prazer, experimentam uma terrível sarjeta. Fossa total. Tem ainda muitas outras, claro. E eu me incluo nessas muitas outras. Rsrs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulheres são muito misteriosas. Por isso mesmo, acho eu, temos que respeitar esse nosso mistério. Sexo é muito bom, mas antes de tudo é uma intimidade muito grande que nós, mulheres, dividimos com uma pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intimidade, para ser boa de verdade, tem que ser conquistada. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-436600013756249947?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/436600013756249947/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=436600013756249947' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/436600013756249947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/436600013756249947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/10/intimidade-indecente.html' title='Intimidade Indecente'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SOzH8f0wMCI/AAAAAAAAAFc/61KJzZgiWEw/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-4475851887502167345</id><published>2008-10-08T07:32:00.000-07:00</published><updated>2008-10-08T07:37:51.394-07:00</updated><title type='text'>Metáforas à La Lula-Lá sobre o arrependimento</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SOzFusfV70I/AAAAAAAAAFU/rcwd9HWKAuc/s1600-h/rosa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254792271241801538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SOzFusfV70I/AAAAAAAAAFU/rcwd9HWKAuc/s320/rosa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Atualmente ando fazendo umas metáforas bem ao estilo do nosso Lula. Imagina aquela pessoa que te arranca o braço e em seguida pede a sua mão? Ou alguém que te despeja uma hostilidade do porte de um elefante e, em seguida, vem com um amendoinzinho dizendo que é o arrependimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedido de perdão não faz o tempo voltar atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para certas dores, não adiantam palavras, reconhecimentos tardios. Só mesmo o tempo. Certas feridas só cicatrizam no escuro, no silêncio, e na solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes memórias ruins somem com as cinzas. Às vezes não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine o que restou da cidade após a explosão da bomba de Hiroshima... Depois da reconstrução, será que a dor se extinguiu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu perdôo a humanidade, da qual faço parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que para evoluirmos precisamos errar, sentir a dor dos outros, e sobretudo as nossas, provocadas por nossa própria limitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cara que soltou a bomba no Japão, para sentir o perdão de cada uma das vítimas e de suas famílias teria que, antes, verdadeiramente, arrepender-se. E perdoar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreu louco. Ou já era louco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À cada um, cabe o peso sentido de seus próprios gestos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-4475851887502167345?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/4475851887502167345/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=4475851887502167345' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/4475851887502167345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/4475851887502167345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/10/metforas-la-lula-l-sobre-o.html' title='Metáforas à La Lula-Lá sobre o arrependimento'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SOzFusfV70I/AAAAAAAAAFU/rcwd9HWKAuc/s72-c/rosa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-4425576250568809550</id><published>2008-09-29T11:38:00.000-07:00</published><updated>2008-09-29T11:44:57.485-07:00</updated><title type='text'>Pelo caminho</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SOEhmKl_Q6I/AAAAAAAAAFM/bTMMmMzibWY/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251515580053144482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SOEhmKl_Q6I/AAAAAAAAAFM/bTMMmMzibWY/s320/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Talvez tão triste quanto a dor da morte seja a dor de uma idéia que decidimos deixar de lado, ou de um ideal no qual deixamos de acreditar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixar para traz sonhos e planos, que por tanto tempo guiaram nossas vidas, faz a gente sentir um vazio e uma tristeza inigualáveis. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas às vezes é preciso. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-4425576250568809550?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/4425576250568809550/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=4425576250568809550' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/4425576250568809550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/4425576250568809550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/09/pelo-caminho.html' title='Pelo caminho'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SOEhmKl_Q6I/AAAAAAAAAFM/bTMMmMzibWY/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-2311555994085653364</id><published>2008-09-26T10:10:00.000-07:00</published><updated>2008-09-26T10:17:13.372-07:00</updated><title type='text'>Desculpa mas... eu te conheço?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SN0X_Z_e6PI/AAAAAAAAAE8/uh6GH14fv0A/s1600-h/michael_jackson_thriller_25.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5250379118660217074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SN0X_Z_e6PI/AAAAAAAAAE8/uh6GH14fv0A/s320/michael_jackson_thriller_25.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu comigo, deve acontecer com você: como diz a letra de um conhecido pagode, a gente "se apaixona pela pessoa errada". Será que a gente se relaciona mesmo com a pessoa real ou com a imaginada? Qual a porcentagem de realidade e de fantasia que existe nos nossos relacionamentos? E na nossa vida? Já parou para pensar nisso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é novidade: a gente gosta em parte do que a pessoa é, e em parte do que ela poderia ser. Ao menos comigo é assim. Quando decidimos iniciar uma relação, vem junto um pacotinho cheio de promessas e possibilidades. Aos poucos, pode ser que parte deste "pacote" tenha seu prazo de validade "vencido"; parte se revele propaganda enganosa; e parte permaneça a cada dia mais apaixonante. Pode acontecer apenas algum(ns) desses intens. Ou todos eles juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande questão é quando insistimos em buscar na pessoa real a pessoa imaginada. Com se fossemos um consumidor que, sentindo-se lesado diante do "produto", em vez de devolvê-lo, trocá-lo ou simplesmente aceitá-lo como ele é, ficamos tentando implementar ajustes. No caso de uma relação, que nada tem a ver com uma compra (graças a Deus!), as adaptações são necessárias. Eu diria imprescindíveis. Mas tudo tem um limite. E é preciso que cada um respeite o seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso saber o momento certo de disparar em direção ao outro a libertadora pergunta: "Desculpa mas... eu te conheço?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que isso vale para todas as relações, inclusive, as de amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ocorre, com alguma frequência, é que as pessoas têm dificuldade de identificar seus próprios limites. Ou acreditam que chegou ao limite muito precocemente, sem querer saber de "ajustes" ou, ao contrário, ficam obstinadas em seguir um caminho que há tempos vem se revelando cheio de furos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem muita gente achando que ama quando, na verdade, está é agarrado a uma crença, construída em tempos remotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábios são aqueles casais que a gente olha e pensa "puxa, como se gostam"... Talvez apenas tenham aprendido a apreciar o movimento, a mudança, e a reverenciar a estranheza alheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceitar que algumas pessoas não são aquilo que imaginávamos e buscávamos é um grande aprendizado. Simples assim. Nem por isso elas são melhores ou piores. Imagina: se nossos próprios "eus" são tão imprevisíveis aos nossos olhos, o que dizer dos outros?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Cabe a cada um decidir até onde vale abrigar na própria vida a presença desses adoráveis estranhos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-2311555994085653364?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/2311555994085653364/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=2311555994085653364' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/2311555994085653364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/2311555994085653364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/09/desculpa-mas-eu-te-conheo.html' title='Desculpa mas... eu te conheço?'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SN0X_Z_e6PI/AAAAAAAAAE8/uh6GH14fv0A/s72-c/michael_jackson_thriller_25.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-4523179719092730199</id><published>2008-09-21T16:18:00.000-07:00</published><updated>2008-09-22T07:05:29.373-07:00</updated><title type='text'>Relações sem compromisso e a dança do quadrado</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SNbjebQ6wgI/AAAAAAAAAEk/z5qmNUlaq6I/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248632527601189378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SNbjebQ6wgI/AAAAAAAAAEk/z5qmNUlaq6I/s320/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Entregar-se ao sentimento é como andar em um vendaval: a gente dá dois passos para frente, três para trás, dois para frente... mas o fato é que a gente caminha, sente o ar batendo no rosto e enchendo nossos pulmões. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Noto que hoje em dia tem muita gente iniciando relações onde já está preestabelecido que o bacana é não se entregar ao sentimento. O bacana é apenas "curtir o momento" (leia-se: sair, transar, rir, trocar algumas palavras de carinho) e se manter distante de qualquer coisa que lembre "compromisso". Não querer compromisso é um "sintoma" manifestado por muitos integrantes da minha geração, e das gerações mais novas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É como se cada um vivesse girando em torno de si próprio (cada um no seu"quadrado", como naquele vídeo do YouTube que subitamente se parece tão metafórico).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Entregar-se ao sentimento está meio fora de moda, talvez porque modifique a gente de verdade, derrubando nossas certezas, desestabilizando nossas rotinas. Amar, então, dá o maior trabalho. Melhor evitar. Para alguns chega a ser meio aterrorizante, sempre tão misterioso. Amar exige que a gente saia um pouco do nosso universo (do nosso "quadrado"), ultrapasse nossos limites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que na geração hippie era chamado "amizade colorida" se degenerou no que hoje o pessoal chama de "rolo". Hoje as pessoas "ficam", "pegam" (esse verbo ilustra bem o tipo de relação em voga). Do termo cunhado para caracterizar o amor livre, parece ter ido embora a "amizade" e ficado só essa coisa meio colorida, meio desbotada, que não ata nem desata. Alegrias provisórias, satisfações instantâneas. Por vezes essas relações são o começo de um caminho. Ou uma experiência interessante. Quem sabe uma divertida forma de exercício da sexualidade. A "coisa" começa a ficar complicada quando se começa a viver mais de uma relação desse tipo ao mesmo tempo. É como querer ver dois ou três filmes de uma só vez. Confunde a cabeça e, no final, fica aquela sensação de indistinção: não se sabe se determinada cena foi de uma ou de outra história. Quem falou mesmo aquilo? O personagem "A" ou "B"? E cadê o sentido de tudo, da experiência vivida? Foi pro espaço. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sinceramente, não gosto de nada que faça eu me sentir pela metade. Para entrar em qualquer tipo de relação que seja, gosto de me comprometer (o que para mim significa estar inteira, deixar fluir naturalmente o sentimento) e me lançar de verdade. Bom mesmo é voar sem ter o destino traçado. Não quero delimitar onde está o teto. Só assim, tudo (ou nada) pode acontecer. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-4523179719092730199?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/4523179719092730199/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=4523179719092730199' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/4523179719092730199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/4523179719092730199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/09/relaes-sem-compromisso-e-dana-do.html' title='Relações sem compromisso e a dança do quadrado'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SNbjebQ6wgI/AAAAAAAAAEk/z5qmNUlaq6I/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-1943170153164025736</id><published>2008-09-16T10:58:00.000-07:00</published><updated>2008-09-16T11:18:06.459-07:00</updated><title type='text'>O malandro e o mané</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SM_2XazM_EI/AAAAAAAAAEc/23Y8xmmAOso/s1600-h/34863_82.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246682973101423682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SM_2XazM_EI/AAAAAAAAAEc/23Y8xmmAOso/s320/34863_82.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nunca escrevi tanto sobre um tema aqui neste blog. Mas sinto que ele tem apelo junto ao enorme público. rs. Devido às inúmeras interpretações despertadas pela palavra "mané" (e os comentários do post abaixo são testemunhos disso), vou tentar delimitar ainda mais o foco para deixar bem claro a espécie à qual eu estava me referindo. Mané, sem dúvida, tem diversas variantes, e o sentido da palavra vai se desgastando com o uso. Ficou realmente banal, sinônimo de "chato", como bem observou um amigo meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu diria mais. Mané virou também sinônimo daquele ser humano meio nerd; meio prego; meio “bobo chato feio”; ou ainda, meio sem noção. Mané também é usado com sinônimo de “otário”, “fora de moda” (pois é, essa expressão já tá fora de moda...), ultrapassado. Importante ressaltar que esta última definição é disseminada, exatamente, pelos mais autênticos da espécie mané, por esses aos quais eu prestei a homenagem (e que acham que definem o que está 'na moda'). Neste caso, a definição é pura “intriga da oposição”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insatisfeitos com a palavra que tão bem se aplica aos seus comportamentos, esses seres decidiram lançar sobre os outros a sua maldição. Mas não cola não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mané do qual eu falava, o manezão mesmo... o que ele guarda de específico em relação aos demais é o fato de não nutrir qualquer espécie de sentido de... gentileza, de consideração em relação ao próximo. O verdadeiro mané, símbolo maior de nosso século XXI, é antes de tudo um individualista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O malandro de ontem talvez tenha se tornado o mané de hoje. Mas acontece que o malandro de ontem (que ainda existe por aí) é cheio da ginga, é aquele conquistador que não esconde o fato de ser um conquistador. É aquele cara que, dentro da sua malandragem, joga limpo. Digamos que na fila do banco ele cederia o lugar para a velhinha, (quem sabe para o velhinho), para a grávida ou para a moça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O malandro de ontem é, antes de tudo, um amante das mulheres. Em situações de conflito, ele daria um jeito de sair ileso (mas torcendo muito para não prejudicar ninguém).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mané de hoje, ao contrário, é antes de tudo um amante de si mesmo. Se você for investigar a vida dele, notará que não se dá bem com o sexo feminino (a começar com a mãe, a irmã ou a avó). Podendo salvar a própria pele, ele salva. E não quer nem saber o que aconteceu com a “sociedade” à sua volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que tá aí a diferença. Eu proponho a volta do malandro!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A volta do malandro&lt;br /&gt;(Chico Buarque)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Eis o malandro na praça outra vez&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Caminhando na ponta dos pés&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como quem pisa nos corações&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que rolaram nos cabarés&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Entre deusas e bofetões&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Entre dados e coronéis&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Entre parangolés e patrões&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O malandro anda assim de viés&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Deixa balançar a maré&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E a poeira assentar no chão&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Deixa a praça virar um salão &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que o malandro é o barão da ralé&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-1943170153164025736?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/1943170153164025736/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=1943170153164025736' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/1943170153164025736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/1943170153164025736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/09/o-malandro-e-o-man.html' title='O malandro e o mané'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SM_2XazM_EI/AAAAAAAAAEc/23Y8xmmAOso/s72-c/34863_82.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-6623682998290728233</id><published>2008-09-12T05:49:00.000-07:00</published><updated>2008-09-12T06:04:20.945-07:00</updated><title type='text'>Ser ou não ser... mané</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SMpoiCNKVdI/AAAAAAAAAEU/vH6237XyYaw/s1600-h/ser+ounao+ser.jpeg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245119649943279058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SMpoiCNKVdI/AAAAAAAAAEU/vH6237XyYaw/s320/ser+ounao+ser.jpeg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mané. Não existe melhor palavra para definir certa espécie de gente que não hesita em ser rude e individualista quando se sente ameaçada. Ou mesmo quando não sente nada. Afinal, em geral o mané não sente muitas coisas não. A sua sensibilidade não costuma ser muito apurada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que é ser realmente "mané"? Esse adjetivo, tão pequenininho e sonoro, cai como uma luva na caracterização desses seres que se proliferam por aí, e que por isso merecem esta justa "homenagem".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente tenho ouvido falar muito sobre eles. Não tem sexo, idade, cor, raça ou classe social que não sofra a interferência ou não perceba a disseminação de manés em solo nacional (talvez a maior concentração esteja no Rio de Janeiro, mas isso aí já é um "chute meu", bastante questionável). Não que manés não existissem antes, nos tempos de vovó e de mamãe. A diferença é que naqueles tempos um mané costumava ter vergonha de ser mané (o que nos leva a crer que não haviam verdadeiros espécimes em cena). Mas hoje em dia algo parece estar se modificado, e acredito que eles estejam até mesmo na moda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mané talvez seja a grande figura do século XXI. Mané para valer é aquele que não tenta disfarçar essa condição. Pelo contrário: ele não está nem aí para disfarces. Simplesmente é e ponto. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ser mané traz algumas vantagens: sobretudo o fato de que a vida fica muito mais simples, já que não há quase com o que se preocupar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mané pode ser homem ou mulher, e se manifesta com maior riqueza de sintomas em situações de conflito (como por exemplo no trânsito, na fila do banco, em momentos de cortes na empresa, ou desgaste no relacionamento). Em suma: o mané se revela de verdade em situações nas quais seu caráter é posto em questão. Mas é preciso frisar que mané que se preze não liga para esse negócio de caráter. Ele tampouco é um "mau caráter" (talvez tenha preguiça). O mané é mais ingênuo. Simplesmente vai vivendo... Não tem o propósito de prejudicar ninguém. Contanto que não o prejudiquem. E se prejudicar também... aconteceu. Fazer o que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você já lembrou de alguém com esse perfil, continue comigo. Vou tentar desenvolver a minha definição do termo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mané acha que está "abafando", "abalando geral" justamente nos momentos em que é mais baixo e vil. O mané se orgulha de feitos dos quais deveria se envergonhar. E se envergonha de atitudes e sentimentos nobres (que porventura possa ter experimentado) os quais deveria respeitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mané nunca ama e se entrega a ninguém, porque isso seria coisa de "otário". E quando ama e não se sente retribuído "à altura", pode vir a se sentir um "idiota". E lamentar ter "amado". E o mané ama? Não. O mané calcula e cobra cada centavo de dedicação que devota a alguém, porque em geral tem baixa capacidade de doação. Não percebe que gostar vale por si mesmo, que amar aquece a alma e amplia o espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mané só entende a vida em termos de "pede e ganha". Se alguma situação ou pessoa não dá "lucro", ele simplesmente chuta tudo pelos ares e desdenha o que deixou para trás. Ele vive apenas o tempo presente na plenitude de toda manezice. Não aprofunda sentimentos de apreço, ou de gratidão. Não valoriza passado nem futuro. Vai vivendo a vida como quem vai ao shopping sem a menor intenção de comprar, como quem vai à festa sem intenção de comemorar, ou quem sai com amigos sem vontade de conversar. Simplesmente segue na sua trilha, fazendo o que lhe dá na cuca. Pensando bem... mané não costuma ter cuca (palavra tão simpática, que remete aos bichos-grilos, tão mais poéticos). Mané tem cabeça para usar boné, gel, topete, ou para decidir se avança ou recua, se omite ou compactua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que tenho falado das "nights", vamos definir essa subespécie "mané noturna". Dizem por aí que ele(a) não tem pudor em ignorar torpedo, email, ligação ou sinal de fumaça. Responde quando dá na telha. Se não dá também, pra que responder? Antropólogos dizem que esse comportamento é mais comum em macho do que em fêmea. Mas não há regras (a proporção tende ao equilíbrio). Outro dado é que o mané pode passar dias, até meses, ou anos, ignorando manifestações de carinho e amizade do sexo oposto. Sua cara de pau (outra característica marcante) permite que, ainda assim, ele acione o caderninho de telefone se por acaso vir a lembrar da figura que tanta indiferença inspirou. Prepare-se: ele pode a qualquer momento te ligar. Sobretudo naqueles momentos em que você não está mais ligando a mínima. Mané ressurge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mané, não interessa muito nenhum desses assuntos sobre os quais estou escrevendo, até porque ele não se interessa muito por quase nenhum assunto. Gosta mesmo é de rir um pouco sobre quase todas as coisas. E isso basta. O mané quer o que o apraz no momento (e isso se modifica com muita facilidade e velocidade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das melhores definições para essa espécie é que ela não tem auto-crítica. Mané que é mané sofre de uma espécie de cegueira que não permite vir à tona a percepção do quanto foram (ou são) estúpidos (manés) com os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa que me parece importante lembrar é que todos nós podemos ter momentos "manés". Mas se não formos "manés" autênticos ficamos propensos a corrigir a rota, mudar o rumo e retornar à condição humana, sujeita a erros e desejosa de acertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, os "não manés" por natureza, nos arrependemos e pedimos perdão. Olhamos nos olhos, reconhecendo eventuais "tropeços", e crescemos com a "manezice". Mas mané que se preze, não! O tempo os torna, ao contrário, a cada dia mais e mais... manés. Você já viu por aí um verdadeiro mané arrependido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mané é meio ressentido, desconfiado. Deve ter problemas sérios de infância. Ou simplesmente pegou gosto pela coisa, já que faz tanto sucesso e conta com boa fatia de público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como acontece na natureza, a existência da espécie "mané" parece ter sua razão de ser na cadeia reprodutiva humana. Eles parecem existir para que os demais se tornem mais sagazes e espertos. Para que os demais se enobreçam, se amem e se multipliquem ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com muito mais senso de urgência e felicidade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-6623682998290728233?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/6623682998290728233/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=6623682998290728233' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/6623682998290728233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/6623682998290728233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/09/ser-ou-no-ser-man.html' title='Ser ou não ser... mané'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SMpoiCNKVdI/AAAAAAAAAEU/vH6237XyYaw/s72-c/ser+ounao+ser.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-7243390701335137386</id><published>2008-08-31T18:32:00.000-07:00</published><updated>2008-08-31T19:48:12.505-07:00</updated><title type='text'>Domingo de Chuva</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SLtTKflBraI/AAAAAAAAAEM/e_CAPgDoFAo/s1600-h/espelho.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240874031116299682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SLtTKflBraI/AAAAAAAAAEM/e_CAPgDoFAo/s320/espelho.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nada como um domingo de chuva para nos reencontrarmos com nós mesmos. Às vezes, ao longo do dia, a gente se perde da gente. Comigo, acontece com alguma frequência. O tempo de desencontro é que varia, de acordo com a paz interior que levo no momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já me perdi de mim entre um telefonema e outro, um email e outro, um afazer e outro. Já me deixei em algum lugar do passado para retornar, tempos depois, e dar as mãos a mim mesma. Ao contrário, também já topei comigo em algum lugar do futuro, completamente perdida, com a sensação de ter chegado antes, quando ninguém ainda estava lá. Ou de ter chegado depois, quando todos já tinham ido embora. Nessas horas, o melhor que temos a fazer é nos encararmos de frente, como quem diz "Então você está aí? Não me faça esta cara! Volta aqui, vamos em frente! E juntas dessa vez, ok? Não descole do meu lado!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que passa a vida evitando encontrar-se consigo mesmo. No caso de algumas pessoas, o esporte predileto chega a ser o oposto: uma espécie de pique-esconde eterno e profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhar para o nosso rosto, aquele mais recôndido, exige coragem. O rosto que exibimos aos outros, este, está quase sempre igual. O cabelo muda, e também o tom da pele, dependendo do clima. Mas e o outro rosto, aquele que a gente não enxerga no espelho? Esse, a gente tem que se empenhar para enxergar, acolher, aceitar. Com carinho, entrega, coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem horas que é melhor deixar esse nosso rosto ali mesmo, escondido da gente. Mas se a demora for grande para fazer o "resgate", cuidado: o momento do reencontro pode ser fatal. Pode acontecer de você não se reconhecer mais naquele rosto esquecido. E fazer de conta que &lt;/div&gt;&lt;div&gt;nem é com você... As consequências disso, boas ou más, só mesmo cada um experimentando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes a gente foge da solidão, mas o mais importante na vida é o encontro com ela, ou melhor, com a gente. A solidão é o momento desse eterno reencontro com o que somos, com o que vamos sendo, com o que seremos. Por isso, por vezes tão temida, a solidão é, na verdade, tão preciosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste domingo eu amei ficar comigo, o dia inteiro, fazendo simplesmente o que tive vontade, na hora em que tive vontade, pensando e ouvindo e lendo e escrevendo o que dava vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a gente encara de frente a nossa própria solidão, nunca estaremos sozinhos. Pode parecer óbvio isso, mas é uma obviedade tão boa de sentir e de lembrar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é que no meio desta tarde tão gostosa eu ouço, no rádio, na voz da Maria Bethânia, uma música linda, que há tempos eu não ouvia. Reproduzo aqui para vocês ... &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E recomendo ouvir, na voz da Bethânia e também do Almir Sater.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando devagar porque já tive pressa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Levo esse sorriso porque já chorei demais&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só levo a certeza de que muito pouco eu sei&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu nada sei&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Conhecer as manhas e as manhãs&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O sabor das massas e das maçãs&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É preciso amor pra poder pulsar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É preciso paz pra poder sorrir&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É preciso a chuva para florir&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Penso que cumprir a vida seja simplesmente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Compreender a marcha e ir tocando em frente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como um velho boiadeiro levando a boiada&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estrada eu sou&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Conhecer as manhas e as manhãs&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O sabor das massas e das maçãs&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É preciso amor pra poder pulsar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É preciso paz pra poder sorrir&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É preciso a chuva para florir&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Todo mundo ama um dia &lt;/div&gt;&lt;div&gt;todo mundo chora&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um dia a gente chega, e no outro vai embora&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cada um de nós compõe a sua história&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cada ser em si carrega o dom de ser capaz&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E ser feliz&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(Tocando em Frente - Almir Sater)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quem desejar ouvir...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://letras.terra.com.br/almir-sater/44082/"&gt;http://letras.terra.com.br/almir-sater/44082/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-7243390701335137386?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/7243390701335137386/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=7243390701335137386' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/7243390701335137386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/7243390701335137386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/08/domingo-de-chuva.html' title='Domingo de Chuva'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SLtTKflBraI/AAAAAAAAAEM/e_CAPgDoFAo/s72-c/espelho.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-7027030861217789366</id><published>2008-08-28T10:56:00.000-07:00</published><updated>2008-08-28T11:00:30.521-07:00</updated><title type='text'>Homenagem a Pierrot</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SLbneXr11II/AAAAAAAAAEE/Fp7ypKrJi4M/s1600-h/pierrot.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239629725432140930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SLbneXr11II/AAAAAAAAAEE/Fp7ypKrJi4M/s320/pierrot.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Já que falei nele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pierrot é um personagem da Commedia Dell’Arte, apaixonado pela Colombina, mas não é correspondido. Representa a idealização do amor. É um sonhador, tradicionalmente retratado com uma lágrima escorrendo pelo rosto e vestindo blusa e calças bufantes brancas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-7027030861217789366?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/7027030861217789366/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=7027030861217789366' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/7027030861217789366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/7027030861217789366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/08/homenagem-pierrot.html' title='Homenagem a Pierrot'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SLbneXr11II/AAAAAAAAAEE/Fp7ypKrJi4M/s72-c/pierrot.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-1832650583810182275</id><published>2008-08-28T09:55:00.000-07:00</published><updated>2008-08-28T11:02:25.782-07:00</updated><title type='text'>Aproximação</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SLbcVOpC87I/AAAAAAAAADk/EH2rQk7WjXg/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239617473757770674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SLbcVOpC87I/AAAAAAAAADk/EH2rQk7WjXg/s320/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;br /&gt;"(...) a aproximação, do que quer que seja, se faz gradual e penosamente - atravessando inclusive o oposto daquilo de que se vai aproximar"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Adoro esta frase da Clarice. Acho tão especial. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As melhores descobertas são aquelas que se fazem aos poucos. As melhores amizades, se tornam sólidas aos poucos. Os melhores amores. Os melhores dias. E a felicidade não teria a menor graça se não tivesse havido, em algum momento, a busca da felicidade. E a sensação de que também ela é tão passageira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente cresce com o sofrimento. Quem fica rindo o tempo todo é palhaço de circo, e palhaço sem graça. Porque o Pierrot tem uma lágrima. E até mesmo o bom palhaço de circo tem muito de trágico. Eu sempre gostei do Pierrot. Nunca gostei de pessoas que se mostram apenas fortes. Eu gosto é de ver onde cada pessoa se esconde. Onde cada um é criança com medo do escuro. É aí que mora o mistério de cada um de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A gente se apega, sobretudo os que têm a lua no signo de Touro. A gente se apega às coisas da vida. Mas é preciso se desapegar, deixar ir embora... Deixar vir, e ir, vir, e ir... Igual às ondas do mar. O que fica mesmo é o gosto de sal na boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhor parte da praia, e da vida, é o gosto do sal no corpo, e na boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou com vontade de escrever nada que faça sentido hoje. Quero o non sense. Quero o surreal. O extraordinário. À propósito, eu fui à exposição. Eu vi a cara da barata e ela estava viva! Portanto, zIMILORDISHT para vocês. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-1832650583810182275?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/1832650583810182275/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=1832650583810182275' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/1832650583810182275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/1832650583810182275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/08/aproximao.html' title='Aproximação'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SLbcVOpC87I/AAAAAAAAADk/EH2rQk7WjXg/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-1931574073666230836</id><published>2008-08-23T18:19:00.000-07:00</published><updated>2008-09-26T10:48:32.572-07:00</updated><title type='text'>Distraídos venceremos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SN0fycBEgUI/AAAAAAAAAFE/4mIyZROxzVI/s1600-h/060409_pensamento.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5250387691958468930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SN0fycBEgUI/AAAAAAAAAFE/4mIyZROxzVI/s320/060409_pensamento.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Acabei de ler uma frase que achei bonita, do Paulo Leminski: “Distraídos venceremos”. Eu faço parte da legião dos distraídos. A distração, muitas vezes, acontece quando geralmente estamos prestando muita, mas muita atenção em outra coisa que não na realidade concreta. O distraído vive envolto em pensamentos, fantasias, devaneios, emoções... e, não raro, em expectativas. “Nós somos feitos da matéria dos sonhos”, diz uma outra bela frase, essa atribuída a William Shakespeare. Acho que sonhar é muito bom, realmente ajuda a "vencer" a vida. Mas o risco é que o excesso de sonho faça a gente dormir no ponto. Sem notar se estamos ou não na estação correta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que expectativas são às vezes nefastas, o negócio é viver o tempo presente e confiar na eficiência do cosmos, do acaso, que vai nos proteger enquanto andarmos por aí distraídos...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-1931574073666230836?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/1931574073666230836/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=1931574073666230836' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/1931574073666230836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/1931574073666230836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/08/distrados-venceremos.html' title='Distraídos venceremos'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SN0fycBEgUI/AAAAAAAAAFE/4mIyZROxzVI/s72-c/060409_pensamento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-719050667987422444</id><published>2008-08-23T18:18:00.000-07:00</published><updated>2008-09-26T10:41:54.274-07:00</updated><title type='text'>Expectativas desleais</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SLLHStbNOPI/AAAAAAAAADc/l5AdDy7vNL0/s1600-h/o+pensador+dois.jpeg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238468440830589170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SLLHStbNOPI/AAAAAAAAADc/l5AdDy7vNL0/s400/o+pensador+dois.jpeg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SLLG4ChAUnI/AAAAAAAAADU/vSMh-c4oG-I/s1600-h/o+pensador.jpeg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acho que a vida traria muito menos sofrimento se não fossem as expectativas... Você fez uma entrevista de emprego. Chega em casa e já começa a se imaginar ali, com aquela gente bonita, saudável e bem paga. Feliz da vida. No entanto, a seleção foi severa e você, infelizmente, não foi escolhido. O que fazer com o sentimento que fica no peito, de fome não saciada? Com quem você pode reclamar, reivindicar seus direitos? Afinal, em casos como esse uma parte sua foi imensamente prejudicada. Aquela simples possibilidade te acenou com uma vida inteira que você queria viver, e que você estava preparado para viver! Mas subitamente o chão se abriu sob seus pés e você foi atirado no vazio. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ou então você conhece um cara (ou uma mulher). O cara te parece atraente. O cara te parece gentil. O cara te parece inteligente. Sensível. No entanto, o cara vai e ... puft! Some. Some antes que qualquer forma de relação minimamente consistente tenha se formado. Você praticamente só sabe o nome dele. E aí, o que acontece? Você se frustra terrivelmente, pois um filme já havia se passado em sua mente, um filme lindo que... só você viu! Sumir é algo comum, principalmente neste cenário carioca. Eu sumo, tu somes, ele some. Nós sumimos, vós sumistes?, eles somem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas situações acontecem comigo, com você, com todo mundo. Expectativas já impediram que relações iniciassem, já destruíram outras existentes, já causaram brigas, desilusões, guerras. Melhor mesmo seria viver sem elas. Mas dá? É difícil. &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-719050667987422444?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/719050667987422444/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=719050667987422444' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/719050667987422444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/719050667987422444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/08/expectativas-desleais.html' title='Expectativas desleais'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SLLHStbNOPI/AAAAAAAAADc/l5AdDy7vNL0/s72-c/o+pensador+dois.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-5918502267622273988</id><published>2008-08-19T10:32:00.000-07:00</published><updated>2008-08-19T10:54:48.114-07:00</updated><title type='text'>Sobre grunhidos e macacos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SKsIQplMxoI/AAAAAAAAACk/fEGzUojaZ3o/s1600-h/uesc_06_img0297.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236288073881142914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SKsIQplMxoI/AAAAAAAAACk/fEGzUojaZ3o/s320/uesc_06_img0297.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Já que estamos falando dela, que foi consagrada como a "escritora do indizível"... decidi falar aqui da insuficiência da linguagem para dar conta da experiência humana... Noooossaaaaa! Alguns acharão isso muito "hermético", mas não é não. O pensamento aqui é até bastante rústico. Às vezes acho que quanto mais a humanidade foi se sofisticando em termos de aquisição de linguagem, mais ela ganhou em termos de mal entendido. Pense bem: no tempo do homo sapiens não existia o famoso "D.R" - Discutir a Relação. Se a macaca estava irada, ela dava uns murros no chão, batia com a "clave" na cabeça do macho, e ia dormir tranqüila. Ou vice-versa. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Quando olho para trás, percebo que a maior parte de meus desentendimentos foi em decorrência delas, as palavras. Você diz uma coisa e a pessoa entende outra. Ou a pessoa diz uma coisa que te remete a "traumas" de sua infância e você sofre em dobro (porque o sofrimento que vem da memória, das interpretações dos fatos, é de qualidade ainda mais requintada, do tipo tortura chinesa: devagar e sempre...). E quando você lembra de certas coisas ditas que não te "remeteram" a absolutamente nada, mas que te feriram como facadas no estômago? E a hora de dizer "eu te amo" para alguém? Pode parecer que não, mas tem muito casal que passa a amar depois disso, ou, ao contrário, se sente tão inferiorizado diante dessa expressão que acaba desconfiando do sentimento e encerrando a relação. Outro dia ouvi no trabalho uma frase sensacional. Um colega disse assim: "Até que a morte os separe" é um convite ao assassinato. Por que essa frase, proferida por um padre, causa em quase todo mundo uma sensação de asfixia? E porque a palavra "colega" irrita tanto? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apesar de nós, humanos, nos acharmos "muito bons", a verdade é que ainda grunhimos como macacos. Eis toda dor e delícia de sermos o que nos tornamos, ao longo da evolução da espécie. Tenho certeza de que as palavras não correspondem às coisas. Elas criam as coisas. E destroem também. O que há de melhor nelas é o que elas não conseguem dizer. Vou me sentir muito feliz no dia em que conseguir dar menos valor às palavras e realmente ler e viver nas entrelinhas. Como fazia a Clarice. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-5918502267622273988?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/5918502267622273988/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=5918502267622273988' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/5918502267622273988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/5918502267622273988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/08/sobre-grunhidos-e-macacos.html' title='Sobre grunhidos e macacos'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SKsIQplMxoI/AAAAAAAAACk/fEGzUojaZ3o/s72-c/uesc_06_img0297.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-8255515474845013859</id><published>2008-08-19T07:39:00.000-07:00</published><updated>2008-08-19T07:58:05.403-07:00</updated><title type='text'>A minha, a sua, a nossa Clarice</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SKrc1nhu04I/AAAAAAAAACc/UZif1sxpeXg/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236240330473264002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SKrc1nhu04I/AAAAAAAAACc/UZif1sxpeXg/s320/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A exposição "A hora da estrela", que recebeu 290 mil espectadores no Museu da Língua, em São Paulo, está chegando hoje no CCBB do Rio. É isso, gente boa: minha Clarice Lispector desembarca agora por aqui, com toda sua simplicidade e profundidade. E "minha" não significa que Clarice não seja também sua, nossa. O pronome possessivo deve-se simplesmente ao fato de que ler Clarice, como bem já disse Caetano Veloso, "é como conhecer uma pessoa". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Clarice tem como marca se derramar a cada linha que escreve, deixando o leitor sempre na dúvida se personagens como Martim, GH, Joana, Virgínia, Lóri e Macabéa não são também (e sobretudo) ela própria. Lendo Clarice nos sentimos íntimos dessa mulher de olhos intensos que morou no Leme, nos EUA, na Europa, íntimos dessa ucraniana tão brasileira, que em sua escrita desenvolve o pensar e o sentir, ou melhor, o "pensar-sentir". A escritora mistura e funde, como ninguém, os "opostos". E é isso o que me encanta e intriga. Ela consegue ser complexa e tão simples, consegue nos envolver, fazer rir e chorar, com os mistérios do profundo e do trivial. Tem gente que a considera "hermética", mas eu considero Clarice muito humana.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Clarice, venha a nós, que tanto precisamos de ti, neste mundo dominado pelas palavras, pelos fluxos de comunicação instantânea, e muitas vezes vazia! Nos ensine a amar o silêncio. E aprofunde o gosto de quem já vive cercado por ele... &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A quem interessar possa, recomendo uma visita à exposição. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-8255515474845013859?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/8255515474845013859/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=8255515474845013859' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/8255515474845013859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/8255515474845013859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/08/exposio-hora-da-estrela-que-recebeu-290.html' title='A minha, a sua, a nossa Clarice'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SKrc1nhu04I/AAAAAAAAACc/UZif1sxpeXg/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-1299234984577582543</id><published>2008-08-07T09:40:00.000-07:00</published><updated>2008-08-07T09:51:41.499-07:00</updated><title type='text'>Não sou eu quem me navega quem me navega é o mar...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SJsoF2IjYZI/AAAAAAAAACU/4VKIxghbCz4/s1600-h/mar+revolto+dois.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231819473016807826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SJsoF2IjYZI/AAAAAAAAACU/4VKIxghbCz4/s320/mar+revolto+dois.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Todos nós temos várias personalidades em uma só. Ultimamente tenho parado para prestar mais atenção na multiplicidade que reside em cada ser humano. Você já deve ter topado por aí com aqueles caras aparentemente super sensíveis, que escrevem poesia e amam Literatura, mas que ao primeiro sinal de estresse viram homens das cavernas, falam impropérios e ficam realmente rudes... Ou, ao contrário: aquelas pessoas aparentemente desprovidas de qualquer caldo de sensibilidade que, inesperadamente, iluminam seu dia com um gesto, uma palavra. E te dão a mão quando você menos espera... Eu mesma já devo ter surpreendido, nos meus momentos de cansaço e mau humor, quem me considera 100% Julinha tranqüila. Dependendo do momento e da forma como o estresse foi ocasionado, já me vi subindo nas tamancas e agindo como uma "Auditora" oficial da nação. Como boa virginiana, nessas horas potencializo meu lado analítico, e ataco o "oponente" com surpreendente, impiedosa (e também aparente) racionalidade... Vai dizer que você nunca se surpreendeu com as outras faces de si mesmo? O incrível é que a gente adota, ao longo da vida, apenas uma de nossas facetas como se fosse a soberana. Por hábito, preguiça, ou mesmo predileção, é comum a gente se esquecer que existem diversas outras dimensões nossas, doidinhas para aparecer. Prestes a emergir deste oceano de mistério que somos cada um de nós... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-1299234984577582543?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/1299234984577582543/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=1299234984577582543' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/1299234984577582543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/1299234984577582543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/08/no-sou-eu-quem-me-navega-quem-me-navega.html' title='Não sou eu quem me navega quem me navega é o mar...'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SJsoF2IjYZI/AAAAAAAAACU/4VKIxghbCz4/s72-c/mar+revolto+dois.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-7686526356432168795</id><published>2008-08-05T10:03:00.000-07:00</published><updated>2008-12-12T23:49:30.275-08:00</updated><title type='text'>Uma laranjada por favor... Êta vício do bem!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SJiJCvPY9KI/AAAAAAAAAB0/x-7c5umAIDA/s1600-h/laranja-baixa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231081647324591266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SJiJCvPY9KI/AAAAAAAAAB0/x-7c5umAIDA/s320/laranja-baixa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Eu sou uma pessoa viciada em... amor. Adoro estar apaixonada, namorando, amando, descobrindo outras perspectivas e horizontes diferentes dos meus. Mais do que nunca, chego à serena conclusão de que existe o amor ruim e o amor bom. O amor ruim é aquele que te obriga a ser outra pessoa diferente de quem você é. É aquele amor que faz você se sentir sempre em uma esteira de academia, correndo, correndo contra o tempo, tentando agradar o ser amado, tentando ser mais (ou menos) atlética, inteligente, feminina, indepentende, sexy ou dona de casa... Enfim, é aquele amor que não faz você se sentir plenamente feliz sendo simplesmente quem você é. Este tipo de amor ruim é o que mais aparece por aí: a terra está sempre fértil para ele nascer, do oiapoque ao chuí. Já o amor bom... Quando experimentamos esse sentimento, sabemos que encontramos um companheiro(a) para o que der e vier. É aquela pessoa que te curte mesmo nos seus piores momentos. Que eventualmente até ri do seu mau humor (e quando não ri, te ajuda a perceber o quanto você é muito mais bonita(o) bem humorada(o)). Em vez de julgamentos e competição, o amor bom promove a paz e o equilíbrio. A evolução da espécie. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Eu já quis ser outra que não eu, tudo para atrair o ser almejado. Já me vi tentada a ser uma atleta descolada, uma amélia devotada... Mas tudo isso é frágil e não se sustenta. Crescemos ouvindo que amar é se sacrificar pelo outro, é ceder, é encontrar a "alma gêmea", "a outra metade da laranja"... Cada vez mais, eu desejo ser uma laranja inteira. Que o outro venha incrementar minha deliciosa laranjada, ou transformá-la numa laranja com hortelã, ou sei lá mais o que... Só não azede o meu frescor, não apimente demais a minha doçura. E papo encerrado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-7686526356432168795?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/7686526356432168795/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=7686526356432168795' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/7686526356432168795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/7686526356432168795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/08/uma-laranjada-por-favor-eita-vcio-do.html' title='Uma laranjada por favor... Êta vício do bem!'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SJiJCvPY9KI/AAAAAAAAAB0/x-7c5umAIDA/s72-c/laranja-baixa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-4306165572948042988</id><published>2008-08-05T05:42:00.000-07:00</published><updated>2008-12-12T23:49:30.520-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SJhL4Nop7bI/AAAAAAAAABs/ViVf6q1tkZE/s1600-h/chico+buarque.jpeg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231014396295769522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SJhL4Nop7bI/AAAAAAAAABs/ViVf6q1tkZE/s320/chico+buarque.jpeg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Sim, existe vida inteligente nas nights do Rio de Janeiro! A vida inteligente no Rio de Janeiro emana de pessoas de carne e osso, feitas do mesmo material que eu, provavelmente, que você. Em certos lugares pelos quais eu passo, parece até que o ser humano é composto de outros elementos que não terra, ar, água... São pessoas que parecem saídas do filme "Inteligência Artificial": meio gente, meio robô. Quando a pilha acaba, ficam meio sem fala, sem ação, sem cérebro... Para este estilo de gente, o sexo é mera troca de fluidos, satisfação de necessidades físicas. São pessoas que, quando morrem, devem mesmo virar pó e nada mais além disso. Quanto às outras, bem...não sei sobre seus destinos pós-funeral... mas que elas têm alguma substância a mais, ah, isso tem! Nem que seja uma energiazinha que se espalha pelo universo e ajuda na multiplicação das flores, na proteção contra o efeito estufa, na proliferação da fé em regiões sem esperança... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-4306165572948042988?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/4306165572948042988/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=4306165572948042988' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/4306165572948042988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/4306165572948042988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/08/sim-existe-vida-inteligente-nas-nights.html' title=''/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SJhL4Nop7bI/AAAAAAAAABs/ViVf6q1tkZE/s72-c/chico+buarque.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-1638490968344689607</id><published>2008-08-04T11:29:00.000-07:00</published><updated>2008-12-12T23:49:30.707-08:00</updated><title type='text'>Reprise dos horrores</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SJOprJsuZLI/AAAAAAAAABk/sltu73SQ-ts/s1600-h/terror+que+vale.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229710151110255794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SJOprJsuZLI/AAAAAAAAABk/sltu73SQ-ts/s320/terror+que+vale.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SJOohaEX96I/AAAAAAAAABc/B5UKZLlMsiQ/s1600-h/images+terror.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Toda experiência traz aprendizado. No mínimo, o aprendizado de que você jamais desejará repeti-la. Da experiência que eu tive no último ano, levo, entre outras coisas, uma excelente frase: “O mundo já acabou. Agora é só a reprise dos piores momentos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como saber se o mundo já acabou e agora é só a reprise dos horrores? (atenção: os fatos aqui narrados misturam ficção e realidade, afinal, o “real” já acabou):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando você se acostuma com o fato de que o tráfico e as milicias mandam na favela e no asfalto, influenciam eleições, torturam jornalistas, moradores, e quem mais puder atravessar o seu caminho&lt;br /&gt;- Quando a barriga protuberante e a opção sexual de um jogador de futebol causam mais comoção do que os fatos relatados acima&lt;br /&gt;- Quando não se acredita mais em partido e se carrega apenas um coração partido&lt;br /&gt;- 1) Quando o cara com quem você procurava apartamento termina o namoro alegando que não ganhou presente de aniversário 2) O cara entra no Orkut 3) O cara convida, pelo orkut, uma mulher para ir ao funk e começa a se expressar como funkeiro 4) Você descobre que ela integra a comunidade “Meu sonho é cantar no Raul Gil”.&lt;br /&gt;- Quando mesmo depois disso tudo você olha em volta e continua querendo acreditar que foi apenas um deslize, que ele vai voltar e perceber o quanto estava equivocado &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-1638490968344689607?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/1638490968344689607/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=1638490968344689607' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/1638490968344689607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/1638490968344689607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/07/reprise-dos-horrores.html' title='Reprise dos horrores'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SJOprJsuZLI/AAAAAAAAABk/sltu73SQ-ts/s72-c/terror+que+vale.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-989844493856857422</id><published>2008-07-31T07:28:00.001-07:00</published><updated>2008-12-12T23:49:31.032-08:00</updated><title type='text'>Sobre super-heróis: Salve Verissimo e o Batman!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SJHMyv5HcFI/AAAAAAAAAA8/3ynp1qzH9k8/s1600-h/batman-symbol.jpeg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229185814575411282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SJHMyv5HcFI/AAAAAAAAAA8/3ynp1qzH9k8/s320/batman-symbol.jpeg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Andei falando dos Super-Homens da night mas quem anda em evidência, ao menos nas telas do cinema, é o Batman. Minha amiga Ana Maria me convidou para ver o filme, e eu confesso que me interessa muito mais o homem-morcego do que o homem-pássaro. Como a lei da atração bem nos diz, quando uma porta se abre para um assunto, uma energia ou um pensamento, outras janelinhas e portas vão se abrindo na mesma direção. Dizem, este é “o segredo”. Pois li hoje uma crônica do nosso “super” Verissimo que vai ao encontro dessas idéias, justamente valorizando as qualidades do Batman. Diz assim: "Sua obsessão pelo Bem é uma escolha moral, desassociada de qualquer imperativo externo. Ele não é um herói para melhorar a reputação dos morcegos nem porque veio de outro planeta predestinado a ser bom (...) O que a sua legenda nos diz , e talvez por isso dure tanto, é que o ser humano é cheio de imperfeições e maus impulsos, limitado pela biologia e condicionado por mitos e tradições, mas é livre para escolher o que quer ser (...)". Salve Veríssimo! Com poucas palavras, consegue dizer o que importa, e deseja longa vida ao Batman, "um super-herói do iluminismo", que "decide ser justo". Pois eu desejo ser a mulher-morcego. Quero um homem que decida ser bom, decida ser justo, decida ser belo... Chega de super-homens-príncipes que decidem ser sapos, grosseiros, egoístas, mal educados... Eu quero um homem-morcego que decida ser pássaro! Eu decido ser feliz. E vida longa ao amor, já que hoje (me disseram) é o Dia Mundial do Orgasmo! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-989844493856857422?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/989844493856857422/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=989844493856857422' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/989844493856857422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/989844493856857422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/07/sobre-super-heris-salve-verissimo-e-o.html' title='Sobre super-heróis: Salve Verissimo e o Batman!'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SJHMyv5HcFI/AAAAAAAAAA8/3ynp1qzH9k8/s72-c/batman-symbol.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-5256954665904864042</id><published>2008-07-30T10:36:00.000-07:00</published><updated>2008-12-12T23:49:31.192-08:00</updated><title type='text'>Pedalando sem sair do lugar?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SJCpJKZ-xrI/AAAAAAAAAA0/qJWseHmvEhI/s1600-h/bike+dois.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228865142254388914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SJCpJKZ-xrI/AAAAAAAAAA0/qJWseHmvEhI/s320/bike+dois.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na falta de fé, esperança, solidariedade, sensibilidade, bondade... a idéia que mais parece em voga hoje em dia é: tenha um corpo sarado. A cada esquina do Rio de Janeiro encontramos um Mc Donald’s e uma academia. Em vez de "caras pintadas" em protesto, proliferam-se os rostos plastificados e "botoxizados". Uma legião cada vez maior de pessoas cultiva o hábito de malhar. Malhar não mais os políticos corruptos (duas palavras que se tornaram redundantes); ou o estilo de vida cada vez mais selvagem dos cariocas. Em vez disso, malhamos nossos corpos, nossos glúteos e abdomens. A redução da massa cinzenta parece ter como conseqüência direta a elevação da massa muscular. Talvez o exercício que melhor simbolize essa “sanha” de achar que estamos indo a algum lugar (quando na verdade estamos praticamente estagnados) são as aulas de spinning! Suar, pedalar, suar, pedalar, sentir o coração quase voando pela boca ... Suar, pedalar, e beber um pouquinho de água. Olhar em volta e ver que todos sofrem coletivamente. E que a paisagem é artificial, pouco iluminada. Isso é uma aula de spinning. Durante a aula, penso diversas vezes “estou quase morrendo”... Chego em casa moída, no limite do desmaio, morta de fome. Será que faz bem? No dia seguinte, acordo com meu corpo parecendo que foi atravessado por um trator. O que eu vejo de positivo nesta aula é que ela me impede de manter qualquer pensamento por mais de três segundos. E as músicas, se o professor estiver inspirado, podem ser bastante estimulantes. Outro dia ouvi uma do Michael Jackson que não curtia a tempos: (Annie are you ok?)/ (Will you tell us that you're ok?)/ (There's a sign in the window) / (That he struck you - a crescendo Annie!). Esses sussurros para Annie, perguntando se ela “estava ok”, esse “crescendo”... isso tudo me intrigava um bocado durante a adolescência. Quase tanto quanto o trecho “A mulatto... A mosquito...” de “Smells Like Teen Spirit”... Essas palavras em inglês me pareciam um pouco deslocadas do restante da música... sei lá.... Bom... Este é o tipo de pensamento favorecido pelas aulas de spinning... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-5256954665904864042?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/5256954665904864042/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=5256954665904864042' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/5256954665904864042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/5256954665904864042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/07/pedalando-sem-sair-do-lugar.html' title='Pedalando sem sair do lugar?'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SJCpJKZ-xrI/AAAAAAAAAA0/qJWseHmvEhI/s72-c/bike+dois.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-7933827564966738034</id><published>2008-07-30T10:18:00.000-07:00</published><updated>2008-12-12T23:49:31.452-08:00</updated><title type='text'>O Show da Vida</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SJH04yY0MeI/AAAAAAAAABM/49UXUfcEoVo/s1600-h/truman3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229229898789564898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SJH04yY0MeI/AAAAAAAAABM/49UXUfcEoVo/s320/truman3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na maioria dos casos, acredito que os términos (de namoro, "rolo", casamento...) sempre deixam ao menos uma das partes envolvidas com a sensação de estar protagonizando um filme surrealista. É como se, de repente, o diretor do "filme" (que vinha sendo rodado há algum tempo, com as falas, os personagens e a história já mais ou menos delineada) decidisse, por conta própria, modificar o roteiro. E, em vez de promover o desenlace do conflito, rumo ao "final feliz", optasse por modificar abruptamente o estilo da história narrada. A partir de então, uma das partes sai de cena. A outra permanece vivendo dentro do filme, como um protagonista desorientado. Para aquele que fica na história, a sensação é de grande estranhamento. Não sabe para onde ir, o que fazer, qual fala proferir... Fica olhando para o alto, na direção do céu (à exemplo do que acontece em "O Show de Truman") aguardando as novas diretrizes do "diretor(a)". Como se indagasse: "Então é isso mesmo?". "E agora, José?". Silêncio. Ninguém responde. A sensação é a mesma experimentada quando se vê um quadro de Salvador Dali. Relógios derretendo, pessoas de ponta cabeça. Você chega a desconfiar, olhando para o alto, que o lugar do "diretor" foi ocupado por aquele(a) antigo(a) camarada com quem você dividia as melhores encenações... Esse processo pode demorar mais ou menos tempo, dependendo da disponibilidade interna para o sofrimento da atriz/ator em questão, da sensibilidade de cada um, do temperamento, das conjunções sociais e astrais, entre tantos outros fatores (inclusive, demográficos). O processo dura até que se decida fazer como o personagem Truman, saindo furiosamente deste cenário no qual os papéis foram mudados, as pessoas, objetos e lugares embaralhados. Passada a tempestade, eu estou rasgando completamente o cenário que, por tempos, inventei para mim. E não é que a luz do sol parece agradável? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-7933827564966738034?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/7933827564966738034/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=7933827564966738034' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/7933827564966738034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/7933827564966738034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/07/o-show-da-vida.html' title='O Show da Vida'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SJH04yY0MeI/AAAAAAAAABM/49UXUfcEoVo/s72-c/truman3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-2724792305551908854</id><published>2008-07-28T12:02:00.000-07:00</published><updated>2008-12-12T23:49:31.950-08:00</updated><title type='text'>Super-homens da Night Zona Sul II: o desafio</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SI4YJ9a-eiI/AAAAAAAAAAs/6QvgTpbiLH8/s1600-h/images+dois.jpeg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228142776809323042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SI4YJ9a-eiI/AAAAAAAAAAs/6QvgTpbiLH8/s320/images+dois.jpeg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se você é insistente, e não tem nada melhor para fazer naquele momento, você pode se lançar no desafio de encarar um desses personagens típicos da night. É divertido. Você olha, repara que ele está notando. Olha mais um pouquinho, mexe no cabelo, olha para baixo, dança com aquela vontade. E vê o ego dele se insuflando. Você continua por mais um tempo. Ele decide caminhar. Passa perto de você. Passa longe de você. Pára. Dança alguns segundos. Olha para o planeta de origem, sempre além, lá no infinito. Você olha mais um pouquinho e faz um ar blasé (pensando no quanto seria muito mais interessante um carinha sensível, inteligente, bom de papo...). Até que ele te dá uma olhadinha e um sorrisinho. E continua a andar até sumir na multidão. Não precisa nem dizer que a preferência sexual deles não é homem, nem mulher, nem travesti, emo, ou o que seja... é mesmo um excelente espelho de academia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-2724792305551908854?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/2724792305551908854/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=2724792305551908854' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/2724792305551908854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/2724792305551908854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/07/super-homens-da-night-zona-sul-ii-o.html' title='Super-homens da Night Zona Sul II: o desafio'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SI4YJ9a-eiI/AAAAAAAAAAs/6QvgTpbiLH8/s72-c/images+dois.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-6948756128006323248</id><published>2008-07-28T11:56:00.000-07:00</published><updated>2008-12-12T23:49:32.115-08:00</updated><title type='text'>Super-homens da Night Zona Sul</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SI4Xn6DdB4I/AAAAAAAAAAk/bB4jtughHvo/s1600-h/images.jpeg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228142191789803394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SI4Xn6DdB4I/AAAAAAAAAAk/bB4jtughHvo/s320/images.jpeg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Existem uns seres de outro planeta, uns caras muito, mas muito gatos, que passeiam nas nights olhando para uma linha do horizonte imaginária, sempre um pouco mais além de onde estão os mortais. Eles traçam essa linha com aquele olhar de raio x de Super-Homem e vão andando, andando no meio da gente, seguindo a tal da linha. Caminham lentamente. Com passos de felino. De repente, eles param. Param tudo. E ficam parados, no meio da muvuca. Olhando para outro ponto. É interessante acompanhar o olhar desses homens. Se você tem alguma esperança que ele pouse sobre você, esqueça. Em 95% dos casos eles olham, no máximo, para o teto. Quando baixam os olhos, é para ver se o sapato foi maculado pela pisada de alguém. O olhar de raio x ultrapassa as pessoas: homens e mulheres. O raio é indiferente à sexualidade de quem encontra pela frente. Quando você imagina que já sabe tudo sobre esses homens... Eles dançam! Na verdade, balançam o corpo por não mais que alguns segundos. E reiniciam o processo: andam, andam com uma calma absurda para quem se acotovela no meio de dezenas de pessoas, copos, cigarros, olhares. Param. Olham para o teto. Olham na linha do horizonte. Olham para o tênis. Fazem cara de que estão refletindo. Permanecem parados. Traçam de novo o raio e somem na multidão...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-6948756128006323248?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/6948756128006323248/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=6948756128006323248' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/6948756128006323248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/6948756128006323248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/07/super-homens-da-night-zona-sul.html' title='Super-homens da Night Zona Sul'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SI4Xn6DdB4I/AAAAAAAAAAk/bB4jtughHvo/s72-c/images.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-1520341631522568102</id><published>2008-07-28T11:40:00.000-07:00</published><updated>2008-12-12T23:49:32.337-08:00</updated><title type='text'>Back to the Night na Zona Sul</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SI4TFAZhO5I/AAAAAAAAAAc/vN13A5Vi5FI/s1600-h/cerva.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228137194151033746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SI4TFAZhO5I/AAAAAAAAAAc/vN13A5Vi5FI/s320/cerva.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Viver a &lt;i&gt;night&lt;/i&gt; não é simplesmente sair para dançar de noite. É compartilhar minimamente todo um espírito de equipe (se é que se pode dizer assim...), é identificar um certo &lt;i&gt;clima libertino &lt;/i&gt;no ar...&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;É dizer: muito prazer, &lt;i&gt;night&lt;/i&gt;! Eu te respeito, eu te admito. Venha a mim... &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Nunca fui chegada a uma &lt;i&gt;night&lt;/i&gt;. Minhas irmãs freqüentaram bastante, mas até pouco tempo atrás eu não tinha o mínimo interesse por elas (as nights, claro). Passei boa parte da minha adolescência dedicada aos longos namoros que tive, aos longos pensamentos que tenho, às idéias, aos amigos, à praia... ah...muita coisa... Mas &lt;i&gt;night&lt;/i&gt; não fazia parte de meu repertório. Sempre adorei dançar. Adoro. Saía não com o intuito de “pegar” ninguém, mas simplesmente (como uma amiga diz) para “evoluir na pista de dança”. Meu caso com a &lt;i&gt;night&lt;/i&gt; surgiu quando decidi ficar solteira. Foi uma decisão mesmo. Adotada, na época, com certa intuição a respeito dos riscos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-1520341631522568102?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/1520341631522568102/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=1520341631522568102' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/1520341631522568102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/1520341631522568102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/07/back-to-night-na-zona-sul.html' title='Back to the Night na Zona Sul'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SI4TFAZhO5I/AAAAAAAAAAc/vN13A5Vi5FI/s72-c/cerva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-3745009139826848750</id><published>2008-07-28T11:37:00.000-07:00</published><updated>2008-12-12T23:49:32.437-08:00</updated><title type='text'>Sobre o fim e este começo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SI4SRrTX7zI/AAAAAAAAAAU/tq0yJJbcMa4/s1600-h/hands.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SI4SRrTX7zI/AAAAAAAAAAU/tq0yJJbcMa4/s320/hands.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228136312314785586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Amanheci feliz. Sinto que o pior está ficando para trás. Eu sou muito pelas pessoas que gosto. Me dôo demais. Mas chega uma hora em que a gente tem que desistir. Não vou fazer mistério: uma das coisas que podem levar o ser humano a criar um blog, além do óbvio amor por escrever, é terminar um namoro. O meu se acabou. Mas tenho vivido coisas bastante interessantes. Por exemplo: Uma divertida e antropológica incursão pelas boates da zona sul do Rio. Vou criar um &lt;i style=""&gt;post&lt;/i&gt; só para falar delas... &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-3745009139826848750?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/3745009139826848750/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=3745009139826848750' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/3745009139826848750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/3745009139826848750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/07/sobre-o-fim-e-este-comeo.html' title='Sobre o fim e este começo'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SI4SRrTX7zI/AAAAAAAAAAU/tq0yJJbcMa4/s72-c/hands.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-8605337042730170763</id><published>2008-07-28T11:34:00.000-07:00</published><updated>2008-12-12T23:49:32.644-08:00</updated><title type='text'>Sexta-feira</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SI4Rrl8dkBI/AAAAAAAAAAM/8Rty5sbpcQQ/s1600-h/lego3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228135658041479186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SI4Rrl8dkBI/AAAAAAAAAAM/8Rty5sbpcQQ/s320/lego3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Hoje é sexta-feira. A gripe se aproxima em um momento que devo lutar loucamente contra ela... Tenho me interessado por homens que, guardadas as diferenças, têm um traço em comum. Atitudes inusitadas, comportamento idem... Não vou entrar em detalhes, mais vale a imaginação. Claro, eu também vivo um pouco disso tudo... Claro. Mas, sinceramente, acho que já basta. Caio nessas histórias. Mas agora me levanto.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-8605337042730170763?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/8605337042730170763/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=8605337042730170763' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/8605337042730170763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/8605337042730170763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/07/sexta-feira.html' title='Sexta-feira'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SI4Rrl8dkBI/AAAAAAAAAAM/8Rty5sbpcQQ/s72-c/lego3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-4333866987749894583</id><published>2008-07-28T11:28:00.000-07:00</published><updated>2008-12-12T23:49:32.843-08:00</updated><title type='text'>O primeiro post a gente nunca esquece</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SJIIwmZO_AI/AAAAAAAAABU/aXieOW0oB-0/s1600-h/valisere.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229251748363697154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SJIIwmZO_AI/AAAAAAAAABU/aXieOW0oB-0/s320/valisere.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Pra que criar um blog? Para mostrar nossas vidas, exibi-las como paisagens convidativas, repugnantes, divertidas, tediosas, originais, nem tanto? Pra que criar um blog? Para dar a “cara a tapa”? Para conversar com nossos outros “eus”, aqueles que nos lêem, do alto da madrugada, ou no meio de uma tarde sonolenta?&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Bom... Não sei por que, pra que, só sei que criei um! Muito prazer, meu nome é Julia, tenho 30 anos... &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Para começar, aviso que estou dispensando boa parte da minha auto-crítica, presença indesejada aqui nesse espaço. Se eu convidá-la para sentar à mesa, não sairia nem uma linha. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Vou dispensá-la em parte, mas tentarei não cair no óbvio... O mundo está cada vez mais cheio de banalidades, repetições, lugares-comuns.... Ah... que preguiça!&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Convido você a dividir comigo os meus pensamentos. Pode discordar deles, falar mal, falar bem... Pode ser que eu mesma, renovada pelo tempo, passe a achá-los muito chatos, sem sentido, nada a ver... Mas e daí? O importante nessa vida é a gente se expressar. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Tem muita gente adoecendo pela falta daquela livre e sadia dose de expressão. Apenas isso já renderia um &lt;i&gt;post&lt;/i&gt;... Então, vou ficando por aqui na apresentação...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Fique à vontade! &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-4333866987749894583?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/feeds/4333866987749894583/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6958346786404558681&amp;postID=4333866987749894583' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/4333866987749894583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6958346786404558681/posts/default/4333866987749894583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/07/o-primeiro-post-gente-nunca-esquece.html' title='O primeiro post a gente nunca esquece'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07501382568847927184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SJIIwmZO_AI/AAAAAAAAABU/aXieOW0oB-0/s72-c/valisere.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
