<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681</atom:id><lastBuildDate>Sun, 13 Dec 2009 21:39:30 +0000</lastBuildDate><title>Balaio da Julia</title><description>Convido você a dividir comigo os meus pensamentos. Pode discordar deles, falar mal, falar bem... Pode ser que eu mesma, renovada pelo tempo, passe a achá-los muito chatos, sem sentido, nada a ver... Mas e daí? O importante nessa vida é a gente se expressar.</description><link>http://balaiodajulia.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Julia)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>43</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-750011156320797139</guid><pubDate>Sun, 13 Dec 2009 00:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-13T13:39:30.620-08:00</atom:updated><title>Back to the night - tendências no cancioneiro carioca</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SyQ3MYhJ5aI/AAAAAAAAAJM/mlINmgNVkq8/s1600-h/chants-789290.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414513337885648290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 258px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SyQ3MYhJ5aI/AAAAAAAAAJM/mlINmgNVkq8/s400/chants-789290.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dançando forró no Democráticos constato que as cantadas agora também se aprimoram na tendência da especialização e da segmentação de mercado:. "Jornalista? Hum... você poderá então fazer um furo de reportagem com uma notícia que eu te darei como biólogo: a descoberta de uma nova jazida de..". Tentou a especialização pela via profissional, não foi feliz. Em seguida, explicando o passo de dança: "Esse passo chama-se volta ao mundo, cole sua testa na minha, agora a bochecha, agora o queixo" (o pior é que cheguei a acreditar que se tratava de um dos três novos passos que acabava de aprender) até que ... "agora gire a cabeça 360 graus" .. "Ops! Não conheço esse passo não!". Gente boa, as cantadas mais generalistas nesses casos ainda são melhores.. E independente desses rompantes de "criatividade" o Demo às quartas é bacaninha mesmo. Outra modalidade que parece estar em voga no quesito cantadas é ligar para a casa da pessoa em horários improváveis como 22h da noite ou às 6h da matina. Comigo ocorreu o primeiro caso, com uma amiga, o segundo. Será que esse povo não dorme? ...&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-750011156320797139?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://balaiodajulia.blogspot.com/2009/12/back-to-night-tendencias-no-cancioneiro.html</link><author>noreply@blogger.com (Julia)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SyQ3MYhJ5aI/AAAAAAAAAJM/mlINmgNVkq8/s72-c/chants-789290.gif' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-1569488416860029675</guid><pubDate>Sat, 05 Dec 2009 17:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-07T05:38:28.081-08:00</atom:updated><title>Tá na moda ser bobo</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SxqcdoeT_rI/AAAAAAAAAJE/XFtv1u1v1YE/s1600-h/sergio_malandro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411809935133769394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 321px; CURSOR: hand; HEIGHT: 369px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SxqcdoeT_rI/AAAAAAAAAJE/XFtv1u1v1YE/s400/sergio_malandro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SxqcWZxpPPI/AAAAAAAAAI8/-7JOAN7vSNI/s1600-h/cqc-foto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411809810929237234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 323px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SxqcWZxpPPI/AAAAAAAAAI8/-7JOAN7vSNI/s400/cqc-foto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Depois de dedicar um post exclusivamente ao mané, escrevo este em homenagem ao... bobo. Se há tempos o bacana era ser sério, hoje em dia está na moda ser bobo. A palavrinha já é por si interessante. Duas letrinhas iguais duplicadas. Bêó-bêó. O bobo, dependendo da capa de “genialidade” que vista nas suas baboseiras, pode se tornar alguém interessante. Em geral, são caras meio desajeitados, sem aquela gentileza dos malandros autênticos, desprovidos da sensibilidade dos românticos ou da capacidade argumentativa dos inteligentes. Claro que não existem rótulos rígios para nenhum desses tipos. Aliás, sou contra os tipos. Mas bobo que se preze não é passível de relativização. Na época da adolescência, fazem a alegria dos amigos. E seguem proporcionando aos amigos o mesmo tipo de alegria juvenil, por toda a vida. Junto à mulherada, o bobo tem essa vantagem do frescor juvenil. Ele te faz rir de um palito, de uma caixa de sapatos, de coisas aparente banais. As piadas do bobo em geral são banais. Mas de tão banais, ficam divertidas. Existe por aí todo tipo de bobo: o bobo playboy, o bobo pseudo-intelectual, o bobo alternativo e descolado, entre outros. Hoje em dia um tipo muito específico de bobo – a ser pormenorizado neste post - está na moda, e por estar “in”, tende a provocar confusão na capacidade de discernimento humana. Esses bobos querem passar por “autênticos”, o que de fato, não o são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos como identificar um bobo. Aquele cara que não tem limite, que faz graça de tudo, recorrendo ao humor negro, humor arco-íris, e todos os tipos (em geral manjados) de humor. É fácil imaginar a piada que vem de um bobo. É aquela que ninguém tem coragem de fazer, e o bobo vai lá e.. faz! Acho muito saudável a existência de bobos na Terra, e reconheço algum charme em meio à banalidade nesses seres tão... serelepes. Mas creio que o tema mereça análise mais cuidadosa, em nome de certa tendência que aponta certo tipo de bobo se legitimando na sociedade como verdadeiro mané. Vejamos o "bobo descolado", que é o que está na moda. Muito legal eles sacanearem, por exemplo, os políticos, como fazem os bobos do CQC. Mas a questão é que ficou tão fácil ser bobo (vide a proliferação de grupos de comédia em pé – alguns deles realmente bons - e de programas de TV como Pânico e Cia) que a qualidade da bobeira tende a se degradar mais e mais, tornando-se, sim, nociva à sensibilidade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando dizem que o Pânico está tomando a audiência do Fantástico, não estranho. Trata-se daquele fenômeno já anunciado por gente boa (e não boba) de plantão, que alerta há tempos quanto à tendência (perversa) da informação virar entretenimento, perdendo seu verdadeiro foco e sentido. Isso somado ao fato de o Fantástico ser um programa em geral chato, deixando-o em desvantagem em relação à bobeira fácil do Pânico. Mas quando jornalistas se dedicam com afinco a debater histórias como por exemplo aquela da aluna da Uniban, como se fosse uma Leila Diniz contemporânea ... fico à beira da depressão. Brincar, por exemplo, com o suicídio dessa moça, a atriz que fez a professorinha na tevê, é de um tremendo mau gosto. O suicídio cometido por ela não merece ser alvo de piadas grosseiras, como a do pessoal do CQC, que disse que ela se matou “porque teria que contracenar com Alexandre Frota”, ou porque “quem não se mataria, no lugar dela?”. Agora eu pergunto: bobeira ou babaquice? A questão é que esses caras, como são bobos, estão na moda e tem fama, se acham no direito e no dever de fazer uma graça muitas vezes baixa, apelativa e desrespeitosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconfio que certo tipo de bobo em voga atualmente esteja muito próximo do cínico. Não apresenta compromisso com nada, em nada acredita, a não ser na própria ... fama. O bobo não acredita nem na (pretensa) graça da própria bobeira. Quando legitimado, seja por um pequeno grupo de amigos ou pelo público da tevê, acha que paira alguns níveis acima dos outros mortais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defendo a ética e o mínimo de bom gosto na bobeira. Aprecio os bobos inteligentes e talentosos, como o pessoal da finada TV Pirata, como o ótimo Marcelo Adnet, o Arthur Xexéo, entre outros diversos que se dedicam à bobeira com classe e conteúdo. Nesta era do Twitter, ficou fácil ser bobo. O pessoal usa da ferramenta até para anunciar que fez cocô, achando que pode ficar engraçado. A bobeira fácil despreza a informação, a cultura, o conhecimento. Ela é oportunista, vai em cima do que é obvio, reforça os preconceitos, privilegia o mau gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bobeira fácil é afeita à fofoca, apequena as pessoas e a vida. Eu particularmente desprezo este tipo de (mau) humor. Acredito no poder da inteligência, da bobeira criativa e transformadora. Que sobrevivam os bons bobos. E ponto final aqui nesta baboseira!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-1569488416860029675?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://balaiodajulia.blogspot.com/2009/12/ta-na-moda-ser-bobo.html</link><author>noreply@blogger.com (Julia)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SxqcdoeT_rI/AAAAAAAAAJE/XFtv1u1v1YE/s72-c/sergio_malandro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-2378848647265852736</guid><pubDate>Sat, 05 Dec 2009 01:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-06T17:38:02.031-08:00</atom:updated><title>Viver sem tempos mortos</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/Sxm7ZEqyIBI/AAAAAAAAAI0/Y4IoCMNahPo/s1600-h/simonefernanda.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411562466686672914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/Sxm7ZEqyIBI/AAAAAAAAAI0/Y4IoCMNahPo/s400/simonefernanda.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A opção de assistir ao especial sobre Claudinho e Bochecha na televisão, confesso, quase me arrebatou, pelo que há de inocência e até pureza nas baladinhas só love só love dos rapazes. Mas pela graça do destino (e do ingresso ponto com) acabei indo ver a peça Viver sem tempos mortos, com a belíssima (no melhor amplo sentido da palavra) Fernanda Montenegro. Que mulher linda. Que sensibilidade e emoção ela passa para platéia a cada palavra dita. E que vida cheia de ideais, de idéias, de vontade de construir, desconstruir, reconstruir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver a Fernanda em cena é oferecer a si mesmo uma deliciosa dose de intensidade contra a atmosfera cínica-blasé destes nossos tempos. A gente anda pelo fashion mall, observa aquelas vitrines cheias de belezas inalcançáveis, aquela gente bem tratada, mas quando entra no teatro é que percebe: quantas coisas deixamos fora de nossa vida, não por falta de dinheiro ou vontade, mas frequentemente por acomodação, cansaço, solidão. O que a gente deixa de fora da nossa vida não é (do mesmo modo) facilmente alcançável pelas nossas mãos. Mas tão mais recompensante...! E Fernanda nos lembra disso da forma mais simples, despojada, apenas contando com um banquinho, iluminação exata, e seu talento de atriz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na peça tudo é simples, direto, claro. Pensei então que a vida deve ser assim: simples, direta, clara. A partir da peça, penso que conectar-se na vida é arrumar nosso verdadeiro lugar: buscar estar perto de pessoas que se alegram com nossa sensibilidade, que se movem e se alimentam de "matéria" parecida, procurar frequentar lugares e paisagens que nos alimentem e estimulem. Simone de Beauvoir, vivida por Fernanda, encontrou seus verdadeiros "pares" no universo de Sartre. Nem mesmo uma paixão arrebatadora, como a que ela viveu com o americano Nelson Algren, foi capaz de fazê-la desistir desta sua primeira verdadeira escolha, tão fundamental. Não me refiro à escolha por Sartre, mas à escolha pelo que alicerçava sua vida: seu ambiente cultural, suas crenças, ideais, seus amigos, sua cidade, forma e estilo de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Viver sem tempos mortos, gozar a vida sem entraves" é um slogan de maio de 1968 que deveria se perpetuar por todas as vidas de todos os tempos. Simone de Beauvoir na pele da Fernanda é um pouco de todos nós que não queremos deixar a vida nos levar, que não nos sentimos plenos nesta era líquida de mensagens com números de toques contados. A peça nos provoca de maneira intensa, e sem máscaras. Em cena, Simone (Fernanda) se entrega, se revela, acolhe a própria ambiguidade (inclusive sexual), sem no entanto fazer apologia da frivolidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claudinho e Bochecha têm seu lugar, mas a escolha pela peça tornou o tempo mais vivo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-2378848647265852736?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://balaiodajulia.blogspot.com/2009/12/viver-sem-tempos-mortos.html</link><author>noreply@blogger.com (Julia)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/Sxm7ZEqyIBI/AAAAAAAAAI0/Y4IoCMNahPo/s72-c/simonefernanda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-1943237605413937158</guid><pubDate>Fri, 26 Jun 2009 23:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-27T19:11:47.329-07:00</atom:updated><title>Ainda sobre o fim</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SkVYZ00nIQI/AAAAAAAAAIs/adPVv8cpm-w/s1600-h/cinema.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351780932898988290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 81px; CURSOR: hand; HEIGHT: 129px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SkVYZ00nIQI/AAAAAAAAAIs/adPVv8cpm-w/s400/cinema.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Talvez por tudo o que escrevi no post abaixo, o filme "Apenas o fim", que me pareceu razoável, tenha uma força bastante... delicada. Descobri em algum ponto do filme uma beleza que dessacraliza este momento - o fim - temido por tanta gente e, curiosamente, eternizado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, seja por puro medo, apego, ou, no caso, por amor, nós imortalizamos o fim, o que é certamente um paradoxo. O fim acaba durando muito mais do que deveria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Apenas o fim" foi sentido por mim como uma homenagem a tudo o que acontece antes do fim. E depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E depois.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E depois.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-1943237605413937158?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://balaiodajulia.blogspot.com/2009/06/ainda-sobre-o-fim.html</link><author>noreply@blogger.com (Julia)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SkVYZ00nIQI/AAAAAAAAAIs/adPVv8cpm-w/s72-c/cinema.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-2634808450625668519</guid><pubDate>Fri, 26 Jun 2009 22:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-26T16:09:13.447-07:00</atom:updated><title>Apenas o fim</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SkVOv_bsaLI/AAAAAAAAAIc/h9ue4Exr5rU/s1600-h/michael.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351770318588111026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 127px; CURSOR: hand; HEIGHT: 99px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SkVOv_bsaLI/AAAAAAAAAIc/h9ue4Exr5rU/s400/michael.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esta semana foi marcada por fatos que me fizeram pensar no fim. Pensar no fim de todas as coisas: dos momentos, dos relacionamentos, da vida. A reflexão teve início quando fui ver o filme “Apenas o fim”. O próprio nome foi, por si só, bastante sugestivo: o fim não é tudo. O fim é... apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim é, apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre o começo e o meio e entre o meio e elezinho ali, se estendendo ao infinito, muita coisa se passa. Agora eu te faço uma pergunta: Quem é Michael Jackson, o cantor de cara quase transparente e olhos tristes, ou aquele que dançava Billie Jean de luvas brancas e chapéu inclinado na cabeça, com nariz (ainda) mais pra bolachudo, pele quase negra e cabelo quase black power, sem escova progressiva? Para mim, Michael Jackson não é a figura envolvida em polêmicas, que sacudiu o filho da sacada do edifício, e que morreu solitário de algum problema do coração. Este foi ele no fim, foi apenas o seu fim. Mas ele “aconteceu” na trajetória entre o começo e o meio da sua existência, e em algum espaço contido entre o meio e o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que esquece de si mesmo em algum lugar do passado - e fica tentando se “copiar” a vida toda, repetindo uma batida monocórdia. Essas pessoas viram máscaras enrijecidas, sem vigor ou expressão. Tem gente que passa toda uma existência sem que talvez nunca chegue a “ser” de verdade. Porque “ser”, eu acho, requer grande liberdade e ousadia. E tem gente que escolhe alguns caminhos... que apequenam, e não correspondem talvez à sua verdadeira estatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim, nem sempre, está à altura do que (se) foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michael se imortalizou para mim (e para muitos) quando, entre outros milhares de momentos, em pleno estádio do Morumbi lotado, eu pude vê-lo – a olho nú!! – com o corpo inclinado formando 45 graus com o chão. E depois deslizando aqueles pés ao embalo de gritos histéricos de uma admiração transbordante e deslumbrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em algum momento da vida, quando ainda não era um retrato desbotado de si mesmo, Michael inventou um jeito próprio de ser, de se mover e sentir o som, que vai pulsar ainda por muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, este fato que estampa as capas dos jornais de hoje, foi o fim, apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto final que me fez pensar na beleza de tudo o que transborda, e se eterniza. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-2634808450625668519?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://balaiodajulia.blogspot.com/2009/06/apenas-o-fim.html</link><author>noreply@blogger.com (Julia)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SkVOv_bsaLI/AAAAAAAAAIc/h9ue4Exr5rU/s72-c/michael.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-6439854661328078810</guid><pubDate>Wed, 20 May 2009 21:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-20T16:35:16.604-07:00</atom:updated><title>Caminhando e cantando: Relacionamento Já!</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/ShR4PyimY5I/AAAAAAAAAIU/Hqy-1vEwCQ8/s1600-h/BALAIO.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338023671001146258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 143px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/ShR4PyimY5I/AAAAAAAAAIU/Hqy-1vEwCQ8/s400/BALAIO.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Aconteceu outro dia na Avenida Rio Branco a “Passeata dos sem namorado”, que reuniu cerca de 400 pessoas, de todos os credos, raças e idades. No discurso dos manifestantes, nota-se a ânsia por encontrar aquela delicada serenidade experimentada quando nos sentimos amorosamente ligados a outro individuo. Algumas amigas minhas “tacaram pedras” na manifestação: “coisa de gente que não tem o que fazer”, “o fim da picada”. Já eu não vejo problema no fato dessas pessoas terem se juntado e feito uma caminhada pelo centro da cidade em plena luz do dia. Ao menos se reuniram para dividir publicamente certa aflição que vejo presente aqui e acolá, no discurso de muitas mulheres e de alguns homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quaisquer que tenham sido as reais motivações para o surgimento daquela aglomeração - credulidade, falta do que fazer, pobreza de espírito, vontade de aparecer, ou genuína curtição – eu aprovo. Achei a idéia uma farra. Aprecio movimentos e manifestações, embora seja um pouco triste o cenário que os motiva a existir. Não estou "em busca de um namorado", e acho engraçado quando acontece de algumas pessoas se dirigirem à categoria dos “solteiros” como se tudo o que precisassem na vida fosse de um “par”. Não acho, no fundo, que a passeata seja por namorados(as). Talvez, um manifesto em prol dos relacionamentos. Amizade, para mim, é a espécie de relação mais importante de todas. Se tivéssemos hoje em dia, em lugar dessas “ficadas, rolos e pegações” a velha e boa amizade colorida.. Vejam que diferença! Na década de 60/70, usavam esta bela palavra, e ela ainda vinha seguida de “colorida”.. Hoje em dia... Cadê a amizade? Cadê colorida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo homens e mulheres se achando super contemporâneos quando na verdade o que fazem é seguir normas de um padrão que diz: tenho pavor de compromisso, tenho horror à relação, não se aproxime demais que eu te deleto! Gostaria de saber quando foi que a palavra compromisso deixou de significar afeto, cuidado com o outro, para significar apenas um manto de obrigações chatas e e cobranças. Compromisso a gente tem com quem a gente gosta, não apenas com marido e mulher, namorado e namorada. É sair um pouco de si e pensar: será que fui sincera(o) quando disse aquilo? Será que agindo assim estarei sendo mané? Relacionamento para mim é troca, é soma. Não tem simplesmente aquele sentido de "comecei um relacionamento". Portanto eu decreto, em alto e bom som, sem medo de ser piegas e deixando de lado a hipocrisia: Eu quero me relacionar! Eis meu manifesto singelo e individual, mas não menos barulhento. Claro, não é qualquer um ou qualquer uma que terá o privilégio da minha emoção. Para alguns, a amizade, para outros, um olhar de empatia, ou ainda minha reprovação. Mas não passo a vida indiferente. E acho que muito mais importante do que um(a) namorado(a) nessa vida é a gente não perder jamais o frescor de sair por aí sem eira nem beira, deliberando seja o que for em movimentos e caminhadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes, um namorado até atrapalha...Mas relação de verdade, nunca é demais. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-6439854661328078810?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://balaiodajulia.blogspot.com/2009/05/caminhando-e-cantando-relacionamento-ja.html</link><author>noreply@blogger.com (Julia)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/ShR4PyimY5I/AAAAAAAAAIU/Hqy-1vEwCQ8/s72-c/BALAIO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-693775652205304948</guid><pubDate>Mon, 18 May 2009 00:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-17T17:21:19.355-07:00</atom:updated><title>Revolução verdadeira é a que muda o coração</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/ShCpr8Ia0kI/AAAAAAAAAIM/ItJUD9p76po/s1600-h/coraÃ§ao+images.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336952130774946370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 105px; CURSOR: hand; HEIGHT: 120px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/ShCpr8Ia0kI/AAAAAAAAAIM/ItJUD9p76po/s400/cora%C3%A7ao+images.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Recomendo o filme: "Entre os muros da escola". A princípio, me pareceu não trazer grandes novidades. Cheguei a achar meio cansativo. Mas, vejam que surpresa, quando cheguei em casa, e já no caminho de volta da sala de cinema para o meu quarto, o filme surtiu bom efeito. Aparentemente chovendo no molhado, ele é sutil e delicado. Quebra estereótipos. O professor bem que tenta alcançar, se comunicar com os alunos, mas não consegue. Acho que devia ser exibido em todas as escolas e universidades. Repito uma frase linda de um forró cantado por um ex eterno amor meu: "Revolução verdadeira é a que muda o coração". Acho que a verdadeira revolução, se vier, virá pela educação. E qual o tipo de educação que nós queremos? Da minha parte, aquela que fala ao afeto e ao coração. Não dá para ficar defendendo um ensino que só fala do cateto da hipotenusa. Ensinar é conflitante, então é preciso abrir espaço para o conflito, acolher o conflito e aprender com ele. Ninguém tem a voz da verdade. Nem os alunos, nem o professor. É preciso muito mais humildade nesta Terra, para que a verdadeira aprendizagem possa florescer por aí.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-693775652205304948?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://balaiodajulia.blogspot.com/2009/05/revolucao-verdadeira-e-que-muda-o.html</link><author>noreply@blogger.com (Julia)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/ShCpr8Ia0kI/AAAAAAAAAIM/ItJUD9p76po/s72-c/cora%C3%A7ao+images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-5386075349878437908</guid><pubDate>Sun, 17 May 2009 23:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-18T05:42:25.530-07:00</atom:updated><title>Sobre sorrir e chorar</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/ShCjp88xM8I/AAAAAAAAAIE/llWMJ7XHtqY/s1600-h/ATgAAADX4EY7SPIVfMufALd9iBFVQL26GeHTbXsP4nUy1L2NvTw4QIWhg__yrFwEmww9i3pyYC3EVjo2eWAu7HeXmSVuAJtU9VDhq3VC4DZuMYDKX_Tvnw09frQxQA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336945499565011906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/ShCjp88xM8I/AAAAAAAAAIE/llWMJ7XHtqY/s400/ATgAAADX4EY7SPIVfMufALd9iBFVQL26GeHTbXsP4nUy1L2NvTw4QIWhg__yrFwEmww9i3pyYC3EVjo2eWAu7HeXmSVuAJtU9VDhq3VC4DZuMYDKX_Tvnw09frQxQA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tenho andado sumida, talvez porque ande mais ocupada com a vida do que com reflexões sobre a vida. Bom mesmo é se ocupar das duas coisas ao mesmo tempo: eis o meu atual desafio. Incrível que depois de ter caído, chorado, sofrido, pareço ter ficado mais bem humorada. Às vezes um sorriso brota do canto da minha boca, quando as situações me parecem as mais inusitadas. Um sorriso que vem de um fracasso, mas também, de uma ponta de esperança. E não é que li, na Revista de Domingo, uma frase da Marisa Orth, a atriz, dizendo: "As melhores piadas começam quando a maçaneta sai na mão. É quando a fé acaba que você começa a ficar engraçada". Concordo plenamente. O que seria do humor sem a tristeza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje consigo sorrir ao ver a dificuldade alheia, sem achar que ela é minha. Hoje consigo sorrir vendo minha própria dificuldade, e penso que um dia, terei outras, não mais essa(s). Experimento outras paixões. Me apaixono a cada dia. A vida é muito curta para ficarmos para sempre chorando. A propósito: a foto não tem relação direta com o post. Eu ia inserir outra, mas veio essa, então deixei o destino agir... e deixei, já que tem o dom da leveza e da graça.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-5386075349878437908?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://balaiodajulia.blogspot.com/2009/05/sobre-sorrir-e-chorar.html</link><author>noreply@blogger.com (Julia)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/ShCjp88xM8I/AAAAAAAAAIE/llWMJ7XHtqY/s72-c/ATgAAADX4EY7SPIVfMufALd9iBFVQL26GeHTbXsP4nUy1L2NvTw4QIWhg__yrFwEmww9i3pyYC3EVjo2eWAu7HeXmSVuAJtU9VDhq3VC4DZuMYDKX_Tvnw09frQxQA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-6257193718504625528</guid><pubDate>Tue, 24 Mar 2009 01:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-23T18:58:49.821-07:00</atom:updated><title>Novas idéias</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/Scg-R1DcJuI/AAAAAAAAAHc/5p7_X-Pu_C0/s1600-h/cinema+novo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316567836131075810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 125px; CURSOR: hand; HEIGHT: 89px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/Scg-R1DcJuI/AAAAAAAAAHc/5p7_X-Pu_C0/s400/cinema+novo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Voltei, depois de longo tempo em silêncio... Bem, fui ver o filme indiano que ganhou o Oscar, “Quem quer ser um milionário”. Gostei, mas parece uma espécie de novelão. Nada daquilo é muita novidade para quem lê e ouve notícias sobre a guerra do tráfico e os forninhos das favelas, onde se queimam pessoas vivas, condenadas por um tribunal informal.. Tudo isso é muito trash, é um pesadelo do qual a gente sabe que tão cedo não vai acordar.. Vendo esse tipo de filme saio sempre do cinema com vontade de fazer alguma coisa, mas nunca sei bem o quê... Escrever? É alguma coisa, ao menos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou fazendo um curso de cinema brasileiro que simplesmente ando adorando. Vejo filmes do Cinema Novo e me encanto com aquela época de tanto engajamento, de tanta fé na transformação pela via estética, pela via política. No momento, escrevo morrendo de sono, mas cheia de fé e esperança que esses filmes, mesmo quando desesperançados, me fazem sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada dia mais, me interesso menos pelas opiniões das pessoas, do que pelas atitudes. Mesmo uma pessoa com uma visão de mundo aparentemente conservadora, pode ser mais aberta à transformação do que uma outra, que aparentemente concorde com tudo o que digo mas que lá no fundo permanece imutável e enrijecida nas suas crenças, e não move uma palha na direção de suas próprias palavras. Ando encantada com atitudes. E com idéias, claro, sempre idéias, que possam se transformar em ação. Se você tem um bom argumento, eu vou certamente parar para te ouvir. Talvez porque esteja também em companhia de um livro sobre o filósofo Sócrates, que adorava, antes de tudo, perguntar, desconstruir. Sabia que a “verdade” não estava nas mãos de ninguém. A “verdade” está sempre em construção e depende do que se observa, e do observador, e de tantas outras coisas... Por isso gosto de pessoas que duvidam, e que se abrem para o que pode vir a ser. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-6257193718504625528?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://balaiodajulia.blogspot.com/2009/03/novas-ideias.html</link><author>noreply@blogger.com (Julia)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/Scg-R1DcJuI/AAAAAAAAAHc/5p7_X-Pu_C0/s72-c/cinema+novo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-5783672952614140416</guid><pubDate>Thu, 05 Feb 2009 22:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-05T14:48:37.548-08:00</atom:updated><title>Separar é preciso - parte II</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SYtqT3uqL2I/AAAAAAAAAHU/_Uyp4N5YH74/s1600-h/antibadluckmirror.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299446276141231970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 310px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SYtqT3uqL2I/AAAAAAAAAHU/_Uyp4N5YH74/s400/antibadluckmirror.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Alan, meu amigo leitor, sempre me insufla a escrever mais e mais com seus comentários... Vamos lá! Lendo o seu comentário no post anterior, caríssimo Hallan's, e relendo meu post anterior, deu vontade de voltar ao tema. A separação, no meu ponto de vista, é um "eterno retorno". A gente se separa para se aproximar, eis o paradoxo. A escrita, por exemplo, que cá embaixo eu digo ser uma tentativa de se separar do "todo" ... não deixa de ser, ao mesmo tempo, uma tentativa de aproximação, de compreensão, de formar um elo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de "cortar o cordão umbilical" não significa que vamos deixar de estar, pelo resto de nossas existências, inexoravelmente ligados aos nossos pais, antepassados, etc. Mas, imagina se não houvesse este corte, imagina se a gente andasse por aí sendo arrastado mundo afora pela barriga da nossa mãe... Seriamos um com ela, e não seriamos ninguém...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagina um mundo onde todos sofram as mesmas dores, com a mesma intensidade... Quem poderia ter força para levar a marcha adiante, apontar outros caminhos, ou mesmo dar alento aos que mais precisam? Penso mais ou menos por aí... Se você tem depressão e eu me afogo na sua depressão, como poderei te ajudar? A gente só pode ir ao encontro do outro se tivermos equilíbrio interno e serenidade para ajudar o outro, sendo um com ele, e permanecendo, ao mesmo tempo, inteiro. Isso em certa medida, é claro. Tem vezes que a gente realmente não quer e não deve e não consegue se separar de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que digo vale não apenas para o sofrimento, mas para tudo: chatice alheia, felicidade que vem dos outros... Por exemplo: chatice... Se a gente absorve a alheia, cadê tolerância para lidar com "a" "o" chata(o)? Pode ser apenas um momento chato... É uma diferença sutil, mas como uma vez bem observou meu amigo Fabrício: “o sutil pode ser muito... opressor”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-5783672952614140416?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://balaiodajulia.blogspot.com/2009/02/separar-e-preciso-parte-ii.html</link><author>noreply@blogger.com (Julia)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SYtqT3uqL2I/AAAAAAAAAHU/_Uyp4N5YH74/s72-c/antibadluckmirror.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-956112728315732933</guid><pubDate>Tue, 03 Feb 2009 18:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-04T04:56:15.464-08:00</atom:updated><title>Tempo doido</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SYiK_kdORHI/AAAAAAAAAHM/mHxVvYKHGHY/s1600-h/images+lua+dois.jpeg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298637786324026482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 140px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SYiK_kdORHI/AAAAAAAAAHM/mHxVvYKHGHY/s400/images+lua+dois.jpeg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Tempestade de neve em Londres, como não se vê há 18 anos. No Rio, o verão alterna um mormaço de céu cinzento com outro azul, sempre imprevisível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existem mais estações do ano, e a gente vai passando os dias com a impressão de que estamos sempre no mesmo momento. Na correria, a gente vai se consumindo sem prestar atenção na suscetibilidade do tempo. No máximo, paramos para reclamar: "nossa, que calor!" ou "humm.. é só chegar o final de semana que faz frio...!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que sou muito ligada ao clima. Dependendo do aspecto do dia, meu humor e minha sensibilidade se modificam. Em um dia de sol, sou feliz com muito mais facilidade... Por que somos assim? Talvez eu não tenha concluído direito aquela etapa da vida, lá na mais "tenra infância", em que a gente precisa se "separar do todo". Na vida, acho que a gente tem que aprender a se "separar" de várias formas dos outros. Se não, ficamos levando pra casa sentimentos que não são nossos, tristezas que não são nossas, cores cinzentas ou azuladas que não vem da gente para o mundo, e sim do mundo para a gente. Isso faz parte, claro: somos humanos, viemos da terra, nos afetamos por tudo. Mas a cada dia, alimento a crença de que precisamos buscar a paz interior, independente do mundo que nos cerca. Só assim, movidos por essa paz, poderemos conseguir – quem sabe? - alguma coisa melhor para o futuro, que é sempre um "agora". Eu só acredito na revolução alcançada por uma legião de pessoas que encontram a sua paz e a sua autonomia interior. A grande maioria, vive acorrentada: ao passado, ao tempo, ao clima, aos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li um livro interessante, do Osho, em que ele diz que precisamos esquecer o futuro para então nos despregarmos do passado e vivermos efetivamente o "agora". Gostei disso. O agora a gente vive sempre por um triz... Em geral estamos pensando no que vamos fazer quando sairmos do trabalho, quando chegarmos em casa, quando sairmos com os amigos, formos naquele aniversário, naquela festa... andamos conectados no amanhã, no final de semana, na semana que vem. E desta forma, as coisas vão passando e o passado fica engordando, pesando nas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes já me peguei escapando do "agora", seja porque ele está com aparência tediosa, seja porque me exige demais. O fato é que muitas vezes a gente foge para um futuro ou um passado como uma criança que fica imaginando seres fantásticos saindo de dentro do armário, em vez de abrir a porta e dar uma olhadinha atenta. Simples assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fugindo do presente, a gente complica tudo, torna tudo meio sonho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Experimentamos diversos partos ao longo da vida. Ao longo da vida, precisamos cortar o cordão que nos une ao tempo, aos outros, até mesmo para decidirmos, quando der vontade, nos unir novamente e buscar aconchego no útero da terra, no colo de tudo o que existe nesse mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já viu como é bom ficar olhando a lua e nos tornarmos, nós mesmos, a lua? Estagnados de pura admiração e deslumbramento, ficamos sem palavras, apenas sentindo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ator faz isso por profissão: em vez de se separar, ele se torna o outro. As palavras, desempenham papel contrário: muitas vezes, são formas da gente se separar das coisas. Ao nomear, estamos nos separando... Certamente é por isso que escrevo: para recortar algumas formas que tornam a vida menos absurda, mais palatável. Para modelar o caos. Separar é preciso. E tem momentos em que é preciso também o contrário: calar, totalizar, sermos todos um só. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-956112728315732933?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://balaiodajulia.blogspot.com/2009/02/tempo-doido.html</link><author>noreply@blogger.com (Julia)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SYiK_kdORHI/AAAAAAAAAHM/mHxVvYKHGHY/s72-c/images+lua+dois.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-6017020072213850716</guid><pubDate>Tue, 13 Jan 2009 13:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-13T08:10:32.908-08:00</atom:updated><title>Você é o lugar onde você mora?</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SWyaNdqUEzI/AAAAAAAAAGk/9ixLzWG2rjw/s1600-h/janela_p4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290773218344571698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 286px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SWyaNdqUEzI/AAAAAAAAAGk/9ixLzWG2rjw/s400/janela_p4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Continuando as divagações sobre as nossas paisagens (é bom começar lendo o post abaixo)... infelizmente tem gente que discrimina certos locais e pré-julga as pessoas simplesmente tomando por base o bairro onde elas moram. "Hum... patricinha(o)"; "Hum... suburbana(o)", etc, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem me chamado muita atenção hoje em dia a mentalidade estreita. Essa mentalidade não discrimina pessoas de nenhuma raça, credo ou região. Ela é democrática na forma de afetar os seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há como negar que uma parte de mim está intrinsecamente ligada aos contornos da Lagoa Rodrigo de Freitas, ao bronzeado de Copacabana, Ipanema, ao intelectualismo "fashion" dos cinéfilos que freqüentam os cinemas de Botafogo. Fui criada ali, tudo isso faz parte de mim. Minha alegria física e mental, e mesmo meu conceito de uma "vida feliz", estão impregnados dessas paisagens. Inevitável. Bicicletas correndo ciclovias, o vento batendo no rosto, a sensação de liberdade de tomar um chope no meio da rua, ainda de biquíni, a ansiedade de querer conferir as últimas novidades do cenário cultural. Essa ânsia, essa inquietação, são minhas. Sou eu. Cresci cercada de livros, fazendo viagens (grande parte delas, puramente mentais), sendo estimulada a querer procurar o que existe do "lado de lá". Gosto do lugar onde eu nasci e onde ainda respiro. Reconheço em mim o cheiro e as cores do local onde eu moro. Mas felizmente, esse lugar não me condena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja a paisagem externa "feia" ou "bonita", para mim o que conta mesmo é a paisagem que mora dentro da gente. E que embora, e sem dúvida, seja influenciada pelo local onde vivemos e pessoas com quem convivemos, não se nutre exclusivamente deles .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso não entendo, por exemplo, quem reprova o gosto por funk, techno, forró, clássica, samba ou blues em certo tom pejorativo. Ou quem não coloca os pés nas areias da Zona Sul, da Zona Oeste, ou não respira o ar da Zona Norte. Acho que o valor não está nas coisas. Mas na nossa capacidade de enxergar com amplitude, profundidade, e relativizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais paisagens você enxerga? É isso o que me interessa. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-6017020072213850716?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://balaiodajulia.blogspot.com/2009/01/voc-o-lugar-onde-voc-mora.html</link><author>noreply@blogger.com (Julia)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SWyaNdqUEzI/AAAAAAAAAGk/9ixLzWG2rjw/s72-c/janela_p4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-8907283494295223030</guid><pubDate>Tue, 13 Jan 2009 13:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-13T05:56:55.547-08:00</atom:updated><title>Da sua janela, você enxerga o quê?</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SWydoyvxhuI/AAAAAAAAAG0/lc4i9GOJCXo/s1600-h/sou-feia-mas-to-na-moda-poster02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290776986395969250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SWydoyvxhuI/AAAAAAAAAG0/lc4i9GOJCXo/s320/sou-feia-mas-to-na-moda-poster02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SWydVUCmyiI/AAAAAAAAAGs/sS6ELi2jz84/s1600-h/sou-feia-mas-to-na-moda-poster02.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SWyY1Yyt-_I/AAAAAAAAAGc/J2M-MTI9B5o/s1600-h/5700_im_grande.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290771705209158642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 325px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SWyY1Yyt-_I/AAAAAAAAAGc/J2M-MTI9B5o/s400/5700_im_grande.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Já que estamos falando em mudar de paisagens... Ando pensando algumas "cositas.."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós somos nossa família, nossas vivências, nossos amigos. E também somos o lugar em que passamos a maior parte de nossas existências. Recentemente atentei para esta (aparentemente) evidente constatação. Uma vez ouvi falar que a Tati Quebra Barraco, autora de sucessos como "Fama de putona" e "Atoladinha", por mais que tenha faturado o suficiente para comprar um apê longe da Cidade de Deus, não larga sua comunidade natal por nada neste mundo. O meu interlocutor estava um pouco surpreso com a notícia que ele havia lido mas, sinceramente, a informação não me chocou nem um pouquinho. Eis que hoje, ao ter decidido escrever sobre o tema, preferi confirmar a informação e li a seguinte notícia no site "O Fuxico":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Prestes a completar 27 anos (...) talvez este seja o melhor aniversário comemorado por Tati Quebra-Barraco (...) Apesar de não deixar a comunidade natal, Tati Quebra-Barraco passa boa parte de seu tempo fazendo shows pelo Brasil"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a assessoria de imprensa da cantora, "os amigos da Tati já foram convidados e, para se ter uma idéia, serão 600 caixas de cerveja, que terão que ser geladas na piscina".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia, é senso comum pensar que dinheiro é sinônimo de mudança de apartamento, de bairro, de estilo de vida e se possível até de cidade. Pura arrogância. Nós somos também as ruas pelas quais passamos, as paisagens com as quais nos impregnamos, as raízes que criamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a paisagem que nos impregna não é lá essas coisas, isso poderia nos levar a pensar que o negócio é "sartar fora" assim que possível, para até mesmo nos tornarmos "seres humanos melhores". Mas beleza, minha gente, não é tudo. Vide o documentário "Sou feia mas tô na moda", que mapeia o funk carioca e cujo título é também o nome de um dos batidões da Tati. "Quem ama o feio, bonito lhe parece" já diz o ditado. Aceitar isso, e não se surpreender, é deixar de lado nossa arrogância e perceber que a felicidade não mora apenas nas areias de Ipanema; nos Cafés do Leblon ou ainda nos shoppings e lofts da Barra da Tijuca e afins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, a maior pobreza e feiúra de todas, a única que é inaceitável e que me faz ter vontade de passar a vida bem longe, é a pobreza espiritual. Eu penso que vivemos uma época em que impera a feiúra. Mas não é a feiúra da falta de dinheiro e ou da falta de locais chiques e bacanas que me incomoda. Me incomoda mais a feiúra dos horizontes estreitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam: a Tati pode querer passar a vida inteira na Cidade de Deus. Mas se a sua mente estiver conectada com o mundo, se a grana que ela ganha contribuir para que ela tenha outras referências, sonhe mais, aprecie outros estilos de vida e tenha a certeza de que sua comunidade NÃO é o centro do universo: OK!!. O dinheiro já terá cumprido algum papel importante na vida da Tati.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, quase tudo na vida é uma questão de relativizarmos: os nossos problemas, as nossas certezas, o nosso conceito de "beleza"; "pobreza"; "feiúra". Quando vivemos assim, ampliamos nossas mentes, conquistamos o mundo. Mesmo morando em pindamoiangaba. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-8907283494295223030?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://balaiodajulia.blogspot.com/2009/01/da-sua-janela-voc-enxerga-o-qu.html</link><author>noreply@blogger.com (Julia)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SWydoyvxhuI/AAAAAAAAAG0/lc4i9GOJCXo/s72-c/sou-feia-mas-to-na-moda-poster02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-7226677382089277390</guid><pubDate>Wed, 07 Jan 2009 16:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-07T09:21:40.065-08:00</atom:updated><title>Ano Novo Vida Nova</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SWTbf5wcHCI/AAAAAAAAAGU/PIFfAk9WS-0/s1600-h/images.jpeg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288593203566222370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 124px; CURSOR: hand; HEIGHT: 124px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SWTbf5wcHCI/AAAAAAAAAGU/PIFfAk9WS-0/s400/images.jpeg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A sua vida precisa ser renovada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei um ano achando que estava construindo alguma coisa especial. A construção começou a se mostrar meio periclitante, uma espécie de edificação "balança mais não cai". Mas o fato é que caiu. E que bom que caiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu aprendi muito com esta queda. Acho que amadureci cerca de dez anos de vida. Pena que foi preciso gastar tanto material de construção, tantas palavras, e água e sal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, enfim. Descobri que estava tentando edificar algo em terreno arenoso, sujeito à abalos sísmicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa é verdade: se você não muda, não renova seus pensamentos, não transforma as suas atitudes, sua vida continua a mesma. Tenho aprendido que muitas vezes a verdadeira sabedoria consiste em aprendermos a dizer não. Eu sou partidária, quase sempre, do sim. “Sim, vamos tentar”. “Sim, por um mundo melhor”. “Sim, eu compreendo”. “Sim, pode ser uma boa”. Mas o “não” guarda poderes supremos, pode nos abrir novos caminhos. O “não” nem sempre é fracasso. Muitas vezes é defesa, proteção, e sabedoria. Na vida, precisamos dizer muitos “nãos” para que o “sim” tenha realmente sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejo a todos que estão desejando “Ano Novo Vida Nova” uma reciclagem total. Eu já separei bem o que desejo “jogar fora” e o que desejo transformar na minha vida. E você? Sabe para o que vai dizer não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para você talvez o aprendizado seja outro. Talvez para você o aprendizado consista em ser mais afirmativo. Fazer sinal de “ok”, sorrir e cantar para a vida. Não interessa. O importante é se questionar, e modificar realmente o que estiver fora do lugar (ou já muito formatado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei esse “processo” decidindo mudar minhas paisagens. Não agüento mais dar vazão ao meu lado “patricinha” e ficar indo a boates lotadas, travando diálogos (?) com seres vazios que não tem quase nada a acrescentar. São espécies de clones que se reproduzem em série. Sempre a mesma musculatura corporal e flacidez cerebral. Em uma mão seguram um copo e na outra, por vezes, um cigarro. Por mais que esses seres possuam apenas dois braços, como todos nós mortais, eles têm o poder de criar ainda outro braço, e outra mão (no caso das duas estarem ocupadas) para te segurar e te enlaçar pela cintura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como de patricinha eu guardo tão simplesmente certo gosto musical, decidi renovar o terreno por onde tenho andado, em todos os sentidos. Quero mais samba e menos choro. Mais choro e menos techno. Mais baião e menos balada. Quero mais amizade e menos afeto sem tempero e sem gosto verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você, já sabe o que vai querer? Está lançado o desafio. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-7226677382089277390?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://balaiodajulia.blogspot.com/2009/01/ano-novo-vida-nova.html</link><author>noreply@blogger.com (Julia)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SWTbf5wcHCI/AAAAAAAAAGU/PIFfAk9WS-0/s72-c/images.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-6084467364917081040</guid><pubDate>Tue, 23 Dec 2008 03:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-22T19:48:24.516-08:00</atom:updated><title>La Isla Bonita</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SVBbLyrZDwI/AAAAAAAAAGE/f0IBjbt9YOA/s1600-h/150468.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5282822621046050562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 283px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SVBbLyrZDwI/AAAAAAAAAGE/f0IBjbt9YOA/s320/150468.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Gente boa, depois de longo tempo me movimentando na incomunicabilidade, eis que retorno ao meu querido Balaio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora com saudade, confesso que me fez bem este período em que estive desinteressada em me fazer compreensível. Estava de férias! Em um dos lugares mais paradisíacos do mundo. Uma ilha realmente muito, mas muito bonita. Depois vou colocar algumas fotos aqui para vocês verem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas minhas férias não serão o tema desde post de reestréia. Eis que chegamos ao final deste 2008. Para mim, foi um ano esquisitinho à bessa. Não vai deixar saudades. Mas foi um ano de grande aprendizado. Hoje posso dizer que sou uma pessoa melhor. Mais ciente do que eu quero para mim, do que desejo para você, do que eu aceito vindo de você, e do que eu não aceito, em hipótese alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciei este ano em uma outra ilha, olhando para o céu e pedindo que só me acompanhasse o que realmente fosse me fazer bem. E eis que findo o ano na companhia do que tenho de melhor: o meu próprio silêncio. E agora, mais do que nunca, me (re)encontro: só. A melhor noticia é que esta sensação começa a me deixar bastante feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero falar agora sabe de que?... Do show da Madonna, uma das coisas boas que me aconteceram este ano. Confesso que prefiro a Madonna de La Isla Bonita do que esta que aí se apresenta, super ultra mega hiper purpurinada vitaminada sarada e eletrônica. Mas... fazer o que? Vivemos hoje em um mundo de beats e aparências. O que realmente me chamou atenção no show foram as imagens do telão e todo o deslumbrante aparato tecnológico. Talvez até mais do que as músicas e coreografias. Eu preferia a Madonna daquela roupa estampada de bolinhas dançando Holiday e movimentando os bracinhos no ar. É verdade. Mas a Madonna de Sweet and Stick Tour continua tendo a sua graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não apenas pela forma física e pelo fôlego impressionantes, mas por tentar dizer alguma coisa para uma massa humana que, aonde ela vai, a acompanha. A Madonna se recusa a ser fake. Os anos se passaram, se passam, e ela não se torna uma decadente e desbotada cópia de si mesma. Ao contrário de tantos cantores que ficam repetindo os mesmos sucessos a vida toda, lamentando os tempos de outrora que os anos não trazem mais, a Madonna é do tempo presente: ela é viva. Ela afeta e é afetada pelo que vivemos hoje. E se o que vivemos hoje é menos emocionante, autêntico, simples e/ou ingênuo do que o que vivemos algumas décadas atrás, a música da Madonna reflete isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faster than the speeding light&lt;br /&gt;She's flying&lt;br /&gt;Trying to remember&lt;br /&gt;Where it all began&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu achei a platéia um pouco morna em alguns momentos, a expressão da Madonna um pouco triste em outros, mas também isso é super atual. Nada melhor do que encerrar este ano, neste mundo tomado por gente e notícias “fakes”, comentando um show desta loura morena ruiva heterohomobitranspanssexual que resiste em se enquadrar. Ela tinha tudo para ter virado uma caricatura de si mesma. Mas não virou. Foi muito bom ouvir de novo Boderline, agora em outro ritmo, e constatar que a música continua linda. Tudo à ver:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Something in the way you love me&lt;br /&gt;Won't let me be&lt;br /&gt;I don't want to be your prisoner so baby&lt;br /&gt;Won't you set me free&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi muito bom poder identificar, naquela Madonna de “ontem”, a atualidade que sempre esteve presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I want to be where the sun warms the sky&lt;br /&gt;When it's time for siesta you can watch them go by&lt;br /&gt;Beautiful faces no cares in this world&lt;br /&gt;Where a girl loves a boy, and a boy loves a girl&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto de férias desejando estar nesta La Isla Bonita. Mas não quero retornar aos tempos de outrora não! Fico torcendo para que, num futuro próximo, cada um redescubra dentro de si aquele pedacinho de terra where the sun warms the sky, when it’s time for siesta lalaialalaia.... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-6084467364917081040?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/12/la-isla-bonita.html</link><author>noreply@blogger.com (Julia)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SVBbLyrZDwI/AAAAAAAAAGE/f0IBjbt9YOA/s72-c/150468.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-1164646840384480797</guid><pubDate>Mon, 13 Oct 2008 00:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-10-14T04:43:28.587-07:00</atom:updated><title>Mudando de estação: a humana natureza</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SPOQR5KVEZI/AAAAAAAAAF0/6jtTbiov73I/s1600-h/estacao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256703827147821458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SPOQR5KVEZI/AAAAAAAAAF0/6jtTbiov73I/s320/estacao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Entre as coisas bonitas que ouvi nos últimos tempos, destaco a observação de que cada etapa da vida poderia ser comparada a uma das estações do ano. A infância, com todas as suas cores e descobertas, seria a primavera. A juventude, com a explosão de energia e de força, seria o verão. A maturidade alcançada na vida adulta seguiria pelo outono até chegar ao inverno, tempo em que a gente precisa se abrigar no outro, em tudo o que construímos, e buscar amparo no que nos cerca para preservar o calor. A princípio, isso pode parecer comercial piegas de tevê ou mensagem dessas manjadas, que a gente recebe pela internet. Mas esta aproximação da vida com as estações me fez pensar em algumas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, todos envelhecem. E todos precisarão da mão de quem está ao lado para, talvez, atravessar uma rua, subir em um ônibus, enfim, seguir em frente. Interessante é que, quando aprendemos a andar com nossos próprios pés, encontramos nessa suposta “auto-suficiência”, a nossa força. Alguns acreditam tanto nessa “auto-suficiência”, que se tornam extremamente individualistas. Mas assim como acontece lá no começo, com os bebês, a passagem do tempo torna a nos defrontar com a necessidade da mão do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam: a perfeição da existência faz com que todos, um dia, tenham que se curvar aos outros, e ao tempo. E voltar a sentir na própria pele a majestade de tudo o que nos rodeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudando agora apenas um pouco “de estação”, em tempos de eleição (ainda que tão desgastada eleição) é mais do que tempo de pensar nesses nossos "outros", que andam por aí e às vezes a gente nem repara. A julgar por esta reflexão, os valores do individualismo não são compatíveis com a nossa própria humana natureza.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-1164646840384480797?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/10/mudando-de-estao-humana-natureza.html</link><author>noreply@blogger.com (Julia)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SPOQR5KVEZI/AAAAAAAAAF0/6jtTbiov73I/s72-c/estacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-436600013756249947</guid><pubDate>Wed, 08 Oct 2008 14:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-10-08T07:52:54.115-07:00</atom:updated><title>Intimidade Indecente</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SOzH8f0wMCI/AAAAAAAAAFc/61KJzZgiWEw/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254794707383365666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SOzH8f0wMCI/AAAAAAAAAFc/61KJzZgiWEw/s320/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A revolução sexual deixou as mulheres, sem dúvida, em situação muito mais confortável do que nos tempos de vovó mocinha. É muito bom saber que hoje em dia estamos em pé de igualdade com os homens quando o tema é sexo. Não há mais tabus, sutiãs e calcinhas para serem queimadas em praça pública. A Rainha está nua. No entanto... acho que tem mulher aí ficando com a auto-estima no pé por não saber usufruir de toda essa "liberdade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem me taxar de retrógrada, conservadora, fora de moda (mané não.. rs). Mas é a verdade. Nem toda mulher, eu diria que talvez a minoria das mulheres, está preparada para agir "igual a homem" quando busca satisfazer seu desejo sexual. Até porque, não é igual. Nesses casos, se aplica a música dos Titãs: "Desejo, necessidade, vontade... a gente não quer só comer, a gente quer comer e quer fazer amor". Mesmo a mais prática, contemporânea e pós-moderna das mulheres acaba esperando algo mais do que um orgasmo quando vai para a cama com um cara. Ainda que seja uma ligação no dia seguinte dizendo o quanto ela é linda, especial, e espetacular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando isso não acontece? Bem, quando não acontece, considerável fatia do público feminino fica se sentindo meio mal, com vontade de devorar dez barras de chocolate, procurando mergulhar no trabalho ou se enfurnar na academia. Tem aquelas que se convencem de que não é nem um pouco importante o cara ligar. Afinal, também nós podemos ter o gosto de dizer o quanto eles foram e são lindos, másculos e pimpões (hahaha, adoro esta palavra , tão velhinha...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas vão além. Não sabendo lidar com a ausência de carinho daqueles que não são seus maridos ou namorados (que talvez não sejam nada além de meros des-conhecidos) vão ficando neuróticas, impregnam o homem de mensagens, torpedos, sinais de fumaça. E acabam se sentindo incapazes de se relacionar. Existem ainda outras, que simplesmente “diversificam o foco”, entram em uma roda viva de transas e mais transas e, em vez de prazer, experimentam uma terrível sarjeta. Fossa total. Tem ainda muitas outras, claro. E eu me incluo nessas muitas outras. Rsrs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulheres são muito misteriosas. Por isso mesmo, acho eu, temos que respeitar esse nosso mistério. Sexo é muito bom, mas antes de tudo é uma intimidade muito grande que nós, mulheres, dividimos com uma pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intimidade, para ser boa de verdade, tem que ser conquistada. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-436600013756249947?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/10/intimidade-indecente.html</link><author>noreply@blogger.com (Julia)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SOzH8f0wMCI/AAAAAAAAAFc/61KJzZgiWEw/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-4475851887502167345</guid><pubDate>Wed, 08 Oct 2008 14:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-10-08T07:37:51.394-07:00</atom:updated><title>Metáforas à La Lula-Lá sobre o arrependimento</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SOzFusfV70I/AAAAAAAAAFU/rcwd9HWKAuc/s1600-h/rosa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254792271241801538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SOzFusfV70I/AAAAAAAAAFU/rcwd9HWKAuc/s320/rosa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Atualmente ando fazendo umas metáforas bem ao estilo do nosso Lula. Imagina aquela pessoa que te arranca o braço e em seguida pede a sua mão? Ou alguém que te despeja uma hostilidade do porte de um elefante e, em seguida, vem com um amendoinzinho dizendo que é o arrependimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedido de perdão não faz o tempo voltar atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para certas dores, não adiantam palavras, reconhecimentos tardios. Só mesmo o tempo. Certas feridas só cicatrizam no escuro, no silêncio, e na solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes memórias ruins somem com as cinzas. Às vezes não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine o que restou da cidade após a explosão da bomba de Hiroshima... Depois da reconstrução, será que a dor se extinguiu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu perdôo a humanidade, da qual faço parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que para evoluirmos precisamos errar, sentir a dor dos outros, e sobretudo as nossas, provocadas por nossa própria limitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cara que soltou a bomba no Japão, para sentir o perdão de cada uma das vítimas e de suas famílias teria que, antes, verdadeiramente, arrepender-se. E perdoar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreu louco. Ou já era louco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À cada um, cabe o peso sentido de seus próprios gestos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-4475851887502167345?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/10/metforas-la-lula-l-sobre-o.html</link><author>noreply@blogger.com (Julia)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SOzFusfV70I/AAAAAAAAAFU/rcwd9HWKAuc/s72-c/rosa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-4425576250568809550</guid><pubDate>Mon, 29 Sep 2008 18:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-29T11:44:57.485-07:00</atom:updated><title>Pelo caminho</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SOEhmKl_Q6I/AAAAAAAAAFM/bTMMmMzibWY/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251515580053144482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SOEhmKl_Q6I/AAAAAAAAAFM/bTMMmMzibWY/s320/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Talvez tão triste quanto a dor da morte seja a dor de uma idéia que decidimos deixar de lado, ou de um ideal no qual deixamos de acreditar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixar para traz sonhos e planos, que por tanto tempo guiaram nossas vidas, faz a gente sentir um vazio e uma tristeza inigualáveis. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas às vezes é preciso. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-4425576250568809550?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/09/pelo-caminho.html</link><author>noreply@blogger.com (Julia)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SOEhmKl_Q6I/AAAAAAAAAFM/bTMMmMzibWY/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-2311555994085653364</guid><pubDate>Fri, 26 Sep 2008 17:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-26T10:17:13.372-07:00</atom:updated><title>Desculpa mas... eu te conheço?</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SN0X_Z_e6PI/AAAAAAAAAE8/uh6GH14fv0A/s1600-h/michael_jackson_thriller_25.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5250379118660217074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SN0X_Z_e6PI/AAAAAAAAAE8/uh6GH14fv0A/s320/michael_jackson_thriller_25.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu comigo, deve acontecer com você: como diz a letra de um conhecido pagode, a gente "se apaixona pela pessoa errada". Será que a gente se relaciona mesmo com a pessoa real ou com a imaginada? Qual a porcentagem de realidade e de fantasia que existe nos nossos relacionamentos? E na nossa vida? Já parou para pensar nisso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é novidade: a gente gosta em parte do que a pessoa é, e em parte do que ela poderia ser. Ao menos comigo é assim. Quando decidimos iniciar uma relação, vem junto um pacotinho cheio de promessas e possibilidades. Aos poucos, pode ser que parte deste "pacote" tenha seu prazo de validade "vencido"; parte se revele propaganda enganosa; e parte permaneça a cada dia mais apaixonante. Pode acontecer apenas algum(ns) desses intens. Ou todos eles juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande questão é quando insistimos em buscar na pessoa real a pessoa imaginada. Com se fossemos um consumidor que, sentindo-se lesado diante do "produto", em vez de devolvê-lo, trocá-lo ou simplesmente aceitá-lo como ele é, ficamos tentando implementar ajustes. No caso de uma relação, que nada tem a ver com uma compra (graças a Deus!), as adaptações são necessárias. Eu diria imprescindíveis. Mas tudo tem um limite. E é preciso que cada um respeite o seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso saber o momento certo de disparar em direção ao outro a libertadora pergunta: "Desculpa mas... eu te conheço?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que isso vale para todas as relações, inclusive, as de amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ocorre, com alguma frequência, é que as pessoas têm dificuldade de identificar seus próprios limites. Ou acreditam que chegou ao limite muito precocemente, sem querer saber de "ajustes" ou, ao contrário, ficam obstinadas em seguir um caminho que há tempos vem se revelando cheio de furos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem muita gente achando que ama quando, na verdade, está é agarrado a uma crença, construída em tempos remotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábios são aqueles casais que a gente olha e pensa "puxa, como se gostam"... Talvez apenas tenham aprendido a apreciar o movimento, a mudança, e a reverenciar a estranheza alheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceitar que algumas pessoas não são aquilo que imaginávamos e buscávamos é um grande aprendizado. Simples assim. Nem por isso elas são melhores ou piores. Imagina: se nossos próprios "eus" são tão imprevisíveis aos nossos olhos, o que dizer dos outros?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Cabe a cada um decidir até onde vale abrigar na própria vida a presença desses adoráveis estranhos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-2311555994085653364?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/09/desculpa-mas-eu-te-conheo.html</link><author>noreply@blogger.com (Julia)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SN0X_Z_e6PI/AAAAAAAAAE8/uh6GH14fv0A/s72-c/michael_jackson_thriller_25.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-4523179719092730199</guid><pubDate>Sun, 21 Sep 2008 23:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-22T07:05:29.373-07:00</atom:updated><title>Relações sem compromisso e a dança do quadrado</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SNbjebQ6wgI/AAAAAAAAAEk/z5qmNUlaq6I/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248632527601189378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SNbjebQ6wgI/AAAAAAAAAEk/z5qmNUlaq6I/s320/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Entregar-se ao sentimento é como andar em um vendaval: a gente dá dois passos para frente, três para trás, dois para frente... mas o fato é que a gente caminha, sente o ar batendo no rosto e enchendo nossos pulmões. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Noto que hoje em dia tem muita gente iniciando relações onde já está preestabelecido que o bacana é não se entregar ao sentimento. O bacana é apenas "curtir o momento" (leia-se: sair, transar, rir, trocar algumas palavras de carinho) e se manter distante de qualquer coisa que lembre "compromisso". Não querer compromisso é um "sintoma" manifestado por muitos integrantes da minha geração, e das gerações mais novas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É como se cada um vivesse girando em torno de si próprio (cada um no seu"quadrado", como naquele vídeo do YouTube que subitamente se parece tão metafórico).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Entregar-se ao sentimento está meio fora de moda, talvez porque modifique a gente de verdade, derrubando nossas certezas, desestabilizando nossas rotinas. Amar, então, dá o maior trabalho. Melhor evitar. Para alguns chega a ser meio aterrorizante, sempre tão misterioso. Amar exige que a gente saia um pouco do nosso universo (do nosso "quadrado"), ultrapasse nossos limites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que na geração hippie era chamado "amizade colorida" se degenerou no que hoje o pessoal chama de "rolo". Hoje as pessoas "ficam", "pegam" (esse verbo ilustra bem o tipo de relação em voga). Do termo cunhado para caracterizar o amor livre, parece ter ido embora a "amizade" e ficado só essa coisa meio colorida, meio desbotada, que não ata nem desata. Alegrias provisórias, satisfações instantâneas. Por vezes essas relações são o começo de um caminho. Ou uma experiência interessante. Quem sabe uma divertida forma de exercício da sexualidade. A "coisa" começa a ficar complicada quando se começa a viver mais de uma relação desse tipo ao mesmo tempo. É como querer ver dois ou três filmes de uma só vez. Confunde a cabeça e, no final, fica aquela sensação de indistinção: não se sabe se determinada cena foi de uma ou de outra história. Quem falou mesmo aquilo? O personagem "A" ou "B"? E cadê o sentido de tudo, da experiência vivida? Foi pro espaço. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sinceramente, não gosto de nada que faça eu me sentir pela metade. Para entrar em qualquer tipo de relação que seja, gosto de me comprometer (o que para mim significa estar inteira, deixar fluir naturalmente o sentimento) e me lançar de verdade. Bom mesmo é voar sem ter o destino traçado. Não quero delimitar onde está o teto. Só assim, tudo (ou nada) pode acontecer. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-4523179719092730199?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/09/relaes-sem-compromisso-e-dana-do.html</link><author>noreply@blogger.com (Julia)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SNbjebQ6wgI/AAAAAAAAAEk/z5qmNUlaq6I/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-1943170153164025736</guid><pubDate>Tue, 16 Sep 2008 17:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-16T11:18:06.459-07:00</atom:updated><title>O malandro e o mané</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SM_2XazM_EI/AAAAAAAAAEc/23Y8xmmAOso/s1600-h/34863_82.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246682973101423682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SM_2XazM_EI/AAAAAAAAAEc/23Y8xmmAOso/s320/34863_82.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nunca escrevi tanto sobre um tema aqui neste blog. Mas sinto que ele tem apelo junto ao enorme público. rs. Devido às inúmeras interpretações despertadas pela palavra "mané" (e os comentários do post abaixo são testemunhos disso), vou tentar delimitar ainda mais o foco para deixar bem claro a espécie à qual eu estava me referindo. Mané, sem dúvida, tem diversas variantes, e o sentido da palavra vai se desgastando com o uso. Ficou realmente banal, sinônimo de "chato", como bem observou um amigo meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu diria mais. Mané virou também sinônimo daquele ser humano meio nerd; meio prego; meio “bobo chato feio”; ou ainda, meio sem noção. Mané também é usado com sinônimo de “otário”, “fora de moda” (pois é, essa expressão já tá fora de moda...), ultrapassado. Importante ressaltar que esta última definição é disseminada, exatamente, pelos mais autênticos da espécie mané, por esses aos quais eu prestei a homenagem (e que acham que definem o que está 'na moda'). Neste caso, a definição é pura “intriga da oposição”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insatisfeitos com a palavra que tão bem se aplica aos seus comportamentos, esses seres decidiram lançar sobre os outros a sua maldição. Mas não cola não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mané do qual eu falava, o manezão mesmo... o que ele guarda de específico em relação aos demais é o fato de não nutrir qualquer espécie de sentido de... gentileza, de consideração em relação ao próximo. O verdadeiro mané, símbolo maior de nosso século XXI, é antes de tudo um individualista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O malandro de ontem talvez tenha se tornado o mané de hoje. Mas acontece que o malandro de ontem (que ainda existe por aí) é cheio da ginga, é aquele conquistador que não esconde o fato de ser um conquistador. É aquele cara que, dentro da sua malandragem, joga limpo. Digamos que na fila do banco ele cederia o lugar para a velhinha, (quem sabe para o velhinho), para a grávida ou para a moça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O malandro de ontem é, antes de tudo, um amante das mulheres. Em situações de conflito, ele daria um jeito de sair ileso (mas torcendo muito para não prejudicar ninguém).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mané de hoje, ao contrário, é antes de tudo um amante de si mesmo. Se você for investigar a vida dele, notará que não se dá bem com o sexo feminino (a começar com a mãe, a irmã ou a avó). Podendo salvar a própria pele, ele salva. E não quer nem saber o que aconteceu com a “sociedade” à sua volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que tá aí a diferença. Eu proponho a volta do malandro!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A volta do malandro&lt;br /&gt;(Chico Buarque)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Eis o malandro na praça outra vez&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Caminhando na ponta dos pés&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como quem pisa nos corações&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que rolaram nos cabarés&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Entre deusas e bofetões&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Entre dados e coronéis&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Entre parangolés e patrões&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O malandro anda assim de viés&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Deixa balançar a maré&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E a poeira assentar no chão&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Deixa a praça virar um salão &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que o malandro é o barão da ralé&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-1943170153164025736?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/09/o-malandro-e-o-man.html</link><author>noreply@blogger.com (Julia)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SM_2XazM_EI/AAAAAAAAAEc/23Y8xmmAOso/s72-c/34863_82.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-6623682998290728233</guid><pubDate>Fri, 12 Sep 2008 12:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-12T06:04:20.945-07:00</atom:updated><title>Ser ou não ser... mané</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SMpoiCNKVdI/AAAAAAAAAEU/vH6237XyYaw/s1600-h/ser+ounao+ser.jpeg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245119649943279058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SMpoiCNKVdI/AAAAAAAAAEU/vH6237XyYaw/s320/ser+ounao+ser.jpeg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mané. Não existe melhor palavra para definir certa espécie de gente que não hesita em ser rude e individualista quando se sente ameaçada. Ou mesmo quando não sente nada. Afinal, em geral o mané não sente muitas coisas não. A sua sensibilidade não costuma ser muito apurada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que é ser realmente "mané"? Esse adjetivo, tão pequenininho e sonoro, cai como uma luva na caracterização desses seres que se proliferam por aí, e que por isso merecem esta justa "homenagem".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente tenho ouvido falar muito sobre eles. Não tem sexo, idade, cor, raça ou classe social que não sofra a interferência ou não perceba a disseminação de manés em solo nacional (talvez a maior concentração esteja no Rio de Janeiro, mas isso aí já é um "chute meu", bastante questionável). Não que manés não existissem antes, nos tempos de vovó e de mamãe. A diferença é que naqueles tempos um mané costumava ter vergonha de ser mané (o que nos leva a crer que não haviam verdadeiros espécimes em cena). Mas hoje em dia algo parece estar se modificado, e acredito que eles estejam até mesmo na moda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mané talvez seja a grande figura do século XXI. Mané para valer é aquele que não tenta disfarçar essa condição. Pelo contrário: ele não está nem aí para disfarces. Simplesmente é e ponto. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ser mané traz algumas vantagens: sobretudo o fato de que a vida fica muito mais simples, já que não há quase com o que se preocupar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mané pode ser homem ou mulher, e se manifesta com maior riqueza de sintomas em situações de conflito (como por exemplo no trânsito, na fila do banco, em momentos de cortes na empresa, ou desgaste no relacionamento). Em suma: o mané se revela de verdade em situações nas quais seu caráter é posto em questão. Mas é preciso frisar que mané que se preze não liga para esse negócio de caráter. Ele tampouco é um "mau caráter" (talvez tenha preguiça). O mané é mais ingênuo. Simplesmente vai vivendo... Não tem o propósito de prejudicar ninguém. Contanto que não o prejudiquem. E se prejudicar também... aconteceu. Fazer o que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você já lembrou de alguém com esse perfil, continue comigo. Vou tentar desenvolver a minha definição do termo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mané acha que está "abafando", "abalando geral" justamente nos momentos em que é mais baixo e vil. O mané se orgulha de feitos dos quais deveria se envergonhar. E se envergonha de atitudes e sentimentos nobres (que porventura possa ter experimentado) os quais deveria respeitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mané nunca ama e se entrega a ninguém, porque isso seria coisa de "otário". E quando ama e não se sente retribuído "à altura", pode vir a se sentir um "idiota". E lamentar ter "amado". E o mané ama? Não. O mané calcula e cobra cada centavo de dedicação que devota a alguém, porque em geral tem baixa capacidade de doação. Não percebe que gostar vale por si mesmo, que amar aquece a alma e amplia o espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mané só entende a vida em termos de "pede e ganha". Se alguma situação ou pessoa não dá "lucro", ele simplesmente chuta tudo pelos ares e desdenha o que deixou para trás. Ele vive apenas o tempo presente na plenitude de toda manezice. Não aprofunda sentimentos de apreço, ou de gratidão. Não valoriza passado nem futuro. Vai vivendo a vida como quem vai ao shopping sem a menor intenção de comprar, como quem vai à festa sem intenção de comemorar, ou quem sai com amigos sem vontade de conversar. Simplesmente segue na sua trilha, fazendo o que lhe dá na cuca. Pensando bem... mané não costuma ter cuca (palavra tão simpática, que remete aos bichos-grilos, tão mais poéticos). Mané tem cabeça para usar boné, gel, topete, ou para decidir se avança ou recua, se omite ou compactua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que tenho falado das "nights", vamos definir essa subespécie "mané noturna". Dizem por aí que ele(a) não tem pudor em ignorar torpedo, email, ligação ou sinal de fumaça. Responde quando dá na telha. Se não dá também, pra que responder? Antropólogos dizem que esse comportamento é mais comum em macho do que em fêmea. Mas não há regras (a proporção tende ao equilíbrio). Outro dado é que o mané pode passar dias, até meses, ou anos, ignorando manifestações de carinho e amizade do sexo oposto. Sua cara de pau (outra característica marcante) permite que, ainda assim, ele acione o caderninho de telefone se por acaso vir a lembrar da figura que tanta indiferença inspirou. Prepare-se: ele pode a qualquer momento te ligar. Sobretudo naqueles momentos em que você não está mais ligando a mínima. Mané ressurge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mané, não interessa muito nenhum desses assuntos sobre os quais estou escrevendo, até porque ele não se interessa muito por quase nenhum assunto. Gosta mesmo é de rir um pouco sobre quase todas as coisas. E isso basta. O mané quer o que o apraz no momento (e isso se modifica com muita facilidade e velocidade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das melhores definições para essa espécie é que ela não tem auto-crítica. Mané que é mané sofre de uma espécie de cegueira que não permite vir à tona a percepção do quanto foram (ou são) estúpidos (manés) com os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa que me parece importante lembrar é que todos nós podemos ter momentos "manés". Mas se não formos "manés" autênticos ficamos propensos a corrigir a rota, mudar o rumo e retornar à condição humana, sujeita a erros e desejosa de acertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, os "não manés" por natureza, nos arrependemos e pedimos perdão. Olhamos nos olhos, reconhecendo eventuais "tropeços", e crescemos com a "manezice". Mas mané que se preze, não! O tempo os torna, ao contrário, a cada dia mais e mais... manés. Você já viu por aí um verdadeiro mané arrependido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mané é meio ressentido, desconfiado. Deve ter problemas sérios de infância. Ou simplesmente pegou gosto pela coisa, já que faz tanto sucesso e conta com boa fatia de público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como acontece na natureza, a existência da espécie "mané" parece ter sua razão de ser na cadeia reprodutiva humana. Eles parecem existir para que os demais se tornem mais sagazes e espertos. Para que os demais se enobreçam, se amem e se multipliquem ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com muito mais senso de urgência e felicidade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-6623682998290728233?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/09/ser-ou-no-ser-man.html</link><author>noreply@blogger.com (Julia)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SMpoiCNKVdI/AAAAAAAAAEU/vH6237XyYaw/s72-c/ser+ounao+ser.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-7243390701335137386</guid><pubDate>Mon, 01 Sep 2008 01:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-08-31T19:48:12.505-07:00</atom:updated><title>Domingo de Chuva</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SLtTKflBraI/AAAAAAAAAEM/e_CAPgDoFAo/s1600-h/espelho.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240874031116299682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SLtTKflBraI/AAAAAAAAAEM/e_CAPgDoFAo/s320/espelho.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nada como um domingo de chuva para nos reencontrarmos com nós mesmos. Às vezes, ao longo do dia, a gente se perde da gente. Comigo, acontece com alguma frequência. O tempo de desencontro é que varia, de acordo com a paz interior que levo no momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já me perdi de mim entre um telefonema e outro, um email e outro, um afazer e outro. Já me deixei em algum lugar do passado para retornar, tempos depois, e dar as mãos a mim mesma. Ao contrário, também já topei comigo em algum lugar do futuro, completamente perdida, com a sensação de ter chegado antes, quando ninguém ainda estava lá. Ou de ter chegado depois, quando todos já tinham ido embora. Nessas horas, o melhor que temos a fazer é nos encararmos de frente, como quem diz "Então você está aí? Não me faça esta cara! Volta aqui, vamos em frente! E juntas dessa vez, ok? Não descole do meu lado!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que passa a vida evitando encontrar-se consigo mesmo. No caso de algumas pessoas, o esporte predileto chega a ser o oposto: uma espécie de pique-esconde eterno e profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhar para o nosso rosto, aquele mais recôndido, exige coragem. O rosto que exibimos aos outros, este, está quase sempre igual. O cabelo muda, e também o tom da pele, dependendo do clima. Mas e o outro rosto, aquele que a gente não enxerga no espelho? Esse, a gente tem que se empenhar para enxergar, acolher, aceitar. Com carinho, entrega, coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem horas que é melhor deixar esse nosso rosto ali mesmo, escondido da gente. Mas se a demora for grande para fazer o "resgate", cuidado: o momento do reencontro pode ser fatal. Pode acontecer de você não se reconhecer mais naquele rosto esquecido. E fazer de conta que &lt;/div&gt;&lt;div&gt;nem é com você... As consequências disso, boas ou más, só mesmo cada um experimentando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes a gente foge da solidão, mas o mais importante na vida é o encontro com ela, ou melhor, com a gente. A solidão é o momento desse eterno reencontro com o que somos, com o que vamos sendo, com o que seremos. Por isso, por vezes tão temida, a solidão é, na verdade, tão preciosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste domingo eu amei ficar comigo, o dia inteiro, fazendo simplesmente o que tive vontade, na hora em que tive vontade, pensando e ouvindo e lendo e escrevendo o que dava vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a gente encara de frente a nossa própria solidão, nunca estaremos sozinhos. Pode parecer óbvio isso, mas é uma obviedade tão boa de sentir e de lembrar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é que no meio desta tarde tão gostosa eu ouço, no rádio, na voz da Maria Bethânia, uma música linda, que há tempos eu não ouvia. Reproduzo aqui para vocês ... &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E recomendo ouvir, na voz da Bethânia e também do Almir Sater.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando devagar porque já tive pressa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Levo esse sorriso porque já chorei demais&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só levo a certeza de que muito pouco eu sei&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu nada sei&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Conhecer as manhas e as manhãs&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O sabor das massas e das maçãs&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É preciso amor pra poder pulsar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É preciso paz pra poder sorrir&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É preciso a chuva para florir&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Penso que cumprir a vida seja simplesmente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Compreender a marcha e ir tocando em frente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como um velho boiadeiro levando a boiada&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estrada eu sou&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Conhecer as manhas e as manhãs&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O sabor das massas e das maçãs&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É preciso amor pra poder pulsar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É preciso paz pra poder sorrir&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É preciso a chuva para florir&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Todo mundo ama um dia &lt;/div&gt;&lt;div&gt;todo mundo chora&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um dia a gente chega, e no outro vai embora&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cada um de nós compõe a sua história&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cada ser em si carrega o dom de ser capaz&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E ser feliz&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(Tocando em Frente - Almir Sater)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quem desejar ouvir...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://letras.terra.com.br/almir-sater/44082/"&gt;http://letras.terra.com.br/almir-sater/44082/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-7243390701335137386?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/08/domingo-de-chuva.html</link><author>noreply@blogger.com (Julia)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SLtTKflBraI/AAAAAAAAAEM/e_CAPgDoFAo/s72-c/espelho.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6958346786404558681.post-7027030861217789366</guid><pubDate>Thu, 28 Aug 2008 17:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-08-28T11:00:30.521-07:00</atom:updated><title>Homenagem a Pierrot</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SLbneXr11II/AAAAAAAAAEE/Fp7ypKrJi4M/s1600-h/pierrot.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239629725432140930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SLbneXr11II/AAAAAAAAAEE/Fp7ypKrJi4M/s320/pierrot.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Já que falei nele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pierrot é um personagem da Commedia Dell’Arte, apaixonado pela Colombina, mas não é correspondido. Representa a idealização do amor. É um sonhador, tradicionalmente retratado com uma lágrima escorrendo pelo rosto e vestindo blusa e calças bufantes brancas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6958346786404558681-7027030861217789366?l=balaiodajulia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://balaiodajulia.blogspot.com/2008/08/homenagem-pierrot.html</link><author>noreply@blogger.com (Julia)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RD7-GNA57b4/SLbneXr11II/AAAAAAAAAEE/Fp7ypKrJi4M/s72-c/pierrot.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item></channel></rss>